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Morreu Howard Zinn

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Historiador e ativista político norte-americano tinha 87 anos de uma vida de lutas sociais.Sua obra People's History of the United States vendeu mais de um milhão de exemplares nos EUA.   A História do Povo Americano , de Howard Zinn, foi publicada em 1980 com pouca promoção e uma tiragem de apenas 5.000 exemplares. Transformou-se num sucesso, cujas vendas atingiram o milhão de exemplares em 2003. Com mais de 700 páginas, a obra, que lamentavelmente nunca foi traduzida para português, relata a história dos Estados Unidos, desde 1492, assumidamente do ponto de vista das "mulheres americanas, dos trabalhadores fabris, dos afro-americanos, dos americanos nativos, dos trabalhadores pobres, dos imigrantes".   Sem meias palavras, Zinn acusa Cristóvão Colombo de genocídio e destaca heróis esquecidos pela história oficial: trabalhadores, feministas e resistentes à guerra. "O professor Zinn escreve com um entusiasmo raramente encontrado na prosa da história acadêmica, e...

O Haiti e o Vudu - Por Dojival Vieira

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Max Beauvoir, a Autoridade Suprema dos adeptos do Vudu no Haiti, denuncia em entrevista ao jornal espanhol El País , que os mortos estão sendo tratados como lixo. Em longa entrevista ao jornalista Francisco Peregil, publicada nesta sexta-feira (22/1/2010), pelo jornal El País , de Madri, Max Beauvoir, a Autoridade Suprema dos adeptos do Vudu, no Haiti, denuncia que “estão tratando os mortos como lixo”. Segundo Beauvoir, de 74 anos, que esta semana se reuniu com o presidente René Préval, a pedido deste, a questão dos enterros das vítimas do terremoto é muito grave. “Estão tratando as pessoas como lixo, sem a dignidade e o respeito que merece qualquer vivo. Sei que a situação é complexa e eu não tenho a solução. Porém, estou certo de que se tivéssemos nos sentado para conversar, haveríamos encontrado alguma forma em meia hora. E ainda estamos a tempo, porque ainda faltam muitos mortos para enterrar”, afirma. Beauvoir, que é chamado de Ati, palavra que quer dizer “uma grande árvore...

Cidades milenares - Por Fábio de Castro

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Ao compreender como as cidades da Grécia antiga eram organizadas espacialmente, os arqueólogos podem descobrir muito sobre os sistemas socais, políticos, econômicos e idológicos daquela civilização. Por isso, desde 2004, um grupo de pesquisadores brasileiros tem se dedicado a estudar o ambiente construído das cidades gregas dos períodos arcaico, clássico e helenístico. Essa linha de pesquisas ganhou um ponto de referência importante a partir de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, agora em sua fase final, que permitiu a pesquisadores do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade de São Paulo (USP) a estruturação do Laboratório de Estudos sobre a Cidade Antiga (Labeca). Além de reunir instrumentos de trabalho para o aprofundamento de pesquisas de base sobre a Grécia antiga – como um amplo acervo de imagens, vídeos, mapas e material bibliográfico – o laboratório fundado em 2006 servirá para formar recursos humanos em diversas áreas do conhecimento, segundo a coorde...

Sylvio Back mergulha no universo de Graciliano - Por André Dib

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Neste ano (2010), Graciliano Ramos será tema de duas novas produções do cineasta Sylvio Back. A primeira é um documentário sobre sua vida, com recursos já captados e pré-produção prevista para começar em março. Buíque, no agreste pernambucano, faz parte do roteiro, que passa por cidades onde o autor de: São Bernardo e Vidas secas morou, como Palmeira dos Índios, Viçosa, Quebrangulo, Maceió e Rio de Janeiro. Graciliano morou em Buíque quando criança e aos 18 anos voltou à cidade para tratar da saúde. A fazenda em que morou está preservada de acordo com algumas características da época e deve servir de cenário para a produção. Pernambuco entra na pauta não somente pela ligação histórica com o personagem mas porque terá na capital uma potencial base de trabalho. Por telefone, do Rio de Janeiro , Back diz que o novo filme será um ensaio para o próximo, que adapta o romance Angústia, escrito por Graciliano em 1936, quando estava na prisão. Apesar de trabalhar no território da ficção, mu...

Mosteiro de São Bento (SP) abre suas portas para mostra “Arte e Espiritualidade”

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O Mosteiro de São Bento (Largo São Bento), fundado em 1598 no Centro de São Paulo, abriu pela primeira vez suas dependências, reservadas apenas para os monges, e exibe a mostra: “Arte e Espiritualidade”,  com obras do monge Carlos Eduardo Uchoa e dos artistas Marco Giannotti e José Spaniol. São 16 salas ocupadas por pinturas, fotografias, vídeos e instalações dos três artistas , que apresentam trabalhos individuais e outros concebidos em parceria. Serão abertas salas do colégio e da faculdade, o parlatório do mosteiro e a capela privada dos religiosos. A exposição gratuita pode ser visitada até 21/2. De terça a sexta-feira, das 13h às 17h, e sábado e domingo, das 10h às 17h. fonte: http://www.vivaocentro.org.br

O Estado Novo (Portugal) debatido em Alcobaça - Por Joana Fialho

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Luís Reis Torgal, professor catedrático aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e antigo presidente do Instituto de História e Teoria das Ideias , vai estar dia 30 de Janeiro (sábado), em Alcobaça , onde será o orador da conferência: “O Estado Novo Corporativo de Salazar e de Marcello Caetano e as Eleições para a Assembleia Nacional. As Oposições”. (vista do belíssimo mosteiro de Alcobaça) A conferência vai decorrer na Biblioteca Municipal, pelas 16h00, e é uma organização conjunta da autarquia alcobacense e da Universidade de Coimbra . Com um vasto currículo académico, Luís Reis Torgal foi professor de História Moderna, de História Contemporânea e de Teoria da História na Universidade de Coimbra, instituição onde foi membro do Senado durante cerca de 15 anos e na qual pertence a várias comissões e conselhos consultivos. O professor leccionou ainda noutras universidades em Portugal e no estrangeiro, tendo também sido director da “Revista de História das Ideias” ...

Religião dominante no Haiti, vodu mistura elementos cristãos e crenças africanas - Por Giovana Sanchez

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Religião foi oficializada pelo governo e é praticada nacionalmente Em meio à situação de catástrofe humanitária vivida pelos haitianos após o terremoto que devastou o país no dia 12 deste mês, o cônsul do Haiti em São Paulo foi pego numa declaração dizendo que toda aquela tragédia era culpa de uma 'maldição' feita 'pelos africanos que moram lá'. Tentando associar a 'maldição' à 'macumba', George Samuel Antoine quis dizer basicamente que o terremoto foi culpa do vodu - religião amplamente praticada pelos cidadãos do país. No dia seguinte, o cônsul pediu desculpas pelos comentários - ele ainda disse que a 'desgraça de lá' estava sendo 'boa pra gente aqui'. Mas o "flagra", segundo analistas entrevistados pelo G1 , mostra um preconceito que há muitos anos domina a elite ocidental de maneira geral: a visão de que o vodu é uma crença primitiva e de que seria responsável pelo atraso social e até econômico do Haiti. A reli...