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Festival de Inverno em MG

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Ouro Preto e Mariana Arte, cultura e História Se as Minas Gerais são muitas, Ouro Preto e Mariana, sem dúvida, são dois de seus maiores tesouros. Submersas nas montanhas da Estrada Real, as cidades escondem mistérios que se descortinam facilmente, traduzidos sobretudo na arquitetura barroca, na efervescência cultural e no frio que, especialmente nesta época do ano, toma conta das ruas das antigas capitais do estado. A oportunidade ideal para desfrutar de todos esse prazeres é o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, que acontece de 8 a 27 de julho e deve atrair cerca de 250 mil pessoas interessadas em atividades como apresentações musicais, teatrais e mostras cinematográficas, a maior parte delas gratuita . A exemplo das edições anteriores, o Festival tem como norteadores um personagem e um tema. O personagem homenageado nesta edição é Aleijadinho, que com a temática "Talentos e Mitos do Brasil" desafiou as curadorias na seleção de oficinas e atrações que promovessem...

Umbanda: uma religião brasileira? – Por Fabiano Possebon

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A Umbanda (que está completando 100 anos) é um culto mediúnico, mas sua origem não é africana, como é a do Candomblé. Recentes estudos apontam o surgimento da Umbanda a partir de um grupo de espíritas de Niterói, RJ. Segundo a doutora em Antropologia Diana Brown, da Universidade de Colúmbia, Estados Unidos, a Umbanda foi criada com o objetivo de lidar com espíritos de caboclos e pretos-velhos, prática que, na época, havia sido proibida pela Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro.Em 15 de novembro de 1908, um caboclo se manifestou pela mediunidade de Zélio Fernandino de Moraes. Numa entrevista, o médium contou que depois de ter ficado paralítico, foi levado à Federação por seu pai. Nos trabalhos da casa, passou a receber comunicações de negros e índios. Os dirigentes, porém, não viam com bons olhos a linguagem e o modo de falar característicos desses espíritos. Muitos deles, diante do clima instaurado, explicavam que a vida entre os mais simples tinha grande significado para ...

O sábio do Islã – Por Adriana Carranca

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Helmi Nasr, de 86 anos, é um dos 21 grandes eruditos e conhecedores da religião - o único na América Latina Allahu Akbar. Allahu Akbar. Ash-hadu al-la ilaha illallah. Ash-hadu al-la ilaha illallah. Ash-hadu anna Muhammadan rasulullah. Ash-hadu anna Muhammadan rasulullah. Hayyi 'alas-salah. Hayyi 'alas-salah. Hayyi 'alal-falah. Hayyi 'alal-falah. Allahu akbar. Allahu akbar. La ilah illa (Deus é Grande. Confesso que não existe divindade, se não Deus. Confesso que Mohammad é o profeta de Deus. Vem para a reza. Vem para o sucesso. Deus é grande. Não existe Deus, se não Deus). A melodia, em frases repetidas duas vezes, ecoa das torres das mesquitas e invade as casas do Cairo, na capital do Egito, convocando os fiéis para a reza cinco vezes ao dia. O chamado divino é, aqui, adaptado a um pequeno rádio-relógio digital, cujo alarme reproduz o mesmo som às 5h, 12h, 15h30, 17h30 e 19h30 no confortável apartamento a sete andares da rua, com vista para o Parque Buenos Aires, em ...

Música sacra de monges austríacos consegue mais sucesso que Madonna e Amy Winehouse – Por Mark Landler

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À medida que o meio-dia se aproxima, os monges entram na igreja, com os seus capuzes brancos ondulando sobre as costas. Eles fazem fila em silêncio, ficando de frente uns para os outros no longo palanque do coral. Santos de madeira colocados na austera cúpula romanesca olham para baixo. Os sinos tocam e o cântico tem início - a princípio baixo, mas depois crescendo, à medida que outros monges juntam-se ao coro. As vozes suaves passam por sobre as pedras antigas, substituindo a atmosfera de claustro vazio por algo semelhante ao som da eternidade. Exceto, é bom que se diga, pelos cliques de uma câmera digital empunhada por um fotógrafo que espreita por detrás de uma coluna de pedra. Este tipo de fato se repete desde a primavera passada, quando correu a notícia de que os monges cistercianos de Stift Heiligenkreuz, mosteiro situado nas profundezas das florestas de Viena, haviam assinado um contrato para a gravação de um álbum de cantos gregorianos. Quando o álbum, "Chant: Music fo...

Quando El Salvador foi realmente "a salvação" dos judeus europeus - Por Hadas Gold

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Durante a Segunda Guerra Mundial, mais de 25 mil judeus europeus tornaram-se cidadãos de El Salvador, um país que a maior parte deles jamais havia visitado e que poucos chegariam a conhecer. O país, quase do tamanho de Israel, chegou a justificar seu nome espanhol de "o salvador" graças a falsos certificados que tornaram milhares de judeus cidadãos salvadorenhos e impediram que eles fossem deportados para campos de concentração e a morte quase certa. A assinatura da maior parte dos certificados era a de George Mandel-Mantello, um judeu romeno refugiado que no início da década de 1940 buscou a ajuda de um conhecido salvadorenho na Suíça. O cônsul geral de El Salvador em Genebra, Jose Castellanos, indicou Mantello para o cargo falso de primeiro secretário, garantindo a ele um passaporte diplomático. O nome Mantello foi acrescentado para tornar seu nome mais latino. Mantello e Castellanos conseguiram certificados de nacionalidade em branco com a assinatura de Mantello levada ...

III Colóquio Internacional da Comissão da Liberdade Religiosa sobre "O contributo das religiões para a paz"

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O presidente da Comissão da Liberdade Religiosa, Mário Soares, alertou hoje que pode ocorrer uma guerra de civilizações se as religiões não forem um factor de paz. "As religiões devem discutir umas com as outras. Todas têm a verdade revelada e quem tem a verdade revelada pensa que tem o exclusivo e por isso é difícil conjugar, mas tenho verificado em encontros ecuménicos que é possível encontrar pontos comuns e é isso que é preciso desenvolver", disse. Mário Soares falava aos jornalistas num encontro com a presença do ministro da Justiça para apresentar o III Colóquio Internacional da Comissão da Liberdade Religiosa sobre "O contributo das religiões para a paz", a decorrer em Lisboa segunda e terça-feira. "O mundo está muito complicado. Se as religiões não forem um factor de paz pode acontecer que se entre numa guerra de civilizações e isso seria o pior de tudo que pode acontecer", disse. Apesar do risco a que se refere, Mário Soares tem uma visão opt...

Imigrantes japoneses se mantêm fiéis às tradições – por Mara Andrich

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Por conta da fidelidade às tradições, os imigrantes japoneses mantiveram a maior parte de seus valores depois que chegaram ao Brasil. Essa é uma das constatações de uma pesquisa realizada pela antropóloga e professora da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Sidinalva Maria Wawzyniak, para sua tese de doutorado. A pesquisa, intitulada de “Histórias de Estrangeiros: Passos e Traços do Imigrante Japonês 1908-1970”, será publicada na semana que vem. A tese da professora partiu do pressuposto de que os imigrantes japoneses faziam uma rota característica no Brasil: de São Paulo para o norte do Paraná e, depois, para Curitiba. Segundo Sidinalva, a pesquisa não tentou verificar como foi a adaptação deles no País, mas sim, como eles conseguiram traduzir seus costumes para a realidade brasileira. “A conclusão foi que os japoneses mantiveram as tradições, principalmente nas áreas de educação, família, trabalho e religião. Claro que muitos desses valores foram atualizados com a grande quantida...