sábado, 7 de novembro de 2015

Organização “Aliança Cristã Evangélica Brasileira” divulga nota de repúdio à “pandemia da corrupção”, incluindo a transformação das experiências religiosas em negócios


A corrupção no Brasil se constitui num crime contra a vida! 

Não se trata apenas de roubo e desvio de dinheiro, inclusive por meio da sonegação de bilhões de Reais, o que por si só já constitui um grave delito, mas de uma situação que tem gerado a morte precoce de milhares de pessoas. 

A pandemia da corrupção se tornou mais evidente com a restauração da democracia e consequentemente maior transparência na vida pública e liberdade de imprensa, que lançou luzes sobre todos os níveis da administração pública (federal, estadual, municipal). Nestes respectivos espaços e nas três esferas de poder, observa-se um cenário que aponta para o recorrente quadro de corrupção sustentado por um conjunto de atores sistematicamente organizados para explorar, em benefício próprio, todos os sistemas sociais, religiosos, políticos e econômicos.

Há uma espécie de reprodução, social e cultural, da corrupção na sociedade brasileira, da qual, em menor ou maior incidência, os habitantes do país participam. Basta observar que, na lista dos grandes episódios de malversação de recursos no Brasil, estão envolvidos servidores públicos, empresas terceirizadas, políticos, empresários, religiosos e pessoas do mais alto escalão das instâncias de poder e de serviço, que compõem o Executivo, Legislativo e Judiciário.

Diante do exposto, a Aliança Cristã Evangélica Brasileira, à luz da vida e ensinos do Jesus Cristo de Nazaré, dos profetas que nos antecederam na história, do legado que recebemos de homens e de mulheres, cujas vidas nos inspiram a lutar pela justiça em favor dos socialmente mais vulneráveis, pela santidade e pela integridade pessoal em todas as relações da vida, expressamos o nosso sentimento de profundo lamento e o nosso efetivo compromisso de servir ao Reino de Deus no contexto brasileiro.

LAMENTAMOS a pecaminosa e maligna cultura de corrupção, que nos deixa surpresos e indignados diante de atos que, em nossos espaços de vivência nacional, nos confrontam com práticas que denunciam a comum enfermidade endêmica do povo brasileiro. Assim, nos colocamos diante de Deus, dos nossos familiares e das pessoas que nos observam e humildemente nos arrependemos buscando o perdão divino para nossa nação.

COMPROMETEMO-NOS a vigiar e agir como pessoas íntegras e corretas em todas as nossas ações e serviços ao Reino de Deus e ao próximo. Que Deus nos ajude na desafiadora tarefa de sermos “sal da terra e luz do mundo”!

LAMENTAMOS, como segmento evangélico, o fato de denominações e líderes evangélicos transformarem suas experiências religiosas em negócios, tornando-se assim empresários da fé, incentivando não somente o enriquecimento fácil e rápido, mas também a fomentação da cultura de suborno, desonestidade e corrupção.

COMPROMETEMO-NOS, como Aliança, a manter e fomentar em todos os seus serviços uma contracultura que possa garantir tanto a fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo como a presença dos sinais do Reino de Deus em todas as igrejas, organizações ministeriais e pessoas afiliados à Aliança.

LAMENTAMOS a presença de evangélicos entre os denunciados em esquemas de corrupção, bem como a citação do uso de igreja local para lavagem de dinheiro, inclusive neste episódio vergonhoso revelado pela Operação Lava Jato. Expressamos nossa desaprovação e repúdio a esse tipo de comportamento, bem como a expectativa de que todo esse mal seja exposto e devidamente julgado. Esperamos que todos os envolvidos manifestem publicamente seu arrependimento e busquem reparar os prejuízos causados à nação.

Posicionamo-nos a favor do afastamento imediato de todo e qualquer agente público, eleito, concursado ou contratado, quando identificada a sua participação em atos tipificados como corrupção, concussão e prevaricação no exercício de sua função, havendo evidências de seu envolvimento em ilícitos e tendo a denúncia sido devidamente acolhida por órgão judicial competente. Para esclarecimento definitivo dos fatos, que deve resultar na execução da justiça, para o bem de todos.

