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A experiência com o divino que traz humanização - Por Ricardo Machado e Leslie Chaves

Para Clemir Fernandes, a assistência religiosa nos presídios, além do contato com o sagrado, possibilita o acesso à dignidade, dentro e fora do cárcere. O sistema penitenciário brasileiro padece cronicamente de uma série de dificuldades, desde as matérias, como a falta de espaços adequados para manter os apenados no cumprimento de suas sentenças, até as referentes ao tipo de tratamento que o sistema judiciário como um todo oferece a essas pessoas e seus familiares. Entretanto, também há ações que buscam mitigar o ambiente hostil dos presídios. A inserção religiosa está entre essas iniciativas.  O trabalho da Pastoral Carcerária é um dos mais tradicionais e pioneiros nesse campo. Conforme ressalta o professor Clemir Fernandes, em entrevista por e-mail à  IHU On-Line, “as relações entre Estado brasileiro e Igreja Católica são tão antigas quanto a própria história do Brasil”.  Segundo o professor e pesquisador, a presença do trabalho da Igreja Católic...

Exposição estimula convívio entre religiões

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Tolerância e respeito estão na pauta da Frente Parlamentar pela Liberdade Religiosa

                                                                                               A segunda edição do encontro vai reunir líderes religiosos, autoridades governamentais, entidades e setor empresarial para discutir os desafios e enfatizar a manutenção da paz. A segunda edição do encontro da  Frente Parlamentar Mista Pela Liberdade Religiosa  será realizada nesta quarta-feira (02/12), às 11h no Plenário Ulisses Guimarães, na Câmara dos Deputados. O evento terá transmissão ao vivo pela TV Câmara. O presidente da frente parlamentar, deputado Moroni Torgan ( DEM-CE ), assinala que os ataques terroristas de 13 de Novembro acabaram por "assustar" nações em diversas partes do mundo.  “Até, no Bra...

Religião na Cidade - Por Paulo Mendes Pinto

Sendo das liberdades de que menos temos consciência, a liberdade de não ser identificado com religião alguma é dos avanços legais mais marcantes na nossa sociedade.  Depois de séculos e séculos onde a pertença religiosa podia significar quase imediata pena de morte, a liberdade que temos de não sermos questionados, sequer, sobre religião, é a mais directa marca dos traumas que as perseguições religiosas nos deixaram. De facto, é hoje uma garantia constitucional para o cidadão português a impossibilidade que o próprio Estado tem de obrigar alguém a responder sobre as suas convicções religiosas. Mais que uma liberdade de consciência, este direito que nos assiste é imagem da inviolabilidade de uma dimensão individual onde nada mais que o próprio tem o direito a se imiscuir. E se a liberdade de não ser catalogado em termos religiosos se pauta constitucionalmente por esta inviolabilidade, no quotidiano ela transporta-nos para vários campos muito interessantes, desde o da...

"Aqueles que usam a religião contra a paz são pseudorreligiosos"

Entrevista concedida pelo pacifista Yitzhak Frankenthal, à jornalista Leila Sterenberg, para o programa Milênio , um programa de entrevistas, que vai ao ar pelo canal de televisão por assinatura GloboNews  às 23h30 de segunda-feira com repetições às terças-feiras (17h30), quartas-feiras (15h30), quintas-feiras (6h30) e domingos (14h05). O ano judaico de 5.776 começou tenso. Difícil dizer quem deu o primeiro passo na direção errada, quem atirou a primeira pedra ou disparou o primeiro tiro, mas desde Setembro embates entre palestinos e o exército de Israel e casos de civis israelenses atacados em situações cotidianas se tornaram rotina. O que está em xeque não é novo, o direito de ir e vir em locais sagrados para ambos os povos, ambas as religiões. No meio do sofrimento e do tiroteio de acusações e ideias, há quem tenha opiniões singulares e que mesmo professando o judaísmo não veja problema se os palestinos tiverem a soberania sobre o ...

Comissão de Direitos Humanos realiza debate sobre Intolerância Religiosa pós-atentados em Paris

As denúncias de intolerância religiosa na capital paulista aumentaram após os atentados de Paris ocorridos na sexta-feira 13/11, cuja autoria foi reivindicada pelo grupo Estado Islâmico.  Para discutir essas denúncias, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo , cujo presidente é o vereador Laércio Benko, realizou na quinta-feira (26/11) um debate sobre a intolerância religiosa.  Representantes das mais diversas matrizes religiosas, como catolicismo, judaísmo, budismo, protestantismo, islamismo e religiões de matriz africana estiveram presentes no evento. O Padre Tarcísio, representante da igreja católica no debate, lembrou que no Brasil o povo é pacífico e que essa é uma característica que deve ser estimulada na sociedade. Para o xeque Abdul Hamid, líder da Mesquita Brasil, viver em terras brasileiras é muito bom, pois existe uma aceitação da religião islâmica muito maior do que em outros países.  “Nós repudiamos todos os atos...

Arábia Saudita e a proximidade com o "Estado Islâmico"

A ideologia do grupo terrorista não nasceu por acaso: sua inspiração veio sobretudo do wahabismo, uma vertente do islamismo sunita que tem status de religião oficial na Arábia Saudita. Mas existem ainda outras ligações. O ódio contra pessoas de outra fé, uma visão bizarra de mundo, que vê ameaças de todas as formas contra o islã, e a desconfiança perante todos que creem e pensam de forma diferente: esses são elementos centrais da ideologia do "Estado Islâmico" (EI). Não foi o grupo terrorista, no entanto, quem criou essa visão de mundo, ao menos não sozinho. Quando incita ao ódio contra xiitas, yazidis, cristãos e judeus, o "Estado Islâmico" mostra semelhanças estreitas com o wahabismo, uma vertente radical-conservadora do islamismo sunita que tem status de religião oficial na Arábia Saudita. De fato, os paralelos entre o EI e o wahabismo são inconfundíveis. Isso fica claro com uma olhada nos livros didáticos que, ao menos até há poucos anos, mol...