sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Por que as religiões encolhem quando o capitalismo avança? - Por Leandro Narloch



Duas teorias tentam explicar por que as igrejas se esvaziam à medida que os cidadãos enriquecem.

Essa é uma questão antiga entre os estudiosos da religião. Com uma ou outra exceção, as religiões entram em declínio quando a economia se desenvolve e a renda dos cidadãos aumenta. A Suécia é um entre muitos bons exemplos: luterana no passado pobre, secular no presente rico. Só 10% dos suecos consideram a religião relevante para a vida.

Pode ser que os dois fenômenos, apesar de acontecerem juntos, não tenham relação entre si. Mas pelo menos duas teorias tentam relacioná-los. A primeira, rascunhada por Max Weber em: A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo e desenvolvida pelo sociólogo Peter L. Berger, defende que a racionalização necessária ao avanço do capitalismo minou crenças místicas e impôs meios seculares de vida. 

Como dizia o economista Joseph Schumpeter, “o processo capitalista racionaliza comportamento e ideias, e desse modo persegue em nossa mente, junto a crenças metafísicas, ideias místicas e românticas de todo o tipo”. Desse ponto de vista, o capitalismo minou a fé e, assim, a frequência à igreja.

Para a segunda teoria, o processo foi inverso: o capitalismo minou a frequência à igreja, e assim a fé. Nessa visão, o mercado resolveu as necessidades materiais e psicológicas que antes levavam as pessoas às missas e à vida comunitária religiosa. A frequência às igrejas caiu porque as pessoas arranjaram outras coisas para fazer, como ir ao cinema ou viajar no fim-de-semana. Em vez de conversar com o padre para resolver problemas emocionais, procuraram um psicólogo.

Qual das duas teorias tem mais poder explicativo? O sociólogo Jochen Hirschle, da Universidade de Innsbruck, na Áustria, encontrou uma resposta compilando centenas de dados de renda, crescimento da economia, frequência a igrejas e crença religiosa de treze países europeus. Descobriu que a relação entre progresso econômico e igreja vazia é mais forte que entre progresso econômico e menor crença. A pesquisa favorece, então, a segunda teoria.


Quando a economia cresce, as pessoas deixam de ir tanto à igreja, mas muitas vezes mantém a fé. Em alguns casos, como na Itália, a fé em Deus aumentou apesar do declínio da frequência às igrejas. Não necessariamente, então, as pessoas ficam menos religiosas quando ricas. Mas encontram outros meios de seguir a religião.




Messiânicos limpam centro histórico como atividade para dia de finados


Em comemoração ao culto dos antepassados, membros da Igreja Messiânica Mundial irão fazer uma limpeza na área externa da Igreja São Francisco.

Como preparação para o dia de finados, os membros da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, religião de origem japonesa que já se encontra na Paraíba há 30 anos, vai realizar uma limpeza na parte externa da Igreja São Francisco, no Centro Histórico de João Pessoa, onde fica localizado o Cruzeiro de São Francisco. A atividade acontecerá no domingo, dia 01/11, às 9h.

De acordo com o ministro João Antônio Rocha, responsável pela igreja na Paraíba, o evento tem como objetivo não apenas a limpeza física do espaço, mas pretende também uma purificação espiritual do ambiente, servindo como uma forma de elevação de muitos espíritos que sofreram durante a história paraibana. “O cruzeiro de São Francisco reflete o mundo espiritual da Paraíba”, explica o ministro João Rocha.

O Centro Histórico de João Pessoa foi cenário de passagens importantes da história. Além de refletir uma época de auge econômico, quando os senhores de engenho começaram a migrar para a capital pessoense, ainda durante os séculos XVI e XVII, o local também é conhecido como centro de conflito, já que os índios da região eram impostos à catequese, o que ocasionou diversas mortes de indígenas.

“Ali tem os restos mortais dos jesuítas, considerado baixo clero, e eles impuseram aos índios a catequese. Os índios, a princípio, não aceitaram a religião e essa imposição religiosa gerou conflitos, e é claro que houve mortes de indígenas”, comenta a historiadora Beth Salvia.

Importância dos antepassados


Para a crença messiânica relembrar as raízes tem um significado especial, pois cada ser humano representa a síntese de centenas ou milhares de antepassados. “Somos, portanto, seres intermediários de uma sequência infinita, formando uma existência individualizada no tempo. Em sentido amplo, somos um elo da corrente que une os antepassados com as gerações futuras; em sentido restrito, somos uma peça como a cunha, destinada a firmar a ligação entre nossos pais e nossos filhos”, explica o fundador da religião, Mokiti Okada, conhecido como Meishu-Sama, em um texto escrito em 1936. 




Gisele Marie Rocha, a metaleira muçulmana


De niqab, coberta dos pés à cabeça, sunita e brasileira. A psicóloga de 42 anos, neta de católicos, converteu-se ao Islão mas não deixou de tocar heavy metal. Não tem medo dos fundamentalistas e acaba de formar a sua própria banda.

Num país mais habituado ao biquíni do que à burca, Gisele Marie Rocha admite que o niqab, ocultando -a da cabeça aos pés, fez dela "atracção turística" no Brasil. Psicóloga de 42 anos, nascida em São Paulo, filha de pai advogado e mãe professora, acaba de formar a sua banda de heavy metal. 

Exímia no piano e na guitarra, que estuda desde criança, divorciada e com dois filhos, dedica-se agora integralmente à música, como diz nesta entrevista dada à SÁBADO por email. E é muito clara: "O Islão é a minha religião e a música a minha profissão". 

Neta de católicos alemães, como era a sua vida antes de se converter ao Islão? 

Tive uma forte ligação com a minha família e sempre trabalhei com música, apesar de ser licenciada em Psicologia. Ainda pensei em dedicar-me exclusivamente à Psicologia, mas a música é a minha vocação. Tornei-me muçulmana, em 2009, porque li o Corão. Estudava árabe há alguns meses, e encontrei o Corão, numa edição bilíngue na Internet. Não conhecia nenhum muçulmano. Nunca tinha estado numa mesquita. O Corão levou-me ao Islam [como os muçulmanos consideram correcto dizer Islão]. Sempre fui uma religiosa, mesmo antes do Islam. Tinha fé em Deus. A minha família é católica, mas eu e os meus irmãos seguimos direcções diferentes. 

Antes do Islão pertenceu a outro grupo religioso. Li que a sua mãe ficou contente com a sua conversão porque antes achava que você era "uma bruxa"... 

Antes do Islam, estava numa comunidade de praticantes da Velha Religião ou Bruxaria. Os conceitos eram interessantes e enriqueceram-me em termos de conhecimento, mas discordava deles, indagando se todas aquelas forças da natureza e divindades não poderiam ser diferentes aspectos da personalidade de um Deus único. Isso também me fez distanciar do cristianismo. Eu não aceitava, e queriam que eu nem questionasse, o conceito de Trindade. Reencontrei no Islam a unicidade de Deus. E sim, a minha mãe ficou contente, porque assim ela poderia dizer coisas como "Que Deus te abençoe", e eu não ficaria brava. 

