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Curso Livre: "As Religiões em Portugal nos séculos XX e XXI: do monolitismo cultural à Liberdade Religiosa"

Curso Livre "As Religiões em Portugal nos séculos XX e XXI: do monolitismo cultural à Liberdade Religiosa" Local: Mesquita Central de Lisboa Docente: Paulo Mendes Pinto (director da área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona) Apresentação: Ao longo do século XX, Portugal deixou de ser um pais e uma sociedade monolítica, para passar a ser um vasto campo onde a multi-culturalidade é a norma.  Neste curso, que terá como fundo a Mesquita Central de Lisboa, abordaremos os principais momentos desta evolução, centrando-nos essencialmente na caracterização do que é a diversidade religiosa hoje em Portugal.  Abordaremos a diversidade dos cristianismos presentes, do  Católico  aos  Evangélicos , passando pelas várias correntes  ortodoxas , não deixando de lado  Adventistas ,  Mórmons  e  Testemunhas de Jeová .  No campo do Islão, veremos a diversidade do  Islão sunita , as diversas cultur...

Fronteira ritual judaica provoca divisão real em município dos EUA – Por Sharon Otterman

Todo sábado, o enfermeiro anestesista Eugene Milanaik caminha mais de oito quilômetros entre sua casa de veraneio, localizada na rua Dune, e a sinagoga ortodoxa que frequenta.  Quando chove, Milanaik fica encharcado, pois não pode carregar um guarda-chuva. Quando seu neto de 3 anos está na cidade, como no final de semana passado, sua esposa tem que ficar em casa, pois ela não pode empurrar o carrinho da criança. A vida seria muito mais fácil, do ponto de vista de Milanaik, se Westhampton Beach finalmente permitisse a instalação de uma sequência de estreitas tiras de plástico, que em hebraico se chamam lechis, nos postes do vilarejo (que servem de suporte para fios de alta tensão, cabos de fibra ótica e lâmpadas de iluminação, entre outros). As tiras criariam uma eruv, uma fronteira ritual, que permitiria aos judeus ortodoxos, que não empurram nem carregam nada quando saem de casa durante o Sabbath, realizarem essas ações quando estivessem dentro do perímetro da eruv. ...

Palestra: Religião e esperança - de Moisés a Macedo

David Lehmann, professor emérito de Ciências Sociais da Universidade de Cambridge, Reino Unido, estará no Departamento de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) no dia 13 de março.  Lehmann, que também é e foi professor visitante em outras universidades, como as universidades de Brasília, São Paulo, Federal do Rio de Janeiro, Paris-3 e Hebraica de Jerusalém, apresentará a palestra  "Religião e esperança: de Moisés a Macedo" que faz parte da série Quartas Sociológicas.  O pesquisador falará sobre como as igrejas neopentecostais se constituem mais como "pronto-socorros espirituais" do que como lugar de construção de uma ordem moral baseada na ideia de fraternidade.  Além disso, também debaterá a evolução do processo ocidental de religiões tradicionais (catolicismo e protestantismo histórico), que estariam estagnadas enquanto outras que requerem sacrifício de seus seguidores ganham terreno. Desde 2007, Lehmann realiza pesqui...

Mitologia e religião no Oscar 2013 em uma sociedade cética – Por Wilson Ferreira

O nosso leitor Giordano Cimadon da Sociedade Gnóstica Internacional de Curitiba indicou o artigo de S. Brent Plate (professor de Estudos Religiosos da Hamilton College – EUA )  “Religion at Academy Awards”  sobre a intensa presença de temas, símbolos e alegorias religiosas nos filmes que estão disputando o Oscar desse ano.  Para Plate, a indústria do entretenimento parece ultrapassar as instituições religiosas como a principal criadora de mitos e rituais em uma sociedade que, paradoxalmente, cresce o espírito de ceticismo e aversão às religiões organizadas. Filmes como “As Aventuras de Pi”, "Django Livre”, “Indomável Sonhadora” e “The Master” exploram antigas simbologias míticas como as da água, enchentes e caos, e bíblicas onde compaixão, vingança e justiça divina se entrelaçam de forma inextrincável. Em postagens anteriores falávamos de uma “guinada metafísica de Hollywood” a partir de uma série de filmes cujos roteiros e argumentos se inspiravam em ...

Ciência e Fé

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Seminário discute políticas de saúde para religiões afro-brasileiras em alagoas

Representantes de religiões afro e de instituições de saúde e cultura participaram, nesta segunda-feira, da abertura do:  Primeiro Seminário Estadual de Povos de Matrizes Africanas realizado no Hotel Matsubara.  O evento, promovido pelo Ministério da Saúde, segue até sexta-feira e conta com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde.  Segundo Margareth Magalhães, técnica da Diretoria de Promoção à Saúde da Sesau, as discussões têm como objetivo fortalecer a rede de matriz africana em Alagoas, em especial no que diz respeito à área de saúde. “Já identificamos que os terreiros são espaços promotores de saúde e, por isso, queremos ver as fragilidades para poder saná-las e torná-los mais fortes” , diz ela. Para isso, foram discutidas questões como desafios e perspectivas da relação entre religiões afro-brasileiras e a saúde, racismo como determinante das condições de saúde, Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, a mulher negra no Sistema Únic...

O Estado não pode inquirir a verdade das religiões - Por Néviton Guedes

Pode o Estado questionar a sinceridade, ou até mesmo, por assim dizer, o caráter absurdo de verdades e revelações religiosas? É certo que, a partir de um olhar secular, não é difícil questionar a sinceridade de alguns credos religiosos, sobretudo, quando não se é religioso, ou quando professamos outra religião. Na verdade, não são poucos aqueles que não se dispensam de julgar as religiões dos outros. Mais do que isso, vez por outra, confronto-me, na condição de professor de Direito Constitucional, com alunos e até profissionais do Direito (advogados, juízes e promotores) que entendem seja absolutamente legítimo ao Estado, em determinadas situações, questionar o absurdo ou a sinceridade do conteúdo de determinadas crenças religiosas. Naturalmente, ninguém se põe a possibilidade de questionar, em sua sinceridade, eventual “absurdidade” dos dogmas das chamadas grandes igrejas institucionalizadas. A possibilidade, como regra, é sugerida contra as pequenas igrejas, aquelas não r...