COMPROMETEMO-NOS a nos unir a outros segmentos e movimentos sociais que partilham dos mesmos princípios e valores da Aliança Cristã Evangélica Brasileira, e a lutarmos juntos com o objetivo de construir um Brasil mais justo e humano, livre da corrupção.

Brasil, Novembro de 2015

Aliança Cristã Evangélica Brasileira




Cristãos são fortemente perseguidos no Oriente Médio, África e Ásia


Relatório "Perseguidos e Esquecidos?”, da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), mostra a perseguição aos cristãos entre 2013 e 2015, em 22 países onde se verifica uma maior violação à liberdade religiosa. 

O Cristianismo parece estar destinado a desaparecer no Oriente Médio conforme indica o documento, que mostra também um aumento da perseguição aos cristãos, entre 2013 e 2015.

No Iraque, por exemplo, o estudo conclui que, caso o êxodo de fiéis continuar a ocorrer, como vem acontecendo desde Agosto de 2014, não haverá mais cristãos no país no prazo de cinco anos. No fim de Outubro deste ano, entre os dias 23 e 25, a AIS-Brasil recebeu a visita do padre iraquiano Douglas Bazi para duas celebrações no Rio de Janeiro e, durante a sua passagem, contou um pouco sobre a situação que vivem no Iraque.

"Há 14 meses, o Estado Islâmico atacou e tomou toda a região norte do país, obrigando cerca de 100 mil cristãos a abandonarem suas casas. A fuga ocorreu à noite, com milhares de pessoas andando pelas estradas em direção às cidades de Erbil e Dohuk. Desde então, eu vivo com eles em um campo de refugiados. As famílias perderam tudo e vivem em tendas ou containers de carga, desses transportados em navios, adaptados como residência. O calor chega a 51 graus, não há privacidade, trabalho e dependemos da ajuda enviada por entidades, como a AIS. Se não houver uma interferência, o povo cristão irá desaparecer em breve”, denuncia o sacerdote.

Os conflitos na Síria também foram responsáveis pela queda do número de cristãos, de 1,25 milhões, antes do início da guerra em 2011, para quase 500 mil, hoje. O relatório descreve o que chama de "limpeza étnica por motivos religiosos” dos cristãos por parte de grupos terroristas islamitas, especialmente no Iraque e na Síria, mas também em partes da África.

O relatório conclui ainda que, em 2015, a situação dos cristãos piorou em 15 dos 22 países em análise, sendo que, em 10 países, a perseguição é classificada como "extrema”. Até 2013, quatro países possuíam esta classificação. O extremismo islâmico foi apontado como a maior ameaça, mas a intolerância registrada por extremistas de outros grupos religiosos, como Hinduísmo, Judaísmo e Budismo, também aumentou em quantidade de ataques e violência.

Regimes classificados como totalitários, como o chinês, também colocam uma pressão crescente sobre a Igreja. E em países, como a Eritreia e o Vietnã, a perseguição se intensificou nos últimos dois anos. O relatório observa que, em muitos casos, os cristãos são perseguidos não por causa da crença, mas pela suposta ligação com o Ocidente, especificamente com os Estados Unidos.

O Papa Francisco, ao receber uma cópia do estudo, enviou uma mensagem para a AIS oferecendo o seu apoio para as questões dos refugiados, expressada por meio de uma carta do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin: 

"Desta forma, [o Papa] reza para que aqueles em posições de autoridade diligentemente se esforcem não só para erradicarem a discriminação e perseguição religiosa em suas próprias nações, mas também para buscarem formas cada vez mais eficazes para promover a cooperação internacional, a fim de superar esses crimes contra a dignidade humana e da liberdade religiosa”.

O Papa Francisco também enviou esta semana uma mensagem publica ao cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, e para todos os participantes da reunião do Foro Cristão Mundial, que teve lugar em Tirana (Albânia), de 02 a 04 de Novembro. O tema foi: "Discriminação, perseguição, martírio: seguir juntos a Cristo”.