Há muitos convertidos ao Islão no Brasil? 

O número vem crescendo constantemente [cerca de 25%, entre 2001 e 2011, segundo a revista Isto é]. Os últimos números falam em mais de 1 milhão e meio de muçulmanos. A grande maioria, como no resto do mundo, é sunita. Eu sou sunita.

Rezam segregados? 

Seguimos a tradição de separar homens e mulheres durante as orações e acho muito certo. Quando se vai orar não é hora de se distrair com outros assuntos. Isso acontece, sim. Já vi noutros cultos religiosos. 

Porque decidiu usar o niqab e não apenas o hijab, por exemplo? Há no Corão instruções para que as mulheres escondam totalmente o corpo?

Uma activista egípcia, Mona Eltahawy, rejeitou o niqab, dizendo: "Não posso aceitar que quanto mais perto estou de Deus menos Deus me vê". Respeito a opinião dela, mas acredito que Deus pode ver através de um simples pedaço de pano... Não há, no Corão, qualquer descrição de roupa como sendo a mais adequada. É errado aquele que pensa que devemos usar a roupa da época do profeta Muhammad [ou Maomé], já que ele e os seus contemporâneos não usavam a roupa que usamos hoje, sejam femininas ou masculinas. Não há nada sobre o profeta no Corão. O niqab é minha escolha. Começou simplesmente porque me ofereci para ajudar uma amiga a vencer o medo de o usar quando regressou ao Brasil depois de morar alguns anos no Egipto. Ela queria continuar a usar o niqab aqui, e eu acompanhei-a. Senti-me bem. Foi fruto de muita reflexão. Quando comprei o meu primeiro niqab, decidi que o levaria a sério. Desde então, sempre o usei com muito respeito. 

Há várias interpretações sobre o que, para os muçulmanos, significa modéstia. Teoricamente, o objectivo é que as mulheres "não chamem a atenção", mas num país como o Brasil, uma mulher de niqab não chama muito mais a atenção sobre si desta maneira? 

Sim, é verdade, até certo ponto, mas, ao mesmo tempo, não me caracterizo por usar pouca roupa. Usarei o niqab até o fim dos meus dias, Insha’Allah [se Deus quiser].

Num país com temperaturas altas, não é desconfortável? 

O segredo está no facto de a roupa ser larga e os tecidos leves. Sinto-me muito mais confortável do que com jeans apertadas e blusinhas justas. 

Alguma vez se sentiu assediada devido ao niqab? 

Algo estranho acontece comigo e não sei explicar o motivo. Devo ser tão exótica que ultrapassei a barreira do preconceito. Tornei-me uma atracção turística, porque as pessoas, em geral, querem falar comigo. Raramente há algum tipo de preconceito contra mim. Também acredito que recebemos do mundo o que lhe damos. Como sou sempre atenciosa e simpática com todos, como gosto de conversar, as pessoas aproximam-se de mim. Os poucos casos em que fui vítima de preconceito mostraram-me que o problema não está em mim, mas nos preconceituosos. Uma vez eu passava em frente à famosa Galeria do Rock, em São Paulo e, de lá de dentro, três garotas roqueiras cercaram-me. Diziam-se muito felizes por conhecerem uma "mulher egípcia"! Tiraram muitas fotos comigo, mas falavam tanto que foram embora sem que eu conseguisse explicar-lhes que sou muçulmana mas brasileira. Foi muito engraçado. 

Não é um paradoxo usar um tipo de vestuário dos primórdios do Islão, como se tivesse parado no tempo, enquanto a sua música e os instrumentos que toca são uma vanguarda de modernidade? 

O meu vestuário não vem dos primórdios do Islam. Também não acho que o metal e a guitarra sejam vanguarda de modernidade. A música, a grande música, que é o meu foco, é intemporal e universal. Esta mistura de vários elementos é algo que me fascina, e que está também presente na cultura do meu país.

Muitos muçulmanos radicais, como os talibãs e os wahhabitas, renegam a música como haram (proibida). O que acha disto? 

Sigo o Islam tradicional, portanto, não tenho nada a ver com os talibãs e o wahhabismo. Sinceramente, não ligo para o que pessoas assim pensam. Não tenho medo. 

Quando começou a tocar e por que se dedicou ao heavy metal? 

Comecei a estudar piano clássico aos 8 anos. Sempre tive uma forte ligação com a música erudita. Passei para o violão depois de ter começado a estudar piano. Aos 11 anos, virei-me para a guitarra eléctrica. O heavy metal é o estilo que mais se aproxima da música erudita. Não é fácil tocar heavy metal. Estudo música durante 6 horas, todos os dias. 

E a escolha da guitarra? 

A Polka, a minha guitarra, é baseada na Karl Sandoval Polka Dot V, uma das principais guitarras de Randy Rhoads [1956-1982, tocou com Ozzy Osbourne e os Quite Riot], o músico que eu mais amo e que mais influência exerce sobre mim. Mas não é uma réplica da guitarra do Randy. É diferente em vários aspectos técnicos. A guitarra do Randy é preta com bolinhas brancas. A minha é preta com bolinhas cor-de-rosa. 

Que temas abordam as suas canções? Os Slayer, banda de trash metal, dedicam-se a questões satânicas embora os seus membros sejam cristãos praticantes. Podem-se dissociar as convicções religiosas das performances artísticas sem cair na hipocrisia? 

Não acho que os Slayer sejam hipócritas por serem cristãos e as suas letras falarem de temas satânicos. A criatividade não pode ser limitada por certos temas ou por outra restrição. Como compositora, quero sentir-me sempre livre para falar sobre o que eu quiser. Música e lírica são arte. Os temas são variados. Mas eu e a minha banda não vendemos a morte. Evitamos temas satânicos, não por motivos religiosos, mas porque não nos atraem. Eu prefiro a vida, mesmo quando escrevemos crítica social. Prefiro a luz, e não as trevas. 

Como se juntou ao Spectrus? 

Spectrus foi muito importante na primeira leva de bandas de heavy metal no Brasil, nos anos 80, uma era de pioneirismo, onde nada existia em termos de metal. Algumas dessas bandas ganharam o mundo, como os Sepultura. Outras tornaram-se de culto, como os Sarcófago. Alguns dos meus irmãos tocaram nesta banda. Spectrus já acabara a carreira há muitos anos quando a Metal Soldiers Records, de Portugal, lançou um álbum de tributo ao Spectrus, gravado pelos Prellude. O vocalista do Spectrus pensou reactivar a banda e convidou-me para esse reviver, em 2012. Nessa altura, dedicava-me à Psicologia e há seis anos que não tocava, mas aceitei. 

