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Joseph Campbell, o evolucionista das religiões - por Luiz Biajoni

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Mais do que Darwin, Joseph Campbell (1904-1987) investigou, ao longo de toda sua vida, não a evolução das espécies, mas a evolução das religiões. O resultado mais importante dessa investigação é a obra apropriadamente chamada As máscaras de Deus , dividida em 4 volumes: Mitologia primitiva, Mitologia oriental, Mitologia ocidental e Mitologia criativa . Nela, o pesquisador mostra como nasceram mitos que originaram religiões em todo o mundo, cruza dados e histórias, apontando semelhanças, mostrando onde estão os interesses por trás das religiões enquanto forças sociais e, até onde o vasto conhecimento lhe permite, desvela as metáforas das histórias mitológicas. O mais importante desse trabalho, diz ele, é mostrar para as mentes estreitas que os mitos tendem a se tornar História – e isso é triste. Citando Alan Watts (Myth and ritual in Christianity): “O Cristianismo foi interpretado por uma hierarquia ortodoxa que degradou o mito até convertê-lo em ciência e história. [...] Porque quando...

Memória em quadrinhos - Por Michelle Ferret

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Em plena crise no mercado editorial dos quadrinhos, a editora Escala Educacional lança duas obras nesse mar turvo. “ Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “O Triste Fim de Policarpo Quaresma” foram adaptados, respectivamente, pelas mãos dos desenhistas Sebastião Seabra e Francisco Sebastião Vilachã. Transformar características peculiares como a falsidade de Marcela, o egoísmo de Quincas e a vaidade de Virgília foram os caminhos para que Seabra percorresse em 40 páginas uma história densa e repleta de detalhes traçados a lápis. Para o desenhista, esse é um dos caminhos mais difíceis de ser percorrido por um quadrinista. “A primeira produção da obra ficou restrita em 40 páginas e tive que cortar alguns personagens. Meu guia foi minha esposa, a roteirista Maria Sônia Barbosa. Ela digitou as páginas em quadrinhos com descrição de temas e legendas e eu segui esse roteiro. Fui cortando as histórias, vestindo as roupas, desenhando um detalhe ou outro e assim o livro foi elaborado”, contou o il...

CNPq divulga calendário de bolsas e auxílios

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São 13 modalidades de bolsas e duas de auxílios O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) divulga o calendário para 2009 de ações de fomento à pesquisa e de apoio à formação de recursos humanos. São 13 modalidades de bolsas e duas de auxílios, com datas de inscrição e períodos de julgamento distribuídos ao longo do ano. As bolsas de doutorado pleno no exterior (GDE) têm inscrições até 5 de março.Já as bolsas de pós-doutorado júnior, empresarial, sênior, pós-doutorado no exterior, sanduíche no país e no exterior, estágio sênior e pesquisador visitante têm três períodos para inscrição. O primeiro também termina em 5 de março, o segundo em 28 de maio e o último em 30 de setembro. Fonte: CNPq

Maracatus participam de cerimônia no Recife em homenagem aos antepassados – Por Luísa Brito

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Noite dos tambores silenciosos é realizada desde 1968. Desfiles dos grupos ocorreu debaixo de chuva. Um total de 23 nações de maracatus de baque virado do Recife se apresentaram entre a noite de segunda-feira (23) e madrugada da terça-feira (24) no Pátio do Terço, no bairro de São José, no Centro, em reverência aos antepassados, os chamados eguns na religião afro. Os desfiles ocorreram debaixo da chuva que atinge a cidade nesta madrugada. A Noite dos tambores silenciosos reúne todas as nações de maracatus de baque virado do estado, que são aqueles que têm fundamentos na religião africana. O evento é realizado desde 1968. Os maracatus desfilam com seus batuqueiros e a corte formada pelo rei, rainha e dama-do-passo, que carrega a calunga (uma boneca), a representatividade do sagrado. Desde as 20h, cada maracatu desfila no corredor formado no pátio e vai até a igreja onde faz uma reverência aos antepassados dançando e cantando. De acordo com Claudilene Silva, coordenadora do pólo afro...

China, a vez dos sociólogos – Por António Caeiro

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Considerada até há pouco tempo uma “disciplina burguesa”, a sociologia parece desempenhar hoje um papel central na vida académica e politica da China, proporcionando aos seus investigadores uma liberdade surpreendente. “Nos próximos trinta anos devemos libertar a sociedade das mãos do Estado, como fizemos com a economia durante os últimos trinta anos de reforma e abertura”, diz Shen Yuan, vice-director do Centro de Estudos da China Contemporânea da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Qinghua , em Pequim. Trata-se de uma das mais prestigiadas universidades chinesas, onde se formaram importantes membros da actual liderança chinesa, incluindo o secretário-geral do Partido Comunista e presidente da Republica, Hu Jintao, e o vice-presidente, Xi Jinping, apontado como o seu provável sucessor. O sociólogo francês Jean-Louis Rocca, professor na Qinghua, é peremptório: “ A liberdade de tom utilizada pelos sociólogos chineses põe em causa o que habitualmente se pensa no Oci...

Acesso ao livro na conjuntura da crise – Por Rosely Boschini

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Nas crises econômicas como a atual, a indústria da cultura, na qual se incluiu o setor editorial, pode ser mais duramente afetada do que outros segmentos. O problema tende a ser mais acentuado nas nações emergentes e nas que se encontram em desenvolvimento, de modo proporcional ao que se observa em tempos de vacas gordas. Afinal, as taxas históricas do nível de emprego e inclusão social têm efetiva congruência com os índices de leitura. O brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano. Na Alemanha, por exemplo, são 6,3 volumes por habitante/ano; na França, sete; na Itália, cinco; e nos Estados Unidos, 8,2. É natural que um povo que ganha mais compre mais livros, assim como bens de consumo de um modo geral. Embora haja muita verdade nesta análise, não se pode ignorar que o nível de desenvolvimento das nações guarde estreita relação de causa-efeito com a cultura, a informação e o conhecimento. Assim, neste momento de adversidade macroeconômica, é imprescindível multiplicar os esforços volt...

Criacionismo é ciência e evolucionismo é religião?

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Ciência e religião se excluem ou se complementam? Mec se posiciona contra o criacionismo em aula de ciências, mas Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional incentiva o ensino comparativo e crítico Destacado entre os maiores gênios, de todos os tempos, trouxe contribuições importantíssimas para a Matemática, Óptica, Física e Astronomia. Ao mesmo tempo em que escreveu Princípios Matemáticos da Filosofia Natural escreveu também Observações sobre as Profecias de Daniel e de Apocalipse de São João. Este é Isaac Newton, indicado à presidência da Sociedade Real e primeiro cientista a receber da Coroa Inglesa o título de Cavaleiro, passando a se chamar Sir Isaac Newton. Naquela época, séculos XVII e XVIII, estudando o livro bíblico de Daniel, mais especificamente o capítulo 12:4, em que o profeta fazia uma previsão quanto ao avanço da ciência, concluiu que em um futuro distante aconteceria algo inimaginável ao seu tempo, ou seja, carros andariam a mais de 80 km por hora. Sobre isso, o f...