segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Única mesquita da Região Norte, Centro Islâmico 'se pinta' de verde e amarelo – Por Marcela Moraes



Comunidade muçulmana do Amazonas decide homenagear o Brasil e os brasileiros, pintando os dois minaretes (torres) da única Mesquita do Norte com as cores principais da bandeira nacional.


Minaretes foram pintados como gesto de agradecimento ao povo brasileiro
(Winnetou Almeida)

Os minares pintados de verde e amarelo do Centro Islâmico do Amazonas (CIAM), onde também funciona a única Mesquita de Manaus, localizado na rua Ramos Ferreira, no Centro da capital, tem despertado a curiosidade de quem visita e até de quem passa em ao frente ao templo sagrados dos árabes.

A arquitetura típica por si só chama a atenção com as formas características particulares, mas nos últimos dias o detalhe em verde e amarelo têm destacado ainda mais as torres altas (minaretes) à distância. Mas por que as torres que antes eram brancas estariam recebendo essas cores? É uma homenagem ao Brasil?

"Sim, em um simples gesto a comunidade mulçumana decidiu homenagear o povo brasileiro pintando os minaretes, com as principais cores da bandeira brasileira". É o que conta o presidente do Centro Islâmico no Amazonas, Sheik Walid Ali Musa Saleh. 

“Os minaretes estão sendo pintados de verde e amarelo, porque é uma forma singela de homenagear ao povo brasileiro, essa Nação, esse País que abraça e acolhe os mulçumanos de um modo extremamente hospitaleiro e acima de tudo com muito respeito”, diz Saleh Além disso a cor verde representa “Esperança” para os mulçumanos, conta o presidente.

Saleh relata que a decisão em homenagear o Brasil pintando o ponto mais alto da Mesquita, foi decido de forma unânime em comum acordo com a comunidade mulçumana, o gesto é também uma forma de aproximar e incentivar a sociedade em geral a conhecerem melhor sobre o Islamismo e a cultura dos países que praticam esta religião.

“O Islamismo é religião de submissão, religião da paz, impossível uma religião de paz pregar o terrorismo, ou a falta de tolerância, o que acontece é uma falha na interpretação sobre a religião islâmica”, disse.

O presidente revela ainda que após a inauguração em 2012 do Centro Islâmico em Manaus, o número de conversões aumentou consideravelmente. “Desde a inauguração do Centro, nós já registramos um aumento no número de conversões aos islamismos. Entre membros e visitantes nós temos em torno de 260 pessoas que frequentam o lugar”, revelou.

Primeira mesquita do Norte

A primeira mesquita do Amazonas levou quatro anos para ficar pronta é a primeira da Região Norte. O templo foi construído com doações da comunidade árabe em Manaus.

Seguindo a arquitetura otomana e persa, que dão vazão aos espaços interiores, a estrutura da Mesquita de Manaus, onde também funciona o Centro Islâmico do Amazonas, recebe o mesmo estilo das demais obras mulçumanas.

Além dos salões para a realização das rezas, a obra conta também com salas de estudos construídas para oferecer cursos sobre a religião e também para ensinar a leitura do Alcorão aos interessados pelo islã.

Visitas

O Centro Islâmico está aberto para visitas às sextas-feiras a partir de 11h, que é quando acontecem cultos. Uma das principais propostas do Centro, observa Saleh, é a de difundir a cultura islâmica. Visitas em grupos escolares ou de acadêmicos podem ser agendadas pelo telefone (92) 9 9999-9517.

Quem tiver interesse em aprender o idioma árabe, em Abril o Centro pretende abrir vagas para novas turmas, as reservas de vagas poderão ser feitas por meio do site: islamismoam.org.br






Justiça de GO treina religiosos para atuar como conciliadores de conflitos


Intenção é reduzir os processos que poderiam ser resolvidos em conversas. Acordo feito é encaminhado ao poder judiciário e homologado por juiz.

A justiça de Goiás está treinando líderes religiosos para atuarem como conciliadores na solução de conflitos. A intenção é reduzir os processos que poderiam ser resolvidos em conversas.

Uma vizinha achou a deficiência nas pernas da Poliana leve demais para que ela tivesse uma vaga especial na garagem do prédio e mandou um bilhete. 

“Ela não estava concordando, porque eu pulava, eu andava, eu subia escada”, conta. Oito anos depois, a Poliana ganhou na justiça uma indenização por danos morais de R$ 5 mil. 

Quando a desavença entre vizinhos ou a confusão doméstica começa a incomodar demais, existe um caminho alternativo. Em vez de levar a briga para a justiça e esperar anos por uma solução, tem muita gente que tem o hábito de buscar conselhos espirituais e tentar resolver o problema bem pertinho da religião.

Conselheiros e, agora, conciliadores. Padres, pastores e lideres espíritas estão na sala de aula aprendendo com o Tribunal de Justiça de Goiás a mediar conflitos na comunidade. 

“Tradicionalmente, nós fomos treinados para brigar, e não para conversar. E é isso que a gente está tentando reverter”, diz o coordenador de solução de conflitos do TJ-GO, Romério Cordeiro.

Os religiosos recebem 40 horas de treinamento e simulação de conflitos. Eles colocam em prática na sala de catequese da igreja. Uma freira e um católico praticante para ouvir Cintia e Rodrigo, que não se entendem por causa da pensão alimentícia da filha. Uma hora e meia depois de muita conversa e sem discussão. 

“Cada uma das partes resolveu, de acordo com a necessidade de cada um. Eu espero que dê certo”, diz a auxiliar de produção Cíntia Lopes.

“O acordo feito pelo pastor ou pelo padre vai ser encaminhado ao poder judiciário e vai ser homologado por um juiz. Em caso de não cumprimento, ele poderá ser objeto de execução”, explica o juiz e coordenador do movimento de conciliação, Paulo César das Neves.