sexta-feira, 15 de abril de 2016

Do Comunismo. O Destino de Uma Religião Política



O professor, jornalista e cientista político romeno Vladimir Tismăneanu, presidente da Comissão Presidencial Consultiva para a Análise da Ditadura Comunista da Romênia, escreveu este livro como um esforço teórico e também histórico-memorialístico da experiência comunista na Romênia.



Este volume, diz ele, não é um “tratado acerca do comunismo”, mas uma reunião de textos que evidenciam o destino do comunismo como mito político, como religião secular com ambições de explicar a totalidade do mundo e da história humana.


Nele, o autor explica por que, antes de encarnar-se como regime político concreto, o comunismo foi e permanece uma doutrina apocalíptico-revolucionária.

Declaração sobre o momento nacional


O texto foi aprovado pelos bispos reunidos na 54ª Assembleia Geral 

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, na tarde da quinta-feira, 14 de abril, Declaração sobre o momento nacional, dentro das atividades da 54ª Assembleia Geral da CNBB, que acontece em Aparecida (SP), de 6 a 15 de abril. 

Na ocasião, participaram o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha; o arcebispo de Salvador (BA) e vice-presidente, dom Murilo Krieger; o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral, dom Leonardo Steiner. 

Frente à crise ética, política, econômica e institucional pela qual passa o país, o episcopado brasileiro conclama "o povo brasileiro a preservar os altos valores da convivência democrática, do respeito ao próximo, da tolerância e do sadio pluralismo, promovendo o debate político com serenidade. Manifestações populares pacíficas contribuem para o fortalecimento da democracia. Os meios de comunicação social têm o importante papel de informar e formar a opinião pública com fidelidade aos fatos e respeito à verdade".

Confira a íntegra do texto:

DECLARAÇÃO DA CNBB SOBRE O MOMENTO NACIONAL

“Quem pratica a verdade aproxima-se da luz” (Jo 3,21).

Nós, bispos católicos do Brasil, reunidos em Aparecida, na 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), frente à profunda crise ética, política, econômica e institucional pela qual passa o país, trazemos, em nossas reflexões, orações e preocupações de pastores, todo o povo brasileiro, pois, “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Gaudium et Spes, 1).

Depois de vinte anos de regime de exceção, o Brasil retomou a experiência de um Estado democrático de direito. Os movimentos populares, organizações estudantis, operárias, camponesas, artísticas, religiosas, dentre outras, tiveram participação determinante nessa conquista. Desde então, o país vive um dos mais longos períodos democráticos da sua história republicana, no qual muitos acontecimentos ajudaram no fortalecimento da democracia brasileira. Entre eles, o movimento “Diretas Já!”, a elaboração da Carta Cidadã, a experiência das primeiras eleições diretas e outras mobilizações pacíficas.

Neste momento, mais uma vez, o Brasil se defronta com uma conjuntura desafiadora. Vêm à tona escândalos de corrupção sem precedentes na história do país. É verdade que escândalos dessa natureza não tiveram início agora; entretanto, o que se revela no quadro atual tem conotações próprias e impacto devastador. São cifras que fogem à compreensão da maioria da população. Empresários, políticos, agentes públicos estão envolvidos num esquema que, além de imoral e criminoso, cobra seu preço. 

Quem paga pela corrupção? Certamente são os pobres, “os mártires da corrupção” (Papa Francisco). Como pastores, solidarizamo-nos com os sofrimentos do povo. As suspeitas de corrupção devem continuar sendo rigorosamente apuradas. Os acusados sejam julgados pelas instâncias competentes, respeitado o seu direito de defesa; os culpados, punidos e os danos, devidamente reparados, a fim de que sejam garantidas a transparência, a recuperação da credibilidade das instituições e restabelecida a justiça. 

A forma como se realizam as campanhas eleitorais favorece um fisiologismo que contribui fortemente para crises como a que o país está enfrentando neste momento.

Uma das manifestações mais evidentes da crise atual é o processo de impeachment da Presidente da República. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acompanha atentamente esse processo e espera o correto procedimento das instâncias competentes, respeitado o ordenamento jurídico do Estado democrático de direito. 

A crise atual evidencia a necessidade de uma autêntica e profunda reforma política, que assegure efetiva participação popular, favoreça a autonomia dos Poderes da República, restaure a credibilidade das instituições, assegure a governabilidade e garanta os direitos sociais.  
De acordo com a Constituição Federal, os três Poderes da República cumpram integralmente suas responsabilidades. O bem da nação requer de todos a superação de interesses pessoais, partidários e corporativistas. A polarização de posições ideológicas, em clima fortemente emocional, gera a perda de objetividade e pode levar a divisões e violências que ameaçam a paz social.

Conclamamos o povo brasileiro a preservar os altos valores da convivência democrática, do respeito ao próximo, da tolerância e do sadio pluralismo, promovendo o debate político com serenidade. Manifestações populares pacíficas contribuem para o fortalecimento da democracia. Os meios de comunicação social têm o importante papel de informar e formar a opinião pública com fidelidade aos fatos e respeito à verdade.

Acreditamos no diálogo, na sabedoria do povo brasileiro e no discernimento das lideranças na busca de caminhos que garantam a superação da atual crise e a preservação da paz em nosso país. “Todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a se preocupar com a construção de um mundo melhor” (Papa Francisco).

Pedimos a oração de todos pela nossa Pátria. Do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, invocamos a bênção e a proteção de Deus sobre toda a nação brasileira.

Aparecida - SP, 13 de abril de 2016.

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia

Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB







O nascimento do cemitério: Lugares sagrados e terra dos mortos no Ocidente medieval


O livro de Michel Lauwers altera e enriquece de forma significativa nossa percepção da sociedade medieval.



O estudo apoia duas mudanças de ponto de vista afirmadas pela historiografia recente. Em primeiro lugar, que as relações sociais no período não são estáticas e que as razões da dominação não estão depositadas apenas na força das armas e no temor religioso.

A obra propõe um quadro diferente à imaginação comum congelada em torno da ideia de uma sociedade cuja organização encontra-se completamente orientada pelos laços feudo-vassálicos, em que a aristocracia, que inclui os homens de poder do clero, se apropria da riqueza produzida por aqueles que trabalham.

Sem romper com a ideia de sociedade feudal, Lauwers desvenda aspectos cruciais de sua constituição ideológica e funcionamento cotidiano. Néri de Barros Almeida (do Prefácio)

Serviço:

Livro: O nascimento do cemitério: - Lugares sagrados e terra dos mortos no Ocidente medieval
Autor: Michel Lauwers
Tradutor: Robson Murilo Grando Della Torre
ISBN: 978-85-268-1226-0
Edição: 1
Ano: 2015
Páginas: 400
Dimensões: 16x23

Sobre o Autor

Michel Lauwers é professor de História Medieval da Universidade de Nice, Diretor de Pesquisas do CNRS e autor, entre outros, de La mémoire des ancêtres, le souci des morts. Morts, rites et société au Moyen Age, Paris, Beauchesne, 1997. É co-autor da obra organizada por Monique Zerner, Inventar a heresia? Discursos polêmicos e poderes antes da Inquisição, também publicada pela Editora da Unicamp.