Porque deixou o Spectrus e qual é o seu novo projecto? 

Diferenças profissionais. Toco agora numa nova banda que esperamos lançar em 2016. Estamos concentrados nas músicas para o nosso primeiro álbum. Esperamos tocar em todo o mundo, sobretudo em Portugal.

Além de Randy Rhoads, quem são os seus artistas de referência? 

Randy Rhoads foi o primeiro músico que me impressionou com a fusão entre música erudita e o heavy metal. Indirectamente, mudou a minha vida. Jimi Hendrix [1942-1970] e Paco de Lucía [1947-2014] são outras grandes influências. Yngwie Malmsteen [multi-instrumentista sueco] também: tem a ver com a minha ligação à música erudita, sobretudo a barroca, e a compositores como Bach, Corelli, Handel. Sou ecléctica. 

Como vê a crise dos refugiados, a incapacidade de os países islâmicos saírem de regimes ditatoriais e a sua recusa em aceitarem a separação entre Estado e religião? 

Vejo a sociedade global a entrar numa convulsão previsível porque se organizou de forma insustentável e canibal. A crise dos refugiados tem origem na extrema exploração da miséria, na violência e nos conflitos resultantes desta exploração. A ligação entre Estado e religião no Médio Oriente é útil para a supremacia de um grupo político selecto que tenta perpetuar o poder, já que verdadeiramente nenhum país da região tem qualquer tipo de governo islâmico. As suas interpretações do Islam são sempre adaptadas às necessidades dos governantes. Regimes ditatoriais são excelentes para propiciar as relações entre corrompidos internos e corruptores externos.






Instituto Jesus Missionário dos Pobres fundado por Padre de Cajazeiras comemora 30 anos com mega-show


O instituto foi fundado em 1985 na Terra do Padre Rolim e vai comemorar 30 anos de história com uma programação especial para a população.

O Instituto Jesus Missionário dos Pobres comemora no próximo dia 29 de Novembro 30 anos. Para comemorar a data, o irmão João Batista anunciou uma programação especial para cidade de Cajazeiras. O instituto foi fundado em 1985 na Terra do Padre Rolim pelo Monsenhor Gervásio Queiroga. 

De acordo com o religioso será realizado um show beneficente com o cantor Zé Vicente, bastante conhecido por louvar a Deus. João Batista explicou que o cantor já fez parte da família espiritual como vocacionado. “Agora ele vem abrilhantar o evento com um grande show”.

O religioso disse que o show ocorrerá na frente do instituto, que fica localizado à Rua Padre Ibiapina, Centro de Cajazeiras, na primeira parte do antigo Colégio Diocesano (Fafic), logo após a celebração às 18h. João Batista convidou a população de Cajazeiras e toda Diocese a participar do importante evento, especialmente os ex-alunos do instituto cajazeirense.

O ano de 1985 é considerado o ano fundacional. Aos 31 de maio, em viajem de serviço de Brasília (DF) a Paracatu (MG), o Padre Gervásio Fernandes de Queiroga, assessor jurídico-canônico da presidência Nacional dos bispos do Brasil, percebendo a extrema pobreza dos habitantes daquela região. Decide iniciar um grupo de jovens que aspirassem ao discipulado e à missão aos mais pobres, sob os patrocínios de São Francisco, de Santa Teresinha do Menino Jesus e de São Vicente de Paulo.

A adesão do primeiro jovem àquela ideia, João Vidal Filho, então seminarista da diocese de Patos (PB), se deu na noite do dia 07 de Dezembro, providencialmente já solenidade da Imaculada Conceição de Maria, Padroeira Principal da Somep. Este fato é considerado e, ainda hoje, celebrado como “evento fundante” do IJMP.





Cresce o número de pastores que veem islamismo e cristianismo como religiões semelhantes


O surgimento de uma vertente apelidada de “crislamismo”, que enxerga o cristianismo e o islamismo como religiões “semelhantes” levou o instituto LifeWay Research a fazer uma pesquisa com pastores e descobrir quantos deles são simpáticos a essa interpretação.

O resultado surpreendente mostrou que 17% dos pastores protestantes dos Estados Unidos são propensos a relacionar as duas crenças. 

O relatório do LifeWay Research considera o “segmento pequeno, mas crescente”, e chama atenção para o fato de que há cinco anos, o número de líderes evangélicos com essa visão era de 9%.

“Para entender os dados, você tem que entender que os pastores protestantes não são de uma mente. E mentes estão mudando em mais de uma direção”, afirmou Ed Stetzer, diretor executivo da LifeWay Research, lembrando da heterogeneidade teológica existente no meio protestante.

“Além disso, é importante notar que, enquanto pastores parecem estar cada vez mais familiarizado com o islamismo, a mesma grande maioria reconhece diferenças inconfundíveis entre a religião muçulmana e o cristianismo”, pontuou Stetzer, segundo informações do Gospel Herald.

A pesquisa, realizada com um grupo de 1.000 pastores, também descobriu que 50% dos entrevistados entendem que o islamismo “promove a caridade”. Na pesquisa de cinco anos atrás, esse número era de 33%.

32% dos pastores descreveram o islamismo como “espiritualmente bom”, número bem acima dos 19% registrados no levantamento anterior; enquanto 24% descrevem a religião como “tolerante”, contra 16% que manifestaram essa opinião na outra pesquisa.

No entanto, quando perguntados qual das descrições mais populares está mais perto de suas crenças, 59% dos pastores evangélicos apontaram a descrição do pastor Franklin Graham, que a define como “uma religião muito má”.


A pesquisa engloba o contexto do crescente número de norte-americanos que adotam o islamismo como religião, e a consequente popularização de discursos que se diferem daqueles adotados pelos extremistas do Oriente Médio e da África.




Religião e Magia no Egito antigo






Inscrições no link: www.seshat.com.br/religiaoemagia

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Convite


Colóquio internacional sobre a Bíblia Medieval


A Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, vai receber a 3 e 4 de Novembro especialistas nacionais e internacionais para refletirem sobre a bíblia medieval.

No colóquio internacional, os oradores vão falar sobre: “a importância dos manuscritos de modo a conhecer melhor o contexto histórico-cultural em que surgiram”, revela um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

No final do evento vai ser apresentado o catálogo das bíblias portáteis do século XIII – «Sacra Pagina», que inclui textos e imagens das bíblias portáteis do século XIII pertencentes às coleções portuguesas.

Parte da herança cultural portuguesa, estes manuscritos “são testemunhos eloquentes da história social e intelectual da Idade Média e elementos relevantes para o reconhecimento identitário das instituições que os acolheram”, salienta o programa.


