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Governo alemão diz que "islã faz parte do país"

O governo alemão expressou nesta segunda-feira rejeição aos pronunciamentos islamofóbicos da formação populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e lembrou que, tal como expressou reiteradamente a chanceler Angela Merkel, o "islã faz parte do país". A Constituição garante a liberdade de religião e de culto, apontou o porta-voz do governo, Steffen Seibert, para acrescentar que não era incumbência do Executivo "comentar" os conteúdos dos programas dos partidos políticos. O porta-voz da chanceler respondeu assim à polêmica surgida por causa das declarações da vice-presidente da AfD , Beatrix von Storch, no fim de semana passado, que definiu o islã de "ideologia que não está de acordo com a Constituição" alemã e alertou contra a suposta "islamização" progressiva do país. A própria Merkel, questionada sobre a questão em um comparecimento junto ao presidente da Indonésia , Joko Widodo, se limitou a repetir as palavras de ...

Olhares sociológicos e jornalísticos sobre religião, saúde e secularização são tema de evento na UFSCar

Mesa ocorre no dia 27 de abril e é organizada pela Pós-Graduação em Sociologia da Universidade. Com o objetivo de abordar o modo como a religião, a saúde e a secularização têm sido vistas por grande parte dos cientistas sociais e também jornalistas, o Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza, no dia 27 de abril, a Mesa:   “Olhares sociológicos e jornalísticos sobre: religião, saúde e secularização”.  Coordenada pelo professor do Departamento de Sociologia André Ricardo de Souza, a Mesa terá a participação do pesquisador de pós-doutorado em Sociologia da USP, Massimo Bonato, do repórter de ciência do jornal Folha de S. Paulo , Reinaldo José Lopes, e do pesquisador de pós-doutorado em Antropologia da Unicamp , Rodrigo Ferreira Toniol. Segundo André, a religião convive no Brasil e na absoluta maioria dos países do mundo com o processo de secularização, que consiste basicamente na diminuição da influ...

Religiões na era high tech – Por Raquelle Wacemberg

A tradição tem interagido com a tecnologia em várias igrejas da Região Metropolitana. Manter a fé de tradições milenares com a cara do século 21. Religiões que se curvam à era tecnológica, mas não deixam de lado a essência da doutrina. Graças à Reforma Protestante , iniciada por Martinho Lutero, no século 16, estátuas, imagens e pinturas desaparecem para dar lugar à simplificação do culto. Sem expressões visuais da religiosidade, a adaptação ao mundo contemporâneo para os templos evangélicos é mais simples. Não pelo mesmo motivo, mas para os mórmons, que surgiram no século 19, a chegada da tecnologia também não interfere nos dogmas da religião. Pelo contrário. Fazem questão de acompanhar a modernidade. Os católicos, embora de forma mais discreta, já têm se adequado ao uso da tecnologia. Por conta do ritual pré-moderno, a Igreja Católica não consegue se render às exigências da modernidade. Os ritos "ainda são determinantes para a religião” , explica o professo...

Explosão em templo da religião sikh deixa três feridos na Alemanha

Três pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave, após uma explosão em um templo sikh de Essen , na Alemanha. Segundo a polícia local, o incidente aparenta ter sido causado de forma deliberada. A forte explosão ocorreu na noite deste sábado (16/04), depois da realização de um casamento no local. O interior do tempo ficou parcialmente destruído, e janelas foram quebradas. Segundo um vídeo postado pelo Sikh Channel no Facebook, crianças estavam no templo ensaiando para uma celebração no momento da explosão. Um porta-voz da polícia de Essen disse que uma pessoa mascarada foi vista fugindo do local momentos antes do incidente. Homens que seguem a religião monoteísta indiana sikh costumam usar turbantes e chegam a sofrer preconceito ao serem confundidos com muçulmanos. Em 2012, um homem matou seis pessoas num ataque a um templo sikh em Wisconsin , nos EUA. O caso foi tratado como um crime de motivação racial segundo a polícia, entretanto, não há indícios de que...

Jesus Cristo é um ‘ready-made’ – Por Juan Villoro

Se alguma coisa define o nosso tempo é o uso religioso do que consideramos laico. “A religião é o ópio do povo”. A frase de Marx se tornou um dos grafites mais repetidos da história. Seu sucesso comprova a força do que critica. É difícil encontrar sociedades alheias à fé, à superstição ou ao consumo, forma moderna da teologia. Se alguma coisa define o nosso tempo é o uso religioso do que consideramos laico. Acabo de ver a frase em Oaxaca . As letras de spray foram traçadas sobre um velho muro da pedra esverdeada. Em nome da razão, a pintura industrial tingia a pedra. O grafiteiro assumia uma postura ateia e ao mesmo tempo revelava uma concepção sagrada da escrita: a mensagem lhe parecia tão transcendente que poderia escrevê-la aonde fosse. Enquanto a religião desaparece como tema de estudo nas escolas, as sociedades abraçam idolatrias que vão da política do espetáculo à técnica e ao comércio. Dependemos de equipamentos cujo funcionamento ignoramos e ganhamos ...

Do Comunismo. O Destino de Uma Religião Política

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O professor, jornalista e cientista político romeno Vladimir Tismăneanu, presidente da Comissão Presidencial Consultiva para a Análise da Ditadura Comunista da Romênia, escreveu este livro como um esforço teórico e também histórico-memorialístico da experiência comunista na Romênia. Este volume, diz ele, não é um “tratado acerca do comunismo”, mas uma reunião de textos que evidenciam o destino do comunismo como mito político, como religião secular com ambições de explicar a totalidade do mundo e da história humana. Nele, o autor explica por que, antes de encarnar-se como regime político concreto, o comunismo foi e permanece uma doutrina apocalíptico-revolucionária. Fonte:  https://www.amazon.com.br

Declaração sobre o momento nacional

O texto foi aprovado pelos bispos reunidos na  54ª Assembleia Geral  A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, na tarde da quinta-feira, 14 de abril, Declaração sobre o momento nacional, dentro das atividades da  54ª Assembleia Geral da CNBB , que acontece em Aparecida (SP), de 6 a 15 de abril.  Na ocasião, participaram o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB , dom Sergio da Rocha; o arcebispo de Salvador (BA) e vice-presidente, dom Murilo Krieger; o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral, dom Leonardo Steiner.  Frente à crise ética, política, econômica e institucional pela qual passa o país, o episcopado brasileiro conclama "o povo brasileiro a preservar os altos valores da convivência democrática, do respeito ao próximo, da tolerância e do sadio pluralismo, promovendo o debate político com serenidade. Manifestações populares pacíficas contribuem para o fortalecimento da democracia...