quarta-feira, 23 de março de 2016

Convite

Terá início, em 27 de março, a primeira palestra em comemoração às Efemérides Espíritas de 2016.

Sandra Ventura fará exposição sobre tema de O Evangelho segundo o Espiritismo e homenageará a médium Yvonne Pereira, que desencarnou há 31 anos.


O evento, realizado no auditório Cenáculo na sede da FEB, localizada em Brasília, será o primeiro de um ciclo de palestras que abordarão temas relacionados aos nascimentos de Chico Xavier, Bezerra de Menezes e Hippolyte Léon Denizard Rivail, Joana D’Arc, às desencarnações de Vivaldi, Bach e Liszt, entre outros, sempre às 17h, no cenáculo da FEB, em Brasília.




Reinventar o mundo: a urgente incumbência da humanidade – Por José Ivan Lopes



A crise da civilização contemporânea se manifesta na perspectiva econômica, social, política é, concomitantemente, fruto da violência e geradora da desconfortante sensação de insegurança para a humanidade. Basta olharmos à nossa volta para concluirmos que os valores éticos e morais perderam o sentido.

O nosso congresso nacional, por exemplo, está repleto de corruptos, que se sentem no direito de julgar e condenar outros corruptos. Dos sessenta e cinco componentes da comissão do impeachment na câmara dos deputados, pelo menos oito são investigados por corrupção, por isso, para o bem da verdade, não deveriam nem mesmo fazer parte do congresso nacional.

Além da grave crise política, a violência é outro fator preponderante no processo de esvaziamento permanente do sentido da humanidade. É verdade que a corrupção já é uma grave forma de violência contra o ser humano, pois tão grave quanto a agressão praticada pelos chamados terroristas dos atentados na França ou na Bélgica ou pelos protagonistas dos homicídios, roubos e barbáries que fazem de Paracatu a segunda cidade mais violenta do Estado de Minas.

Com o propósito de buscar alternativas para a crise dos fundamentos da civilização atual, Jean-Claud Guillebaud, na obra, A reinvenção do mundo: um adeus ao século XX, chama a atenção para a necessidade de uma profunda reflexão sobre o futuro da civilização. Para tanto, propõe alguns questionamentos que auxiliam na leitura da realidade atual:

“porque é necessário reinventar o mundo?” O que é possível fazer para a construção de uma sociedade pacífica e fraterna? Quais são os alicerces para um projeto emancipatório viável e coerente? O que é necessário para o enfrentamento das crises mais profundas em que nosso mundo se encontra?

Guillebaud aponta a falta de manutenção de valores e princípios éticos norteadores da vida em sociedade como um motivo preponderante para o desencadeamento da crise da humanidade. 

Ele afirma ainda que “sem filiação a uma história e sem transmissão de uma tradição, a humanização é inimaginável”. Tal rompimento descaracteriza a humanidade e tira-lhe os principais referenciais valorativos, além de extorquir-lhe a sua essência.

Posto isto, há que se idealizar referenciais valorativos que inspirem um novo sentido para a humanidade. Mas onde buscar as certezas necessárias, capazes de indicar caminhos para a construção de um novo projeto civilizatório? O maior desafio é aprimorar a capacidade de identificar sinais positivos que merecem ser evidenciados. Por isso, a necessidade de pontuar alguns pilares essenciais da civilização contemporânea, que, segundo o autor, são:

1) a compreensão do tempo como progresso e fonte de esperança no futuro promissor (judaísmo);

2) a ideia de indivíduo e de igualdade proposta pelo cristianismo;

3) o conceito de razão crítica e emancipatória dos gregos;

4) a imagem do universo conforme a concepção dos povos helênicos;

5) o entendimento de justiça e dignidade humanas, dos pensadores iluministas; 

6) o valor da democracia, concebida como princípio de convivência humana e da relação interpessoal.

Esses fundamentos são heranças valorosas e ajudam questionar a lógica do sistema que continua a produzir cada vez mais injustiças sociais, na busca incessante de possíveis saídas para reinventar a humanidade.

José Ivan Lopes - Mestre em Ciências da Religião pela PUC Minas. Especialista em Pedagogia Empresarial pela FINOM. Licenciado em Filosofia pela PUC Minas. Atualmente é Diretor Acadêmico da FINOM.






Cabul e Islamabad dizem que atos terroristas são contrários a todas religiões


Afeganistão e Paquistão condenaram "energicamente" os atentados que nesta terça-feira deixaram pelo menos 26 mortos em Bruxelas e coincidiram em dizer que os atos terroristas são contrários a todas as "religiões".

"O terrorismo não conhece religião, fronteiras e nem geografia. É um ato contra todas as crenças, comunidades e nações ao redor do mundo", indicou o chefe de governo afegão, Abdullah Abdullah, em sua conta no Twitter.

Abdullah garantiu que o Afeganistão, como nação "vítima do terrorismo", se solidariza com a "dor de seus aliados" e pediu que este "inimigo comum" seja erradicado seja qual for sua procedência.

O presidente do país, Ashraf Ghani, utilizou essa mesma rede social para transferir suas condolências às famílias das vítimas.

Nesta linha, o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, coincidiu em advertir desde o outro lado da fronteira que nenhuma religião permite atos "bárbaros e desumanos" como matar outras pessoas.

"O mundo deve desdobrar uma resistência conjunta e lutar contra este mal para varrer o terrorismo de todas partes e países do mundo", disse o dirigente em comunicado.