A obra, de autoria de Luís Correia de Sousa, tem a chancela da Paulus Editora, e será apresentada pelo professor José Mattoso, pelas 14h30, de quarta-feira dia 4 de Novembro.




Convite


Lançamento do livro: 
Fenômeno místico: caracterização e estudos de casos


Local:
Livraria Martins Fontes da Paulista (Av. Paulista, 509)

Data:
6ª feira, dia 6/11

Horário:

19:00h

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Cristãos Contra Muçulmanos na Idade Média Peninsular = Cristanos contra Musulmanes en la Edad Media Peninsular



Sinopse:

Esta obra procura contribuir para o diagnóstico e a explicação das bases ideológicas e doutrinais do confronto entre cristãos e muçulmanos, que teve lugar no cenário peninsular, durante a Idade Média. 

O objectivo foi incidir em temas que continuam muito carentes de análise e de uma revisão actualizada, dentro da nossa realidade peninsular: a visão do “outro”, a construção de imagens do adversário, as justificações propagandísticas, o diálogo e/ou o confronto doutrinário, a construção de relatos míticos legitimadores, a fundamentação canónica do confronto, as suas motivações ideológicas. 

Do seu desenvolvimento vão depender, em grande medida, modelos teóricos que servirão para justificar o poder das principais formações políticas que se foram sucedendo na península durante esse longo período histórico.



Esta obra quiere contribuir al diagnóstico y explicación de las bases ideológicas y doctrinales de la confrontación entre cristianos y musulmanes que tuvo lugar en el escenario peninsular a lo largo de la Edad Media. El objetivo es el de incidir en temas que siguen muy necesitados de análisis y revisión actualizadora en el marco de nuestra realidad peninsular: la visión del ‘otro’, la construcción de imágenes del adversario, las justificaciones propagandísticas, el diálogo y/o confrontación doctrinal, la construcción de relatos míticos legitimadores, la fundamentación canónica del enfrentamiento, sus motivaciones ideológicas. De su desarrollo van a depender en buena medida modelos teóricos que servirán para justificar el poder de las principales formaciones políticas que se fueron sucediendo en la Península a lo largo de ese dilatado período histórico.


Índice:

APRESENTAÇÃO 7
PRESENTACIÓN 11
I. OS PRECEDENTES / LOS PRECEDENTES
1. Carlos MEGINO
Profecías sobre el fin del dominio islámico en Hispania en el Siglo IX 17
2. Manuel Luís REAL
Os moçárabes entre a convivência e a intolerância:
resistências, apostasias, dissimulações e ambiguidades 39
3. Isabel Cristina Ferreira FERNANDES
Do ribāṭ à comenda: marcas ideológicas e doutrinais na organização territorial e dos espaços fortificados da península da Arrábida 75

II. A VISÃO ISLÂMICA / LA VISIÓN ISLÁMICA
4. Alejandro GARCÍA SANJUÁN
Tratamiento del enemigo vencido en la doctrina clásica malikí
(ss. IX-XII) 95
5. María Antonia MARTÍNEZ NÚÑEZ
ῌisba y ŷihād en época almohade: el testimonio epigráfico 115

III. A HAGIOGRAFIA CRISTÃ / LA HAGIOGRAFÍA CRISTIANA
6. Patrick HENRIET
Remarques sur la présence des musulmans dans l’hagiographie
hispano-latine des VIIIe-XIIIe siècles 141
8. Saúl António GOMES
Cristãos e Muçulmanos na literatura apologética medieval
portuguesa 161

IV. A ÓPTICA DAS CHANCELARIAS / LA ÓPTICA DE LAS CANCILLERÍAS
9. Carlos de AYALA MARTÍNEZ
El Reino de León y la Guerra Santa: las estrategias ideológicas
(1157-1230) 173
10. Carlos BARQUERO GOÑI
Justificaciones ideológicas de la guerra con los musulmanes en la documentación de la Orden de San Juan en la Península Ibérica 213
11. Philippe JOSSERAND
En péninsule Ibérique et par-delà: les ordres militaires face à
l’Autre à la lumière de quelques contacts réputés pacifiques 231

V. A PERSPECTIVA CRONÍSTICA / LA PERSPECTIVA CRONÍSTICA
12. Fermín MIRANDA GARCÍA
Legitimar al enemigo (musulmán) en las crónicas hispanocristianas
(Ss. XI-XII) 249
13. Francisco GARCÍA FITZ
La confrontación ideológica con el adversario musulmán a través
de las biografías nobiliarias del siglo XV: la percepción del «otro» 271
14. Manuel Alejandro RODRÍGUEZ DE LA PEÑA
La cronística benedictina del mezzogiorno lombardo (ss. IX-X)
y la sacralización de la guerra contra el islam 295
15. Martín F. RIOS SALOMA
Los musulmanes en la Crónica de los Reyes Católicos de Hernando
del Pulgar: imágenes y representaciones 319

VI. FONTES LITERÁRIAS E DOUTRINAIS / FUENTES LITERARIAS Y DOCTRINALES
16. Santiago PALACIOS ONTALVA
De bellis et triumphis saracenorum et christianorum.
La memoria de las cruzadas hispânicas en el Fortalitium Fidei 331
17. Luís Filipe OLIVEIRA
A Cruzada e o Ultramar: Dos trovadores ao conde de Barcelos 355
18. Enrique RODRÍGUEZ-PICAVEA
La visión del “outro”: la imagen del musulmán en el Poema
de Alfonso XI 369
19. Maria Filomena BARROS
Mouros e Guerra Santa na produção do Mosteiro de S. Vicente
de Fora: o Indiculum e a Crónica da tomada desta cidade
de Lisboa aos mouros e da fundação deste Mosteiro de S. Vicente 397

Os Coordenadores:

Carlos de Ayala Martínez es catedrático de Historia Medieval en la Universidad Autónoma de Madrid y coordinador del proyecto de investigación Génesis y desarrollo de la guerra santa cristiana en la Edad Media del occidente peninsular (ss. X-XIV), que ha permitido la elaboración de este libro. Sus líneas principales de investigación giran en torno a órdenes militares, guerra santa y espiritualidad militar, y sobre los problemas de legitimación religiosa del poder político en la alta y plena Edad Media peninsular.

Isabel Cristina Ferreira Fernandes é coordenadora científica do Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago – Município de Palmela e membro do CIDEHUS - Universidade de Évora. Tem coordenado várias obras colectivas e actas de jornadas científicas e é autora de diversos artigos das especialidades que tocam os seus principais interesses de pesquisa: história, arqueologia e arquitectura do período medieval, nomeadamente das ordens militares.

Detalhes:
Ano: 2015
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 416
Formato: 23x16

ISBN: 978-989-689-525-9




Ato inter-religioso na Catedral da Sé homenageia Vladimir Herzog, morto pela ditadura



A Catedral da Sé, em São Paulo, recebeu, em 25 de Outubro, um ato inter-religioso em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), há exatos 40 anos. 

