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Idosos a serviço de Deus - Por Maria Gizele Silva

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Não por medo da morte, mas por terem mais tempo livre, muitos idosos aproveitam o período da aposentadoria para frequentar igrejas e ajudar o próximo. E todos saem ganhando com essa escolha. Alaíde, Agra e Mercedes não se co­­nhecem, mas têm algo em comum além de já terem passado dos 60 anos. Elas se dedicam à religião que escolheram como uma verdadeira missão. Quase todos os dias da semana, elas vão ao templo orar e ajudar as pessoas de suas co­­munidades. Para o teólogo Mário Sanches, de Curitiba, o fenômeno é bastante comum na terceira idade e contribui para uma velhice saudável. Mercedes de Oliveira Martins, 69 anos, deixou a profissão de confeiteira de lado para desenvolver seu lado espiritual. Ela começou a frequentar a igreja Assembleia de Deus próxima do seu bairro, para buscar orientação de como cuidar de um filho com necessidades especiais. “Eu aceitei Jesus como Salvador”, diz. Desde então, a religião entrou em sua vida. A idade não a impede de manter uma agenda movime...

A Ética e o Futuro da Humanidade: a experiência de um monge budista africano de Uganda

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A PUC-SP, a Casa de Dharma e o Fórum África convidam para a Palestra com o Venerável Bhante Buddharakkhita, que estará no Brasil no mês de fevereiro. O Venerável é monge budista Theravada, nascido em Uganda, África Oriental. Atualmente reside no Bhavana Society, West Virgínia, EUA, onde pratica e ensina o Dhamma, sob a orientação do Ven. Bhante Henepola Gunaratana. Em abril de 2005 o Ven. Buddharakkhita fundou o Centro Budista de Uganda, onde ensina meditação de insight a cada viagem que faz à África. 10/02 (quarta-feira) 19h30 às 21h30 Auditório no piso superior do Teatro TUCA Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes INFORMAÇÕES http://www.casadedharma.org/ Email: casadedharma@yahoo.com.br Tel/Fax: (11) 3256-2824 Entrada Franca Realização: Casa de Dharma   Fonte: procresp@pucsp.br

O papel que as crenças religiosas desempenham na vida social - Por Renato Cancian*

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O estudo da religião é tema constitutivo e fundador da sociologia. Tanto Karl Marx, como Émile Durkheim e Max Weber se interessaram pela elaboração de teorias visando compreender aspectos da vida religiosa e sua influência na sociedade. Os estudos produzidos por Weber, porém, sem dúvida alguma tiveram maior amplitude teórica e empírica. Weber analisou e comparou diversas religiões que existiram e que ainda existem no mundo, avaliando o papel que as crenças religiosas exercem na conduta dos indivíduos em sociedade. Num plano mais geral, o autor desvelou o potencial que a religião tem de provocar transformações na ordem social, sejam elas na esfera da economia, da política ou da cultura em geral.   A sociologia compreensiva Weber jamais aceitou os pressupostos do materialismo histórico (teoria elaborada por Karl Marx e Friedrich Engels) como único modelo teórico-metodológico válido para compreensão da realidade social. De acordo com a teoria marxista, a forma como o homem produ...

Homenagem a Iemanjá reúne três mil fiéis - por Anna Luiza Guimarães

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As homenagens à Rainha do Mar tomaram as ruas do Centro do Rio e ganharam as águas da Baía de Guanabara. Três mil pessoas enfrentaram o forte calor e participaram do cortejo para reverenciar Iemanjá. A procissão partiu da Cinelândia em direção à Praça 15, onde 1.200 devotos, numa barca, levaram sua fé até a Praça Arariboia, em Niterói. No caminho, deixaram oferendas. Na procissão, o superintendente dos Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Assistência Social , Cláudio Nascimento, anunciou a inauguração, em março, de Centro de Referência em Combate à Intolerância Religiosa, na Central do Brasil. No local, advogados e psicólogos ajudarão vítimas de preconceito. “O candomblé é um dos patrimônios culturais da cidade, e sabemos que há uma extrema perseguição. É preciso que entendam que todas as religiões afrodescendentes têm o direito de se expressar”, explicou Cláudio.   A secretária municipal de Cultura, Jandira Feghali, também participou da festa ...

Morreu Howard Zinn

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Historiador e ativista político norte-americano tinha 87 anos de uma vida de lutas sociais.Sua obra People's History of the United States vendeu mais de um milhão de exemplares nos EUA.   A História do Povo Americano , de Howard Zinn, foi publicada em 1980 com pouca promoção e uma tiragem de apenas 5.000 exemplares. Transformou-se num sucesso, cujas vendas atingiram o milhão de exemplares em 2003. Com mais de 700 páginas, a obra, que lamentavelmente nunca foi traduzida para português, relata a história dos Estados Unidos, desde 1492, assumidamente do ponto de vista das "mulheres americanas, dos trabalhadores fabris, dos afro-americanos, dos americanos nativos, dos trabalhadores pobres, dos imigrantes".   Sem meias palavras, Zinn acusa Cristóvão Colombo de genocídio e destaca heróis esquecidos pela história oficial: trabalhadores, feministas e resistentes à guerra. "O professor Zinn escreve com um entusiasmo raramente encontrado na prosa da história acadêmica, e...

O Haiti e o Vudu - Por Dojival Vieira

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Max Beauvoir, a Autoridade Suprema dos adeptos do Vudu no Haiti, denuncia em entrevista ao jornal espanhol El País , que os mortos estão sendo tratados como lixo. Em longa entrevista ao jornalista Francisco Peregil, publicada nesta sexta-feira (22/1/2010), pelo jornal El País , de Madri, Max Beauvoir, a Autoridade Suprema dos adeptos do Vudu, no Haiti, denuncia que “estão tratando os mortos como lixo”. Segundo Beauvoir, de 74 anos, que esta semana se reuniu com o presidente René Préval, a pedido deste, a questão dos enterros das vítimas do terremoto é muito grave. “Estão tratando as pessoas como lixo, sem a dignidade e o respeito que merece qualquer vivo. Sei que a situação é complexa e eu não tenho a solução. Porém, estou certo de que se tivéssemos nos sentado para conversar, haveríamos encontrado alguma forma em meia hora. E ainda estamos a tempo, porque ainda faltam muitos mortos para enterrar”, afirma. Beauvoir, que é chamado de Ati, palavra que quer dizer “uma grande árvore...

Cidades milenares - Por Fábio de Castro

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Ao compreender como as cidades da Grécia antiga eram organizadas espacialmente, os arqueólogos podem descobrir muito sobre os sistemas socais, políticos, econômicos e idológicos daquela civilização. Por isso, desde 2004, um grupo de pesquisadores brasileiros tem se dedicado a estudar o ambiente construído das cidades gregas dos períodos arcaico, clássico e helenístico. Essa linha de pesquisas ganhou um ponto de referência importante a partir de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, agora em sua fase final, que permitiu a pesquisadores do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade de São Paulo (USP) a estruturação do Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca). Além de reunir instrumentos de trabalho para o aprofundamento de pesquisas de base sobre a Grécia antiga – como um amplo acervo de imagens, vídeos, mapas e material bibliográfico – o laboratório fundado em 2006 servirá para formar recursos humanos em diversas áreas do conhecimento, segundo a coorde...