"Em diferentes partes do mundo, o testemunho de Cristo, às vezes, até o derramamento de sangue tem se convertido em uma experiência comum para os católicos, ortodoxos, anglicanos, protestantes, evangélicos e pentecostais, que é muito mais profunda e forte do que as diferenças que ainda separam nossas igrejas e comunidades eclesiais. (...) a reunião dará voz às vítimas da injustiça e da violência, e tratará de mostrar o caminho que levará a família humana para longe dessa trágica situação”.

Durante a reunião, o Foro pediu aos perseguidores de cristãos que detenham sua violência; aos governos que respeitem e protejam a liberdade religiosa e, especialmente, que defendam os cristãos e as pessoas perseguidas em razão do seu credo; aos meios de comunicação que informem corretamente sobre as violações da liberdade religiosa e as discriminações e perseguição dos cristãos.

O informe: "Perseguidos e Esquecidos?” examinou 22 países no Oriente Médio e outros lugares, como a China, Egito, Eritreia, Nigéria, Coreia do Norte, Paquistão, Sudão e Vietnã, por meio de entrevistas realizadas com sacerdotes, bispos, religiosas e leigos. 

O relatório compila testemunhos de pessoas que vivenciaram casos de violência e pesquisou notícias publicadas pelos meios de comunicação locais. Sendo que os dados obtidos foram ainda comparados posteriormente com informações recolhidas junto às organizações não governamentais que atuam nesses países.

Sobre a AIS


A AIS surgiu em 1947, na Bélgica, e foi elevada, em 2011, à condição de Fundação Pontifícia, vinculada à Santa Sé e com sede no Vaticano. Atualmente, atende a mais de 60 milhões de pessoas, por meio dos mais de 5 mil projetos apoiados anualmente pela entidade, em cerca de 140 países, incluindo o Brasil. 

Os projetos auxiliados pela AIS englobam a produção e distribuição de material catequético, construção e reconstrução de igrejas; locomoção e transporte para religiosos e missionários; recuperação de jovens dependentes químicos; construção de escolas e casas e alimentação, medicamentos, agasalho e abrigo para refugiados.




Papa pede para seguir com “serenidade” após o escândalo de documentos do Banco do Vaticano


O Papa Francisco pediu para seguir adiante, "com serenidade e determinação”, após uma filtragem de documentos confidenciais de seu processo de reforma das estruturas financeiras do Vaticano, que alguns em Roma já definem como "VatiLeaks 2”.

Francisco reapareceu em público, depois de ter sido anunciada a detenção de dois dos seus ex-colaboradores próximos, acusados de serem os responsáveis por entregarem informação aos autores dos livros, que saíram à venda nesta semana na Itália.

Trata-se de Lucio Angel Vallejo Balda, ex-secretário da Prefeitura para Assuntos Econômicos do Vaticano, e Francesca Immacolata Chaouqui, especialista em Relações Públicas.

Ambos foram parte de uma comissão instituída, em 2013, por Jorge Mario Bergoglio para assessorá-lo nas mudanças administrativas de que necessitava o Vaticano.

As detenções caíram como um "balde de água fria” na Cúria Romana, mas são fruto de uma investigação que conduz há alguns meses a Guarda Vaticana e da qual, em todo momento, o pontífice foi informado.

"Vi apenas o Papa. Suas palavras: ‘sigamos adiante com serenidade e determinação’”, assinalou o "número três” do Vaticano, o substituto da Secretaria do Estado, Giovanni Angelo Becciu, em seu perfil no Twitter.

Enquanto isso as pesquisas continuam. Chaouqui, que foi posta em liberdade por sua colaboração com a Justiça e após ter passado uma noite reclusa em uma comunidade religiosa dentro do Vaticano, foi interrogada novamente.

Vallejo Balda permanece em uma cela de segurança dentro do quartel general da Guarda Vaticana, o "corvo” responsável pelas filtragens que deram origem ao primeiro "VatiLeaks”, em 2012.

Por sua vez, o secretário da Conferência Episcopal Italiana, Nuncio Galantino, teve um encontro com Francisco; assegurou não tê-lo visto "particularmente amargurado”, e afirmou que o vazamento de documentos "não é um fracasso da Igreja”, mas "um momento belo”, no qual "estão emergindo as negatividades e fragilidades”.