O evento lembrou a celebração em memória do jornalista, ocorrida seis dias após sua morte, conduzida pelo cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, pelo rabino Henry Sobel e pelo pastor presbiteriano Jaime Wright, que reuniu oito mil pessoas na mesma Catedral, para protestar contra a barbárie cometida pela ditadura militar, em vigor no país desde 1964.

Na tarde de 25 de Outubro, cerca de 800 cantores, de 30 corais, se concentraram na Praça da Sé, subiram as escadarias e entraram na Catedral cantando o refrão de  Para não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré, composta em plena ditadura. 

Quando todos já estavam dentro da igreja, a canção foi apresentada por completo, junto à banda que estava próxima ao altar. Logo após, começou o ato envolvendo diversas religiões, que o Instituto Vladimir Herzog descreveu como “uma prece multicultural, uma oração de todos os homens e de todos os credos, numa só voz”.

A viúva Clarice Herzog disse que seu sentimento hoje, diante do ato, é de vitória da sociedade. “A dor, a revolta, o ódio que eu senti, aconteceram há 40 anos e me mobilizaram a fazer tudo. Eu tinha que fazer alguma coisa, eu tinha que provar para a sociedade que o Vlado tinha sido assassinado e eu consegui fazer isso”, declarou.

Segundo ela, o fato de Vlado dar aulas na Universidade de São Paulo (USP), ser diretor de um telejornal da TV Cultura, ser conhecido internacionalmente e também ser um cara do bem, deixou a sociedade muito fragilizada e ajudou na conscientização das pessoas de que elas precisavam se mobilizar contra a violência da ditadura militar.

“Eles [militares] tinham tanto poder, se sentiam tão protegidos, que podiam fazer qualquer coisa. Eles nem precisavam tentar criar uma cena mais crível, não precisava disso, porque não existia resistência, não acontecia nada”, disse Clarice. Para ela, a missa que aconteceu há 40 anos foi uma declaração de “basta” da sociedade.

Ela disse também que não houve punição dos torturados e assassinos. “O nosso Exército atual deveria ter a honradez e a coragem de declarar quem foram eles (torturadores), para termos credibilidade outra vez nos militares. Tentar resgatar a credibilidade dizendo quem são os assassinos”, acrescentou.

“A violência policial matou meu pai, a violência policial continua matando centenas, milhares de pessoas nas periferias. Isso é absolutamente inaceitável, a sociedade tem que começar a se organizar e exigir o fim disso”, declarou Ivo Herzog, filho de Vlado, que tinha nove anos quando o pai foi assassinado. Para ele, é importante manter essa memória viva como inspiração para aquelas pessoas que continuam indignadas com uma série de coisas ruins que acontecem na sociedade.

A principal memória que Ivo tem do ato de 40 anos atrás é ter conhecido Dom Paulo Evaristo Arns e o acolhimento que ele deu para a família Herog. “O carinho, o abraço, as palavras dele. A família estava sofrendo muito e veio uma pessoa muito humana que cuidou da gente”, disse.

A performance musical do ato foi dirigida pelo maestro Martinho Luthero Galati, que esteve presente no ato de 40 anos atrás. Ele contou que 25 de Outubro de 1975 foi um dia sombrio e triste, mas de muita esperança, ao mesmo tempo. “Eu me lembro que o dia estava fechado, em todos os sentidos, desde o clima até o espaço ali fora, com os tanques e soldados na rua. E nós tínhamos que disfarçar para entrar aqui”, disse o maestro.


Para ele, é emocionante rememorar o ato. “É muito interessante repetir isso 40 anos depois com a democracia, em que não precisamos mais nos esconder. Podemos nos encontrar ali fora e cantar e entrar cantando. Essa é a grande diferença entre ontem e hoje”, disse ao comparar os dois momentos de homenagem a Vlado.



Papa elogia diálogo inter-religioso no 50º aniversário de declaração histórica – Por Filipe d'Avillez


Francisco não deixou de referir os aspectos mais complexos das relações inter-religiosas, nomeadamente a existência de fundamentalismos ou extremismos.

O Papa Francisco elogiou na quarta-feira (28/10) os progressos do diálogo inter-religioso, nomeadamente envolvendo a Igreja Católica, no 50º aniversário da declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II, que marcou uma mudança de postura da Igreja neste campo.

Francisco sublinhou em particular o diálogo com os muçulmanos e, de forma especial, os judeus. “Agradecemos de forma especial a Deus pela verdadeira transformação que houve nestes 50 anos no diálogo entre cristãos e judeus. A indiferença e a oposição transformaram-se colaboração e benevolência. De inimigos e estrangeiros tornámo-nos em amigos e irmãos”, afirmou.

Este novo clima de diálogo permite aos fiéis de todas as religiões unirem-se em certas causas e assim corresponder às expectativas do mundo. “O mundo olha para nós, crentes, e convida-nos a colaborar uns com os outros e com os homens e mulheres de boa vontade que não professam qualquer religião, pede-nos respostas reais sobre muitas questões: a paz, a fome, a pobreza que afecta milhões de pessoas, a crise ambiental, violência, especialmente aquela cometida em nome da religião, a corrupção, a decadência moral, a crise da família, a economia, as finanças, e, sobretudo, esperança”.

“Acreditamos que temos receitas para estes problemas, mas temos um grande recurso: A oração. E nós crentes orar. Precisamos orar. A oração é o nosso tesouro, a que recorremos de acordo com as suas tradições, pedindo os dons pelos quais a humanidade anseia”, disse ainda Francisco.

Neste seu discurso, feito durante a tradicional audiência geral das quartas-feiras, na qual participaram representantes de diversas religiões, o Papa não deixou de referir os temas mais complicados, como o extremismo religioso.

“Por causa da violência e do terrorismo, difundiu-se uma atitude de suspeição ou mesmo de condenação das religiões. Na verdade, apesar de nenhuma religião ser imune ao risco de desvios por parte de indivíduos ou grupos fundamentalistas ou extremistas, temos de olhar para os valores positivos que estas vivem e que propõem, e que são fontes de esperança”.


Entre estes valores positivos, referidos no Nostra Aetate, inclui-se “a procura humana de um sentido para a vida, para o sofrimento, a morte, interrogações que sempre nos acompanham”.



Cadeira tirada de terreiro na década de 20 é devolvida a remanescente – Por Juliana Almirante



Objeto sequestrado simboliza liderança espiritual de líder religioso Jubiabá. Cerimônia de entrega aconteceu na sede do IGHB, na quarta-feira (28/10).

Pela primeira vez, um objeto sagrado ao povo do candomblé retirado das mãos de um terreiro por força policial, na década de 20, foi devolvido a representantes da religião. Nesta quarta-feira (28/10), a cadeira do líder do terreiro São Jorge Filho da Gomeia, Severiano Manuel de Abreu, o Jubiabá, foi entregue ao templo remanescente. 

