No Brasil, apenas um em cada três presidiários concluiu o ensino fundamental


No Brasil, 65% dos presos em penitenciárias masculinas não concluíram nem o ensino fundamental, segundo o levantamento anual do Infopen (Sistema de Informações Penitenciárias), do Ministério da Justiça. O número cai para 60% quando se considera somente as penitenciárias de São Paulo.

Os dados indicam também que aumentou a escolaridade dos detentos nos últimos seis anos. Em 2005, apenas 7,6% tinham o ensino médio incompleto contra 11,7% em 2011. No mesmo período, a proporção de presos com ensino médio completo passou de 5% para 7,7% no ano passado.
Apesar de o tempo ser um ponto favorável para quem está preso voltar a estudar, estudo de 2009 indica que condições físicas precárias e falta de professores capacitados são as principais deficiências da educação no sistema prisional brasileiro.
São Paulo

No Estado de São Paulo, a FUNAP (Fundação "Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel" de Amparo ao Preso) é a responsável pela educação nas prisões do Estado desde 1979, e hoje conta com escolas em 118 unidades prisionais. Os próprios presos que têm ensino médio completo, após um rígido processo seletivo, tornam-se "professores" dos outros colegas com menos escolaridade.

Desde 2009, iniciou um projeto para oferecer curso de pedagogia a distância para os detentos da penitenciária 1 de Serra Azul, no interior de São Paulo. O curso superior está sendo oferecido para quatro monitores responsáveis pelas aulas.

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