"Quando o pecado sai, faz mal, mas é um momento positivo. Coloco-me no lugar de qualquer filho da Igreja diante desses ataques concêntricos, não pode ser diferente”, ponderou. Galantino destacou que as supostas filtragens de documentos classificados (VatiLeaks) "certamente” se devem a que "alguém teme o processo de renovação” do Papa Francisco.

"Se é um ataque à Igreja, não saberia dizer de onde vem. Certamente, de alguém que tem medo ante o processo de renovação que o Papa Francisco está levando adiante”, considerou Galantino em uma entrevista ao canal católico TV2000.

"Acredito que há quem tema uma Igreja que começa a ser inatacável em alguns pontos, que começa a ser mais acreditável também aos olhos dos não fieis e isto está fazendo alguém perder a razão. Alguns ataques são injustificáveis”, acrescentou.

Galantino falou de uma "oposição” no seio da Igreja Católica, a qual "lhe custa aceitar esta mudança de valor”.

"Ante propostas tão radicais e fortes (...), claro, que pode haver quem, muitos ou poucos, não sei dizer, pode que haja a quem lhe custe aceitar essa mudança de valor”, opinou.

Em sua opinião, "está claro” que há quem pretenda deter ou retardar o processo reformista do pontífice argentino, porque, "provavelmente, e não quero julgar ninguém, alguns de boa fé se acostumaram a algumas lógicas, alguns modos de atuar, provavelmente também a alguns privilégios”.

Indicou que "está claro que há uma vontade de deter isto ou pelo menos retardá-lo de todas as maneiras. Entre esses métodos (...) pode estar o de provocar, criar dificuldades através destes gestos”.


Galantino assegurou que viu o Papa no último domingo, 1º de Novembro, e não lhe pareceu "particularmente amargurado” por esses acontecimentos.



Rússia elabora WiFi religioso – Por Ramil Sitdikov


No futuro mais próximo os russos religiosos poderão usar escolher entre redes WiFi generalizadas e as adaptadas para uso especial; navegadores que filtram informações também podem terão bastante procura, informa o jornal russo Izvestia.

Os pontos de acesso a estas redes especiais serão instalados perto de templos, em locais populares entre os habitantes de cidades e jovens. A decisão de elaborar o projeto foi tomada pelo Conselho Interconfessional da Rússia. O presidente adjunto da seção pela interação da Igreja e sociedade da Igreja Ortodoxa Russa, sacerdote Roman Bogdasarov, explicou a ideia.

Segundo Bogdasarov, a rede WiFi especial não deixará sair mensagens de caráter extremista e sectário ou pecaminoso. Também esta rede bloqueia informações com fatos históricos falsificados. Na sua opinião, agora todos os aspectos da vida cotidiana estão ligados ao espaço informacional. É por isso que a religião e a Igreja Ortodoxa têm de tratar disso.

“Não dizemos que na Internet ortodoxa só haverá sermões do patriarca ou sites ortodoxos. Haverá muitas coisas, inclusive cinema normal e filmes russos e estrangeiros que infundem nas pessoas tais valores corretos como moral tradicional, patriotismo, proteção da família e crianças“, cita o Izvestia o sacerdote russo.

Bogdasarov afirma que testar a nova rede poderão grupos religiosos de cristãos ortodoxos, muçulmanos, judaicos e budistas.

“Depois de concordar [tudo] com a seção de informações das autoridades religiosas a tecnologia será transpassada aos templos gratuitamente e conseguirão instalar WiFi a si próprios. Também estão prestes a transpassar esta tecnologia a todos os que querem. Onde instalar os pontos [de acesso] é a tarefa das prefeituras”.

Os representantes de outras confissões também expressaram o seu interesse pelo projeto.
“Agora muitas pessoas mesmo as que não desejam isso frequentemente recebem informações indecentes através da Internet. […] Convém proteger os nossos jovens a crianças deste fenómeno”, disse o presidente adjunto do Conselho de muftis da Rússia, Rushan Khazrat Abbyasov.

