Comitê Estadual de Diversidade Religiosa do Rio Grande do Sul toma posse

Evangélicos, católicos, umbandistas, judeus, budistas e ateus reuniram-se nesta quinta (15) para tomar posse no Comitê Estadual de Diversidade Religiosa. 

Coordenado pela Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH), o comitê é composto ainda por pesquisadores das religiões e representantes do poder público.

De acordo com o secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, Fabiano Pereira, o comitê terá um papel fundamental, que será o de dialogar com as diversas religiões e, principalmente, dar voz às pessoas que sofrem discriminação religiosa. 

"O que está acontecendo no Egito mostra o quanto é importante fazer esse exercício inter-religioso. Já existe um diálogo no município e internacionalmente. Agora o Rio Grande do Sul cria esse espaço para boas reflexões e ações", disse Fabiano.

Coordenadora do comitê, a diretora de Direitos Humanos e Cidadania da SJDH, Tâmara Biolo Soares, explicou que a criação do organismo era uma cobrança da sociedade civil. A secretaria preocupou-se em criá-lo dentro dos critérios do Plano Nacional dos Direitos Humanos e da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

"Vamos discutir, além da intolerância religiosa, a laicidade do Estado em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos", disse Tâmara. Ela citou como um avanço o governo federal aceitar denúncias de violência por motivação religiosa através do serviço Disque 100.

O Rio Grande do Sul é o primeiro estado brasileiro a ter um Comitê de Diversidade Religiosa. O órgão foi instituído pelo governador Tarso Genro, no Palácio Piratini, em janeiro deste ano e tem por objetivo favorecer a promoção do direito à diversidade religiosa, o combate à intolerância e a proteção contra violações de direitos humanos por motivação religiosa no Estado. 






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