O objeto, que simboliza a liderança espiritual, foi sequestrado como um troféu pela polícia. A prática era comum no auge da perseguição policial aos seguidores do candomblé na década de 20, quando objetos eram sequestrados.

A cerimônia de entrega aconteceu na sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), onde a cadeira permanecia por décadas, após ter sido cedida pela polícia. O evento ocorreu na mesma data da morte de Jubiabá, há 78 anos. A cadeira agora fará parte do memorial localizado no terreiro remanescente do liderado por Jubiabá, o terreiro Mokambo.

O líder do Mokambo, Anselmo Santos Minatojy, explica que a cadeira de comando simboliza o poder do líder espiritual do terreiro e invoca respeito à comunidade. 

“Para mim, a devolução da cadeira é uma vitória não só para o terreiro Mokambo, mas para todo o povo afro-brasileiro do modo geral, que sofreu as agruras da força policial nas décadas de 20 e 30. Seus objetos de culto foram levados como troféus unicamente pelo preconceito, por maldade”, disse.

O coordenador de Cultura do IGHB, Jaime Nascimento, espera que a ação de devolução possa incentivar entidades a repetir o ato simbólico de reparação ao candomblé. 

“Essa é a primeira vez que instituições de forma dialogada fazem esse tipo de acordo para que o objeto sagrado do candomblé seja devolvido. Nessa ação, o instituto buscar incentivar que outras entidades que também tenham objetos dessa natureza, que façam o mesmo porque não há sentido para uma instituição ficar mantendo algo que não é objeto de museu, é um objeto sacro”, justificou.


A diretora de preservação do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia, Etelvina Rebouça Fernandes, defendeu que a devolução da cadeira é um direito para os herdeiros do terreiro de Jubiabá. 

“O terreiro Mokambo continuou com toda a sabedoria, todos os bens imateriais do terreiro de São Jorge filho da Gomeia, onde liderava Jubiabá. Para a gente, é uma vitória do povo de santo e, para a sociedade, a retomada essa cadeira para o lugar de onde nunca deveria ter saído”, considerou.



Manifesto evangélico pela saída do Dep. Eduardo cunha da presidência da Câmara


Nós, abaixo assinados, representantes e membros de segmentos e de movimentos evangélicos identificados com um Brasil justo e democrático, e numa iniciativa apartidária, manifestamos, juntamente com outros setores da sociedade civil, nossa preocupação com o atual momento da sociedade brasileira, marcado por uma aguda crise política.

Esse quadro se traduz nos conflitos institucionais entre os poderes da República, resultado também de um modelo de governabilidade frágil, que precisa ser revisto através de uma profunda Reforma Política. Como agravante e, ao mesmo tempo, endêmica a esse modelo, a corrupção corrói a confiança na democracia brasileira, deixando a população perplexa com as práticas ilícitas de gestores e de representantes, em diferentes instâncias, de todos os três poderes.

Nesse contexto, as ações do Deputado Eduardo Cunha, atual presidente da Câmara dos Deputados e que se identifica como evangélico, merecem repúdio. As denúncias de corrupção e o envio de recursos públicos para contas no exterior inviabilizam a permanência do deputado Eduardo Cunha no cargo que ocupa, uma vez que não há coerência e base ética necessária a uma pessoa com responsabilidade pública.

A comunidade evangélica brasileira é diversa tanto em suas tradições e práticas religiosas quanto ideológica e politicamente. Há, nos últimos anos, uma forte tendência, a partir da crescente visibilidade política de lideranças eleitas em diferentes níveis, de homogeneizar essa pluralidade e apresentá-la como se tais representantes fossem a voz dos evangélicos. Nós nos opomos enfaticamente a isto. E afirmamos que, frente a casos como o que protagoniza o atual presidente da Câmara dos Deputados, a corrupção não é a marca distintiva da política para os evangélicos. Ela é a marca de certa "safra" de representantes. Mas os evangélicos não somos assim e não podemos mais deixar que nos identifiquem como tal.

Sendo assim, como evangélicos que prezam a ética, a verdade e a justiça, concordamos quanto à insustentabilidade da permanência do Deputado Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados e posicionamo-nos a favor de sua imediata SAÍDA.
27 de outubro de 2015, Semana da Reforma Protestante, 498 anos 

Assinam:

1. Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
2. Dom Flávio Irala, Bispo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Diocese de São Paulo.
3. Dom Maurício Andrade, Bispo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Diocese Anglicana de Brasília.
4. Dom Naudal Alves Gomes, Bispo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Diocese Anglicana de Curitiba.
5. Revma. Marisa Coutinho, Bispa da Região Missionária do Nordeste, Igreja Metodista.
6. Revmo. Paulo Ayres Mattos, Bispo Emérito da Igreja Metodista, Professor da Universidade Metodista de São Paulo.
7. Dom Almir dos Santos, Bispo Emérito da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
8. Dom Sebastião Gameleira, Bispo Emérito da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
9. Dom Jubal Neves, Bispo Emérito da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
10. Romi Bencke, pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil.
11. Lusmarina Campos Garcia, pastora da Igreja Evangélica de Confissão. Luterana do Brasil, presidente do Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro.
12. Eliana Rolemberg, liderança leiga, Presbitério da Paróquia de Confissão Luterana de Salvador/BA.
13. Magali Cunha, liderança leiga, Igreja Metodista.
14. Revda Maria do Carmo Moreira Lima (Pra Kaká Omowalê), Igreja Metodista do Rio de Janeiro, Pastoral da Juventude em Conflito com a Lei.
15. Graciela Chamorro, Teóloga e Pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, e Professora de História Indígena na Universidade Federal da Grande Dourados.
16. Revda. Lilian Conceição da Silva Pessoa de Lira, presbítera e secretária de Missão da Diocese Anglicana do Recife, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
17. Pr. Christian Gillis, Igreja Batista da Redenção, Belo Horizonte/MG.
18. Nancy Cardoso, Pastora da Igreja Metodista, Assessora da CPT.
19. Pr. Marcos Adoniram Monteiro, Primeira Igreja Batista em Bultrins, Olinda/PE, Comunidade de Jesus em Feira de Santana/BA.
20. Aneli Schwarz, Pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs de Minas Gerais.
21. Pr. Welinton Pereira da Silva, Igreja Metodista, Brasília/DF.
22. Pr. Claudio de Oliveira Ribeiro, Igreja Metodista.
23. Serguem Jessui, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, representante da TEARFUND.
24. Dr. Ely Eser Barreto César, teólogo, pastor aposentado da Igreja Metodista e ex-professor da UNIMEP.
25. Dr. Joanildo Burity, liderança leiga na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Recife/PE.
26. Pr. Levi Araújo, Igreja Batista, SP
27. Pr. Lyndon Santos, Igreja Evangélica Congregacional, São Luís/MA
28. Clemir Fernandes, pastor batista.
29. Joel Zeferino, Pastor da Igreja Batista Nazareth/BA.
30. Daniel Souza, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, presidente do Conselho Nacional de Juventude.
31. Pastor Herbert Alencar, Comunidade Sara Nossa Terra, Brasília/DF.
32. Walter Roberto Marschner, Pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
33. Rev. Sergio Andrade, Deão da Catedral Anglicana da Santíssima Trindade, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
34. Pastor Rogério Donizete Bueno, Igreja Vyneard Campinas.
35. Odja Barros, pastora da Igreja Batista do Pinheiro em Maceió e membro do CLAI.
36. Marcelo de Paula, Igreja do Nazareno, SP.
37. Anivaldo Padilha, Igreja Metodista e líder ecumênico.
38. Nilza Valeria, jornalista, Igreja Batista.
39. Flavio Conrado, editor, Editora Novos Diálogos.
40. Paulo Cesar Portellada, Ministro Leigo da Igreja Episcopal Anglicana, São Paulo/SP.
41. Rev. Octavio Alves dos Santos Filho, Pastor da Igreja Metodista em São Miguel Paulista, São Paulo.
42. Wellinton Santos, Pastor da Igreja Batista do Pinheiro, Maceió/AL.
43. Lauri Emilio Wirth, Professor da Universidade Metodista de São Paulo – UMESP, Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil.
44. Revdo Luiz Carlos Ramos, Pastor da Igreja Metodista de Pirassununga/SP.
45. João Francisco dos Santos Esvael, Igreja Episcopal Anglicana, membro da Junta Diretiva do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI).
46. Wesley Silva dos Santos, Igreja Metodista, Liderança Leiga.
47. Edson Fernando de Almeida, Pastor da Igreja Cristã de Ipanema.
48. Edson Fasano, leigo da Igreja Metodista na Mooca.
49. Dr. Manoel Ribeiro de Moraes Junior, Igreja Batista, Professor do Departamento de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Pará.
50. Revdo. David Pessoa de Lira, diácono da Diocese Anglicana do Recife, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
51. Sergio Marcus Pinto Lopes, Pastor da Igreja Metodista jubilado.
52. Marco Davi de Oliveira, pastor da Igreja Batista em Parque Dorotéia, São Paulo.
53. Rev. Sandro Xavier, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU).
54. Marcio Cappelli, Pastor da Igreja Batista.
55. Oswaldo de Oliveira Santos Júnior, Pastor da Igreja Metodista.
56. Gilberto Terra, leigo da Igreja Metodista no Ipiranga.
57. José Assan Alaby, Professor de Pós-Graduação.
58. Simei Marcondes de Carvalho, leigo, Igreja O Brasil para Cristo
59. Zeni de Lima Soares, Pastora da Igreja Metodista.
60. Caio Marçal, missionário da Igreja Batista, Belo Horizonte/MG.
61. Rejane Fátima Costa, leiga da Igreja Luterana em Belém do Pará.
62. Alonso de Souza Gonçalves, Pastor na Igreja Batista Central em Pariquera-Açu/SP.
63. Nilce Zacarias, assistente social, leiga da Igreja Batista.
64. Ronaldo Martins, jornalista, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil.
65. Filipe Degani, psicólogo, Igreja Batista.
66. Revda Neusa Maria Gomes da Silva, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil.
67. Adriana Medeiros Vieira, liderança leiga da Igreja Presbiteriana Barra do Piraí.
68. Prof. Dr. Helmut Renders, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo, Pastor da Igreja Metodista.
69. Patrícia Regina Moreira Marques, pastora da Igreja Metodista.
70. José Carlos de Souza, Professor de Teologia na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e pastor da Igreja da Metodista.
71. Angelita Zacarias, diaconisa da Igreja Batista.
72. Pr. Teobaldo Witter, pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, Cuiabá/MT.
73. Jorge Fernando do Nascimento, mecânico, Igreja Batista.
74. Elisângela Aparecida Costa, esteticista, Igreja Batista.
75. Jorge Martins do Nascimento, representante comercial, Igreja Batista
76. Washington Luiz Silva Santos, professor da Escola Dominical, líder do ministério de liturgia, regente de coral da Igreja Metodista em Vila Gustavo
77. Marcelo Santos, jornalista, Igreja Betesda
78. Bruna de Oliveira, nutricionista, Aliança Bíblica de Avivamento, Porto Alegre/RS
79. Rodrigo Silva, consultor, Igreja Capital Augusta, São Paulo.
80. Sâmela Ferreira, nutricionista, conselheira de segurança alimentar e nutricional, Igreja Espiscopal Anglicana do Brasil.
81. Lucas Abrahão, professor, Comunidade Reviver, Amapá.
82. José Barbosa Júnior, batista, Movimento Jesus Cura a Homofobia.
83. Paulo Saraiva, Pastor da Comunhão Batista da Zona Sul.
84. Isis Coutinho, assistente social, Igreja Batista.
85. Gedeon Alencar, líder pentecostal, membro do Grupo de Estudos do Protestantismo e Pentecostalismo-GEPP-PUC-SP.
86. Pr. Danilo Barbosa, Igreja Batista Memorial de Alphavile.
87. Kezzia Cristina, Igreja Luterana, Fortaleza.
88. Juliana Peres, estudante de Geografia, Igreja Evangélica.
89. Lethicia Mariáh, estudante, igreja batista.
90. Henrique Gonçalves Santos, Designer Gráfico, Igreja Metodista em Vila Gustavo.
91. Sydnei Melo, professor de educação básica, mestre em Ciência Política, presbiteriano.
92. Marco Davi Filho, estudante de medicina, Igreja Batista.
93. José Carlos Muniz Filho, advogado, Igreja Presbiteriana do Brasil.
94. Guilherme Reichwald Jr, Professor da Rede Federal - Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL), Igreja Evangélico de Confissão luterana (IECLB).
95. Fellipe dos Anjos, pastor da Igreja Batista da Redenção em São Gonçalo, RJ.
96. Ediva Gonçalves de Souza, Pastor da Igreja Batista Nacional Independente.
97. Paloma Nascimento dos Santos, professora, Primeira Igreja Batista do Recife.
98. Marcelo da Silva Carneiro, Teólogo Metodista, Presidente da ABIB.
99. Benjamim César, pastor presbiteriano, Assessor da Visão Mundial.
100. Rev. Robson Costa Souza, Pastor presbiteriano na Praia de Botafogo/RJ.
101. Otávio Damichael Marques, estudante de teologia, igreja batista.
102. Marilo Costa, Presbítero em disponibilidade da 1ª Igreja Presbiteriana de João Pessoa
103. Morgana Boostel, missionária, presbiteriana.