Pelo menos 26 pessoas morreram e outras 90 ficaram feridas nas explosões que atingiram hoje o aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, e a estação de metrô de Maalbeek, no centro da capital europeia. 







Olinda divulga programação das celebrações religiosas da Semana Santa - Por Carla Amaral



As tradicionais procissões e missas acontecem na cidade, até o próximo domingo (27/03).

Conhecida como a cidade que tem um dos maiores e mais conhecidos carnavais do mundo, Olinda também se destaca pela religiosidade e devoção do seu povo. 

As celebrações religiosas no período da Semana Santa, recebem um lugar especial no calendário de eventos da Cidade Patrimônio. Neste ano, a programação começou na quinta-feira (17/03) com a Procissão do Encerro, e segue até o domingo (27/03), quando será realizada a Procissão do Senhor Ressuscitado.

Procissões

Como acontece tradicionalmente, a programação das procissões foi iniciada na quinta-feira (17/03) com a Procissão do Encerro, que saiu às 19h30 da Igreja do Carmo, seguindo até a Igreja da Sé. Na sexta-feira (18/03) aconteceu a Procissão do Senhor Bom Jesus dos Passos.

O Cortejo visita os nichos ou Passos, realizando pausas reflexivas. Os Passos são pequenas capelas de alvenaria construídas entre 1773 e 1809. Esses só são abertos durante a Procissão, que reconstitui o caminho do Senhor até o Calvário. O percurso é iniciado na Igreja da Sé e segue até a Igreja do Carmo.

Na sexta-feira (25/03), acontece a Procissão do Senhor Morto, com saída prevista para as 16h, na Igreja da Sé. As celebrações culminam com a Procissão do Senhor Ressuscitado, realizada no domingo (27/03), com saída às 6h, no Convento de São Francisco.

Missas

As missas que fazem parte das celebrações acontecem na Igreja da Sé. Na quinta-feira (24/03) será celebrada a Missa dos Santos Óleos, às 9h, e a Missa da Ceia do Senhor (com lava-pés), às 17h. 

Na sexta-feira (25/03), a partir das 15h, acontece a Liturgia da Paixão. No sábado (26/03), às 20h, será realizada a Vigília Pascal e no domingo (27/03), às 9h, acontece a celebração da Missa da Ressurreição.





Atentados: Motivação religiosa dá "forma a obscuros interesses"


Balanço dos atentados desta manhã em Bruxelas dão conta de 34 mortos e 187 feridos.

A Europa foi, de novo, atingida pelo terrorismo. Bruxelas, capital da Bélgica, foi atingida por várias explosões. Morreram mais de 20 pessoas.

O Observatório para Liberdade Religiosa (OLR) afirma, em comunicado, que os atentados registados hoje, em Bruxelas, têm por objetivo “instaurar o medo e a instabilidade" e “dão forma a obscuros interesses políticos ou económicos”, alegando motivações religiosas.

A capital belga foi hoje de manhã abalada por dois atentados, com duas explosões no aeroporto e uma na estação do metropolitano de Maelbeek, que fizeram, segundo o último balanço divulgado, 34 mortos e 187 feridos, e levaram à evacuação do palácio real.

Em comunicado, o observatório português afirma que, hoje de manhã, “o ‘terrorismo’ voltou à Europa e, uma vez mais, vitimou inocentes”.

“Esta ação demonstra claramente como, alegando motivações religiosas, assassinos procuram limitar a liberdade religiosa, agindo em nome de ideais que, pretendendo instaurar o medo e a instabilidade, servem apenas a barbárie e dão forma a obscuros interesses políticos ou económicos”, lê-se no texto divulgado.

O OLR recorda a posição tomada em Janeiro de 2015, a propósito do atentado contra um jornal satírico, em Paris, e que reafirmou quando dos “devastadores atentados de Novembro” passado, também na capital francesa, que não lhes cabe “emitir juízos de valor ou sublinhar, em destaque acusatório, quaisquer interpretações teológicas desta ou daquela crença”.

"As palavras podem ser sombras ao pé da imagem agitada daqueles que as interpretam. Todavia, somos sujeitos da nossa época e dos seus valores. Não há como negar a realidade em que culturalmente nos integramos e da qual somos herdeiros. Pela experiência histórica, sabemos que a religião, capaz de construir relações de solidariedade e compaixão, contribuindo para o edifício ético, é usada como combustível de guerra. Se é um desafio para todos os que sustentam e se guiam pelos ideais da Liberdade, baseados nos Direitos Humanos, é também, e sobretudo, um desafio individual e coletivo para quem se diz islâmico", reafirma o OLR.

“Em nome da liberdade religiosa, o OLR manter-se-á fiel aos seus valores: respeito pelo princípio das liberdades associativa, individual e de consciência; facilitar processos de diálogo cultural, especificamente o diálogo entre estruturas de crença, promovendo o respeito pelas diferenças e a responsabilidade social, para uma cidadania plena e ativa”.

Defende o OLR a “sinalização e análise do fenómeno religioso”, o “estímulo às práticas de cidadania a partir da observação dos direitos e deveres inerentes à liberdade religiosa”, e realça o observatório a “importância do estudo e produção de conhecimento isento, relativo ao fenómeno religioso em todos os escalões de ensino reconhecidos oficialmente”.

A procuradoria belga confirmou que as três explosões foram atentados e que ainda não foram reivindicados. O nível de alerta terrorista na Bélgica foi elevado para quatro, o máximo da escala.