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Anistia denuncia 60 anos de "fracasso" em direitos humanos - Por Walter Oppenheimer

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A Anistia Internacional (AI) denunciou nesta terça-feira o "fracasso de 60 anos em direitos humanos". Na apresentação do relatório anual do organismo, que controla e denuncia os abusos de países grandes e pequenos, sua presidente, Irene Khan, afirmou que "a injustiça, a desigualdade e a impunidade são hoje as marcas distintivas de nosso mundo". "Os governos têm de atuar já para acabar com o abismo que separa o que dizem do que fazem", acrescentou. O relatório destaca que em 81 países se infligem torturas ou maus-tratos, em 54 há julgamentos sem as devidas garantias e em 77 não há liberdade de expressão. A Anistia censura à Espanha torturas e maus-tratos policiais, abusos na expulsão de imigrantes, em especial menores desacompanhados, violência contra as mulheres, participação em interrogatórios em Guantánamo entre 2002 e 2005 e o curto alcance, apesar de "algumas características positivas", da lei da Memória Histórica. E explica que "de...

Por que o Ocidente não compreende o mundo árabe? Por Josep Play-Maset

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"Não entendo os imigrantes: vêm para o nosso país, vivem ao nosso lado e depois querem mudar nossas normas e costumes. A Espanha não é um país muçulmano e não tem por que aceitar essas tradições arcaicas. Colocar o véu islâmico em uma menina é impedir que ela aprenda, é excluí-la da escola pública" , diz María, uma jovem catalã de 17 anos que estuda no Instituto Francês de Barcelona , em uma mensagem eletrônica enviada para suas amigas Meriem, francesa, e Lydia, italiana. Não se trata de um diálogo real, mas da ficção criada pelo escritor Tahar Ben Jelloun em seu último ensaio, "Não entendo o mundo árabe" (editado pela Aleph e em catalão pela Empúries), a partir do diálogo entre quatro adolescentes. Existe uma incompreensão do mundo muçulmano e árabe, dois termos que muitas vezes se misturam no discurso dos ocidentais. Ben Jelloun prefere falar dos árabes para circunscrever o problema, já que também há muçulmanos na China, na Indonésia ou na Índia. Kebir Sabar, um...

Crença religiosa vira tema de pesquisa científica na Inglaterra

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Um novo projeto da Universidade de Oxford, na Inglaterra, pretende investigar as causas da popularidade da religião e os mecanismos da crença religiosa. Inaugurado em fevereiro, o Cognition, Religion, and Theology Project (Projeto de Cognição, Religião e Teologia), quer identificar os fatores cognitivos que contribuem para a tendência generalizada que as pessoas têm de acreditar em Deus ou deuses. Em entrevista à BBC Brasil, Justin Barrett, um diretores do projeto, afirmou que a pesquisa a ser desenvolvida pelo grupo será interdisciplinar, ou seja, contará com pesquisadores de áreas distintas como a antropologia, filosofia e teologia, entre outras. "Além disso, pretendemos trabalhar com crenças religiosas de todo o tipo, em uma perspectiva cultural diversa, queremos investigar os mecanismos da crença em fantasmas, fenômenos sobrenaturais etc.", disse Barrett. O cientista ressaltou que, apesar de a crença religiosa ser tão difundida, a razão pela qual as pessoas possuem e...

Tese questiona origem de Colombo

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Afinal, o testamento atribuído ao navegador Cristóvão Colombo pode não passar de um documento falso. Quem o diz é o investigador Manuel Rosa, autor de "O mistério de Colombo revelado". Numa comunicação que se prevê polémica, o investigador defenderá, no sábado (24/05/08), no Centro Cultural da vila de Cuba , Beja, que aquele testemunho histórico "é totalmente falso". "Irei demonstrar nesse debate que o testamento atribuído a Colombo, e o único documento que o liga a Génova, é totalmente falso" , disse à agência Lusa Manuel Rosa. "Demonstrado que o testamento é falso, o documento em que assentam as teses da historiografia tradicional sobre a sua origem genovesa e até o recente livro do casal Manuel Luciano e Sílvia Jorge da Silva que aponta para a naturalidade em Cuba, caem as respectivas teses". O colóquio, que se realizará a partir das 15 horas, será moderado pelo jornalista Pedro Laranjeira e contará com as participações de Mascarenhas B...

Senado Confirma Filosofia e Sociologia no Ensino Médio

O Senado aprovou hoje projeto de lei que inclui Filosofia e Sociologia como disciplinas obrigatórias no ensino médio. Como o texto já havia recebido aval na Câmara, seguirá agora para sanção presidencial. A senadora Ideli Salvatti (PT-SC), segundo a Agência Senado, elogiou a volta das duas disciplinas ao ensino médio - elas foram substituídas durante o regime militar por Educação Moral e Cívica. "As duas disciplinas permitem à juventude acessar todas as matérias do conhecimento, permitem que se formem conceitos, caráter moral e que as pessoas tenham uma visão humanista”, disse a senadora. Fonte: Agência Senado

Psicanálise e Religião, um casamento possível? Por Élison Santos

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Entrevista com o Dr. William Castilho Pereira, psicólogo e professor De que forma a abordagem psicanalítica pode contribuir para aprimorar o relacionamento do homem com Deus? A esta questão responde o professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Dr. William César Castilho Pereira, que há mais de 25 anos trabalha como docente e palestrante em institutos religiosos em todo o Brasil. Doutor William acaba de ministrar um encontro promovido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) para formadores e psicólogos de diversos Seminários e Institutos de Vida Consagrada de todo o país. Além de seu trabalho de docente, atende em sua clínica a muitos seminaristas, sacerdotes, religiosos e religiosas. Psicanálise e Religião. É possível este casamento? Dr. William: Sim. E como todo bom casamento, é preciso preservar a singularidade de cada uma das partes. Porque todo casamento não significa fusão, e um casamento que se constitui como fusão, uma unicidade total, é terríve...

Em O ano 01, a força de 1968 - Por Bruno Carmelo

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Produzido no início dos anos 70, com múltiplas referências à estética HQ, filme de Jacques Doillon imagina uma greve geral contra o capitalismo. Contra-sistema, contracultura, contra-cinema. Deliciosa, absurda e irreverente anarquia, indispensável quando o sistema se pretende avassalador. E se o mundo combinasse, de um dia para o outro, parar de trabalhar? Se os operários largassem as fábricas, os bancários abandonassem os bancos, os estudantes parassem de ir às escolas e todos cruzassem os braços contra o sistema? Esse seria o utópico “ano 01” do título, referente ao começo de uma vida nova. O diretor Jacques Doillon assina a direção do roteiro, escrito pelo cartunista Gébé. Embora não se trate de um desenho animado, é essa linguagem que inspira o caminhar da narrativa. As passagens são fragmentárias, desconectadas entre si, e cada uma contém um humor e uma piada em especial. Aos poucos, essas várias “charges cinematográficas”, ou “desenhos animados filmados”, unem-se e passam a cons...