Congreso de Amerindia: para Leonardo Boff la religión y la teología están ‘en alza’ en el mundo de hoy – Por Cristina Fontenele



Con el tema: "El factor religioso en el contexto de la conflictividad”, Leonardo Boff dio inicio al: 

II Congreso Continental de Teología

Que se realiza del 26 al 30 de octubre en Belo Horizonte (Estado de Minas Gerais - Brasil), para debatir cuestiones sobre la espiritualidad, el fundamentalismo y el terrorismo. 

El teólogo puntualizó que la religión y la teología están "en alza” actualmente y son temas modernos, que movilizan a miles de personas. El fundamentalismo, de acuerdo con Boff, consiste en la interpretación y la imposición de una determinada doctrina como la única verdad posible, postura que, en general, se encamina hacia la falta de comprensión y la violencia.

Para Boff, la religión y la política caminan juntas, como por ejemplo, lo que ocurre en el Islam, donde la religión es una fuerza central que mantiene la identidad de las personas, sobre todo en los momentos de crisis. "Pero todo lo que ocurre, sólo puede enfermar”, señaló el teólogo, recordando los grandes conflictos existentes en medio Oriente.

Boff afirmó también que, además de la religión, existen otras formas de fundamentalismo y ejemplificó citando la "macroeconomía capitalista”, que ha impuesto un único modo de producción y consumo para la sociedad actual. El teólogo señala que este fundamentalismo es el responsable de la crisis griega y de los escenarios desestabilizadores de países latinos como Brasil y Argentina, que "obligan” a los gobiernos a obedecer a una única lógica económica.

Citando el lema del Pentágono (Estados Unidos) "un mundo, un imperio”, Boff comparó la versión estadounidense con la orientación papal: "un mundo, una casa”. Destaca que son comprensiones directamente opuestas de lo que sería vivir en comunidad. Según el teólogo, desde que Washington (Estados Unidos) dijo "América está en guerra”, el mundo ha vivido bajo la perspectiva de los conflictos modernos, como lo que sucede con los actuales refugiados europeos, que serían el resultado de guerras emprendidas por Occidente.

Defendiendo una postura más autocrítica, Boff recordó también el fundamentalismo individual, que se practica a veces de manera inconsciente. En todo momento, este comportamiento llama a la reflexión a partir del proceso de globalización, que permite a las personas interactuar con diferentes seres humanos de distintas partes del Globo.

Así como el fundamentalismo, el teólogo enfatizó que es preciso abordar también el tema del terrorismo, práctica que, para él, tiene como objetivo instalar el miedo generalizado en la mente de las personas. Para producir eso, el terrorismo presenta algunas características como la necesidad de que los actos sean espectaculares y la imagen de que los atentados fueron minuciosamente preparados.

Sobre la espiritualidad, Boff defendió la necesidad de rescatar la conexión con la tierra, pues "vivimos la cultura del cansancio”. Para él, el futuro puede ser decidido bajo dos perspectivas. La ótica de que el mundo vive una tragedia anunciada en la cual no es posible reparar los estragos ya realizados por el hombre, y la idea de una crisis de civilización, ante la cual es posible retomar el camino del equilibrio, que es la visión defendida por Boff.

Para el teólogo, el próximo paso de la humanidad es, entonces, descubrir qué es lo que él denomina "capital espiritual” del ser humano. Qué significa migrar de la cabeza al corazón y sentir a Dios a partir de ahí. Un camino que ofrece un potencial ilimitado, en función de la vida y no de la acumulación.

Paradójicamente, "no siempre la religión alimenta”, concluyó Boff, relatando una conversación que tuvo con el Dalai Lama, en la cual el teólogo cuestionó al budista cuál sería la mejor religión. Sorprendido, Boff dijo que según el Dalai Lama, la mejor religión es aquella que hace mejor al individuo, más humano, misericordioso y más sensible.

El Congreso

Decenas de teólogos y teólogas latinoamericanos están reunidos en el II Congreso Internacional de Teología para debatir la "Iglesia que camina con espíritu y desde los pobres”. Promovido por Amerindia Continental y con la presencia de referentes de la Teología de la Liberación, como Leonardo Boff y Gustavo Gutiérrez, el encuentro apunta a profundizar el ser cristiano en comunidad, ante los nuevos desafíos de un mundo plural y conflictivo.

En la ceremonia de apertura, este lunes 26, se hizo un homenaje a la Madre Tierra (Pachamama), con la oferta de elementos simbólicos, como agua, tierra y frutos, además de la representación de la basura a partir de la naturaleza muerta y de bolsas plásticas. Los participantes entonaron cánticos y leyeron una oración pidiendo perdón por el consumo irresponsable de los hombres, lo que ha llevado a la casi extinción de los bienes de la naturaleza.

En las palabras iniciales del Congreso, la mexicana Socorro Martínez, coordinadora continental de Amerindia, dijo que la elección del Papa Francisco en 2013 para dirigir al Vaticano produjo logros significativos para el contexto eclesial, dado que el pontífice es un "legado” de América Latina, y el primer Papa que, de hecho, optó por los pobres. Según la teóloga, Francisco invita a una nueva forma de ser y actuar, más allá del asistencialismo, más cercana de una sociedad que debe promover la dignidad de todos.

También con el mensaje de bienvenida, Pablo Bonavía, coordinador del Observatorio Eclesial de Uruguay, destacó que la reforma de la Iglesia debe distanciarse del narcisismo y promover un proceso civilizador alternativo, para vivir con alteridad cuidando de la "Casa Común” [expresión acuñada por el Papa en la encíclica ecológica Laudato si’]. 

El sacerdote recordó también que asumir un cambio radical y profundo no implica improvisación, y destacó las jornadas de trabajo emprendidas para discutir el contexto eclesial en diversos países, como Bogotá [Colombia], Montevideo [Uruguay], Chile, Bolivia y Buenos Aires [Argentina], entre otros.

La programación del Congreso incluye reuniones para compartir las diferentes experiencias de América Latina sobre ecología, migrantes, tráfico de personas, pueblos indígenas y el papel de la mujer en la comunidad eclesial. Entre las disertaciones, los invitados van a debatir la coyuntura y la relevancia de la Iglesia en el mundo, la autoridad de los mártires y de los pobres. El I Congreso Continental de Teología fue realizado en 2012, en la Universidad Vale do Río dos Sinos (Unisinos), en São Leopoldo (Río Grande do Sul). Después de tres años, el actual encuentro da seguimiento a la reflexión teológica en el contexto latinoamericano pos Concilio Vaticano II.

Más informaciones y programación en www.amerindiaenlared.org/congreso2015/inicio/

Cristina Fontenele - Periodista. Correo electrónico cristina@adital.com.br e crisfonte@hotmail.com