A mesma opinião foi ecoada pelo diretor do serviço de imprensa da Federação de comunas judias:

“Com certeza, apoiamos várias tentativas de censurar a Internet que poderá ajudar às pessoas religiosas evitar no espaço informacional a propagação de violência e pornografia e ao mesmo tempo permanece ali e trabalhar com sucesso”.


Há de dizer que as tecnologias de filtrar informações de conteúdo “pecaminoso” já existem na Rússia. Por exemplo, há um projeto rublev.com que não mostra resultados das pesquisas sobre “pornografia” ou “violência”, mas mostra letras de orações ou textos com sermões. Segundo o dirigente do projeto, Aleksandr Nikandrov, o projeto foi criado não para tirar lucro, mas para “alterar a percepção do cristianismo ortodoxo na Internet”.




Bahia ganha comitê para combater intolerância religiosa – Por Jéssica Sandes



Há quem diga que o baiano é versátil quando o assunto é religião. Isso porque é comum ver cristãos reverenciando orixás, por exemplo. 

Mas, ainda assim o Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, vinculada à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), contabilizou 11 casos de intolerância religiosa, na Bahia, entre Janeiro e Junho deste ano.

Na tentativa de combater as agressões desse tipo, líderes religiosos lançaram, nesta sexta-feira, 06/11, no centro espírita Cidade da Luz, em Pituaçu, o Comitê Interreligioso da Bahia (Cirb). O grupo, que já tem três meses, pretende reunir cidadãos de diversas religiões para discutir meios de disseminar o respeito entre os religiosos.

A proposta é que, a cada 15 dias, os integrantes se reúnam para discutir a questão, cada encontro será promovido em uma sede religiosa. O próximo vai ser no dia 14 de novembro, no Templo Cacique Pena Branca, no Caji, Lauro de Freitas, a partir das 10h, aberto ao público.

Presidente da comissão, o padre Alfredo Dorea, da Instituição Beneficente Conceição Macêdo (IBCM), explica que qualquer pessoa pode integrar o grupo, basta querer agregar conhecimento e ter "boa vontade" para promover diálogos.

"Estamos de portas abertas para acolher a todos. Não necessariamente lideranças religiosas, qualquer pessoa pode participar do comitê sem ter o aval da presidência das entidades, simplesmente porque quer trabalhar em favor do bem. Estamos vivendo um momento complicado, em que as pessoas se machucam e se ferem em nome da fé. O que queremos é que cada um possa viver na beleza de ser o que é", frisou o padre Alfredo.

Iniciativa

Ele conta que o comitê surgiu a partir da união de líderes religiosos que se encontravam, eventualmente, em trabalhos beneficentes e decidiram se unir em prol da causa. Atualmente, fazem parte da comissão, o Pastor Djalma Torres; Mãe Jaciara Ribeiro da Abassa de Ogum; Mãe Daya Dias, Leonardo Lima e Caio Novais de Brito Cunha, do Templo Cacique Pena Branca; Pai Raimundo, do Centro Umbandista Paz e Justiça Dr. Geraldo Ramos e espírita José Medrado e o padre Alfredo.

O espírita José Medrado explicou que o comitê também quer incentivar as denúncias de intolerância religiosa, com o objetivo de intensificar essa discussão na sociedade. Segundo ele, além das reuniões quinzenais, a comissão tem estudado formas de utilizar o serviço jurídico nas questões levantadas e nas denúncias efetuadas.

Para Medrado, a palavra tolerância, no que diz respeito à religião, deveria ser substituída por respeito. "O grande problema do ser humano é a vivência de uma religião como se fosse um clube de futebol ou um partido político, para competir verdades. No momento que o homem deixar de querer competir verdades e se agregar no que se converge, a fé, o amor, a caridade, eu tenho certeza que essas questões menores, ideológicas e doutrinárias, se diluirão, para emergir o que é realmente um processo de religiosidade", defende.


O umbandista Pai Raimundo afirmou que o comitê vai falar de amor. "É o que falta em algumas casas religiosas. É preciso tomar cuidado com o que é dito para os fiéis. Somos formadores e de opinião e o que falamos pode ser disseminado por aí. É difícil ser líder religioso, porque, às vezes você fala 'A' e entendem outra coisa", pontuou.