quarta-feira, 11 de maio de 2016

Investigadores estudam a religião e as religiões nas múltiplas modernidades




Investigadores de várias universidades vão estudar:

 «A religião nas múltiplas modernidades»

Nos dias 7 e 8 de junho, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

Este grupo de investigadores pretende contribuir para uma “aproximação interdisciplinar dos que partilham este âmbito de pesquisa, facilitando a criação de contextos de circulação, troca e cooperação em rede”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

Cumprindo o objetivo de propor e organizar um encontro anual, este colóquio procura “facilitar a apresentação, num contexto de troca, das mais recentes pesquisas” e os itinerários apresentados, situam-se nos domínios “da pesquisa de terreno, da investigação documental e da exploração teórica”.

«Conflitos, deslocações, discriminações»; «Expansão, implantação, recomposição»; «Semânticas religiosas, trajetórias sociais» e «Mediações, ritualidades, cidade global» são os temas de alguns painéis que vão ser objeto de reflexão, refere o programa.

Esta comunidade de investigadores é articulada a partir de um projeto de colaboração que congrega o Centro de Estudos Sociais (UC), o Instituto de Sociologia (UP) e o Centro de Estudos de Religiões e Culturas (UCP), representados por Teresa Toldy, Helena Vilaça e Alfredo Teixeira.


Na organização da presente edição, colaboram também Paulo Fontes, do Centro de Estudos de História Religiosa (UCP) e Tiago Marques, do Centro de Estudos Sociais (UC).



Projeto Mediar é Divino será implantado para religiões de matizes africanas no DF – Por Lilian Cury



Com intuito de formar conciliadores entre os líderes religiosos, o Mediar é Divino vai expandir fronteiras além do Estado de Goiás. 

O plano é, em breve, formar polos de solução de conflitos em comunidades espirituais diversas, como as de matizes africanas no entorno do Distrito Federal. 

Para discutir a expansão, foi realizada uma reunião na terça-feira (10/05), na Câmara Distrital, em Brasília, com integrantes do pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).

A comitiva, encabeçada pelo coordenador, juiz Paulo César Alves das Neves, e pelo juiz auxiliar da Presidência, Romério do Carmo Cordeiro, foi recebida pela consultora legislativa em Direitos Humanos, Patrícia Zapponi, que representa a Central Organizada de Matrizes Africanas (Afrocon), uma instituição que congrega mais de 400 unidades religiosas no DF, além de ser Conselheira das Mulheres pelo Mundo pela Unesco e coordenadora do Centro Cultural Africano.

“Nossa intenção é incentivar a conciliação e mediação como formas alternativas ao processo tradicional, a fim de criar pacificação da sociedade, de uma forma mais rápida, mais barata e mais participativa, uma vez que as partes constroem, juntas, soluções para os litígios. Com o Mediar é Divino, a Justiça chega a pessoas que não têm acesso a advogados e não sabem como procurar seus direitos”, endossou Paulo César.

Para implantação do projeto, líderes ou pessoas de referências nos segmentos religiosos precisam passar por um curso, teórico e prático, chancelado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

“Muitas pessoas buscam suas igrejas ou instituições para falar sobre problemas. Os líderes religiosos já fazem conciliação e mediação, mas de uma forma empírica, o curso vai propiciar uma abordagem técnica e profissional, sem dogmas”, destacou Romério Cordeiro.

Segundo Patrícia, a criação de um polo de conciliação e mediação dentro de comunidades não cristãs tem uma função social importante. 

“Pessoas de fora do círculo religioso podem entrar nestas unidades religiosas para procurar atendimento. A autoestima dos frequentadores também será impactada positivamente: eles sofrem muita discriminação e vão poder enxergar sua importância e seu papel social. É uma forma de integração social”. 

Participaram também da reunião os integrantes do Nupemec Augusto Maciel de Souza Magalhães, Vinicius Camapum e Thaynara Tereste. 







Lusodescendente dispensada da escola por usar saia longa



Jovem converteu-se ao Islão com o consentimento da família. A lei francesa proíbe o uso de “símbolos religiosos de ostentação” nas escolas desde 2004.

Uma adolescente muçulmana e lusodescendente foi mandada para casa por estar a usar uma saia “demasiado longa” numa escola nos arredores de Paris. Segundo a professora da jovem de 16 anos, recentemente convertida ao Islão, a saia era um “símbolo religioso de ostentação”, algo proibido em França desde 2004, refere a TVI24.

O caso não é inédito no país. Desde que foi proibido o uso do véu islâmico, várias situações semelhantes têm acontecido nas escolas. A escola em questão convocou agora uma reunião de pais para discutir o assunto.

A adolescente é identificada apenas como K de Sousa e, segundo o jornal The Independent, ter-se-á convertido ao Islão há um ano, com o consentimento da família. Na altura, a jovem terá sido investigada pelo sistema educativo para determinar se seria parte do movimento radical islâmico, que concluiu que não.

A sua mãe, Marie-Christine de Sousa, de origem portuguesa, disse à revista francesa L’Obs, citada pelo “The Independent”: “A minha filha respeita a lei. Eu respeito a religião dela. Até agora, a escola nunca fez nenhum comentário sobre a forma como ela se veste”.

K De Sousa usa véu em público, mas tira-o todos os dias antes de entrar na escola, como a lei manda. Algumas escolas começaram a interpretar as saias compridas usadas por jovens muçulmanas como um símbolo religioso, mas a maioria não o faz.

As saias compridas não são expressamente proibidas pelas escolas francesas, ainda que possam ser consideradas um símbolo de fidelidade ao Islão ou a outras religiões.


Este novo caso veio reacender a “hashtag” #JePorteMaJupeCommeJeVeux (Eu uso saia como eu quero) no Twitter, depois de um caso semelhante ter causado polémica nas redes sociais há um ano.