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Rio de Janeiro, 8 dez (EFE).
Os membros do Grupo de Alto Nível da Aliança das Civilizações pediram hoje que os Estados de todo o mundo ponham em prática as medidas recomendadas por esse fórum das Nações Unidas para promover a integração entre as civilizações, as culturas e as religiões.
O pedido foi feito por alguns dos integrantes deste grupo durante a sessão inaugural da Conferência Internacional da Aliança das Civilizações, Interculturalismo e Direitos Humanos, que acontecerá até a segunda-feira no Rio de Janeiro.

"Sem o apoio dos Estados a aliança nunca será uma idéia crível", afirmou o representante do Secretariado Geral da ONU para a Aliança das Civilizações, o ex-presidente português Jorge Sampaio. O ex-presidente português disse esperar que a primeira cúpula da Aliança das Civilizações, prevista para janeiro em Madri e que terá a participação de chefes de Estado e até celebridades, sirva para "ancorar essas recomendações no mundo real".

Os oradores na sessão inaugural disseram que os membros da Aliança cumpriram o papel de chegar a um diagnóstico e de elaborar um relatório com recomendações, e que agora é obrigação dos Estados e da própria ONU colocá-los em prática. Na sessão de abertura da conferência participarão, além de Sampaio, o secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias; o ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro; o ministro do Trabalho espanhol, Jesús Caldera, e o presidente da Fundação Cultura da Paz, Federico Mayor, entre outros.O fórum foi criado pelas Nações Unidas em 2005 para aprofundar o conhecimento e os contatos entre as diferentes culturas que coexistem no mundo e ajudar na construção de sociedades mais plurais. O Grupo de Alto Nível do fórum, integrado por personalidades de diferentes países, culturas e religiões, apresentou um relatório há oito meses no qual enumera várias recomendações que podem ser adotadas para promover o diálogo entre as culturas e combater os fanatismos e o terrorismo.

"O relatório é um instrumento que pode promover a paz, mas está inacabado e corre o risco de ficar na irrelevância", afirmou Sampaio ao alertar sobre a necessidade de que os Estados o adotem e o ponham em prática. Para o representante da ONU, os problemas diagnosticados são políticos e sua solução exige políticas públicas de educação, meios de comunicação, imigração, juventude e integração.

"Os diagnósticos já foram feitos, agora falta a vontade política para pôr as recomendações em prática", afirmou Federico Mayor, ex-diretor da Unesco e que foi co-presidente do Grupo de Alto Nível que elaborou o relatório. Para Enrique Iglesias, qualquer país pode adotar as recomendações do relatório desde que esteja disposto a assumir três compromissos: o combate à pobreza e à discriminação, o pagamento da dívida com os quais foram discriminados e a exclusão de todas as formas de discriminação racial ou religiosa.

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