domingo, 27 de setembro de 2015

Igreja ortodoxa búlgara pede que governo impeça migrantes de entrar no país



A Igreja cristã ortodoxa búlgara, à qual pertence mais de 80% da população do país, pediu ao governo que "em nenhum caso" permita que mais migrantes entrem no país.

"Nós ajudamos os refugiados que chegaram em nosso país, mas o governo não deve, em hipótese alguma, deixar entrar mais refugiados", indica o Santo Sínodo, o corpo governante da Igreja, em um comunicado em seu site.

"Esta é uma onda que tem perfis de invasão", diz ele. Por sua vez, o primeiro-ministro conservador Boiko Borissov declarou na sexta-feira estar "preocupado" ante um eventual fluxo maciço de migrantes nos próximos meses.

"Tenho medo e as pessoas búlgaras têm medo, não apenas em termos de religião. Somos cristãos, eles são muçulmanos", disse. 

O principal fluxo de migrantes que chega na Grécia e, em seguida, se dirige via Macedônia e Grécia para a Europa Ocidental não passa pela Bulgária, um país no centro dos Balcãs. No entanto, é um país de trânsito para os sírios, afegãos e iraquianos que querem ir da Turquia para a Europa Ocidental.

A Bulgária é o país da UE com a maior percentagem de muçulmanos (13%), incluindo turcos e búlgaros islamizados durante o domínio otomano (do século XIX ao XIV). Apesar da desconfiança da opinião pública contra as minorias, nenhuma grande tensão ocorreu desde o fim do comunismo, em 1989.






Imigrantes celebram festividade muçulmana no abrigo - Por Márcia Moreira


  
A Festa do Sacrifício, comemorada por muçulmanos de todo o mundo na quinta-feira, 24/09, foi celebrado pelos senegaleses que estão instalados no abrigo em Rio Branco. 

O Islã é a religião predominante do Senegal, praticada por 90 por cento da população do país africano. O evento marca, segundo a tradição, o sacrifício de Ismael por Abraão e é comemorado com troca de presentes, sacrifício de animais, compartilhamento do alimento entre os familiares e orações.

No abrigo, os senegaleses presentes realizaram a recitação dos versos do Alcorão e sacrificaram dois cordeiros para compartilhar com todos do local. Segundo Moussa Faye, que faz parte da liderança religiosa, as orações seriam voltadas à paz, saúde e prosperidade para todo o mundo, principalmente o Brasil.

“Nossas orações nos ajudam a fazer uma limpeza no coração. Hoje voltamos todas nossas energias para pedir saúde, paz e prosperidade ao mundo todo, mas principalmente ao Acre e ao Brasil, que nos acolheu tão bem”, diz.

Ele destaca que o ato marcaria, principalmente, a gratidão. “O Brasil é o único país que está aberto a nos ajudar, e como agradecimento, pediremos a Deus para dar luz à presidente Dilma e aos brasileiros que tão bem acolhem os imigrantes”, ressalta Faye.

Para o gestor da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Nilson Mourão, é importante apoiar a realização desses eventos, que fortalecem o enriquecimento espiritual. “Queremos criar todas as situações para que eles possam exercer a tradição espiritual onde eles estão, independentemente da religião. Aqui, eles têm nosso integral apoio”, destaca.