quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Convite


ONG cria Ganesha biodegradável para rituais na Índia


Religião é um assunto com forte potencial para gerar polêmica. Quando aliado a outra questão importante como o meio ambiente, o tema se torna duplamente delicado.

Aqui no Brasil, por exemplo, uma discussão surge sempre às vésperas e após a virada do ano: os rituais de oferenda a Iemanjá, orixá cultuada nas religiões de matriz africana como o Candomblé e a Umbanda.

A mitologia em torno da divindade cita seu apreço por adornos e flores e, para homenageá-la, devotos costumam realizar oferendas no mar em celebração a sua criadora. A grande questão é que os materiais lançados na água não são biodegradáveis, pelo contrário, causam enormes danos à vida marinha.

Algo semelhante acontece na Índia. A celebração à Ganesha, deus do hinduísmo representado por uma imagem que mistura elementos animais com humanos, as pessoas costumam realizar rituais de oferta em uma escala inclusive muito maior que o que ocorre no Brasil. Estátuas são jogadas no mar e pode-se imaginar quão nocivas são para o meio ambiente.

A ONG indiana Sprouts Environment Trust resolveu ir além das opiniões em torno da validade ou não da religião e, levando em consideração a importância cultural que ela tem para o país, criou uma solução inteligente e ecologicamente correta para o problema.

Com a ajuda da Ogilvy Mumbai, a organização desenvolveu versões sustentáveis das estatuas de Ganesha utilizadas nos rituais. Tendo como matéria prima uma ração para peixes, as imagens se tornam biodegradáveis e inofensivas à fauna marinha.

A campanha "God Save the Ocean" ("Deus salve o oceano", em tradução livre do inglês) serve como exemplo de solução que não ofende a importância da religião para aquela população e conscientiza sobre os cuidados com o meio ambiente, além de ajudar efetivamente na causa. 





Mudanças Climáticas e Religião



A percepção da urgência na discussão e, principalmente, na ação de entidades em relação às mudanças climáticas foi um dos pontos-chave da Conferência do Clima de Paris. Porém, o fim da COP-21 foi apenas o começo de um trabalho intenso e contínuo.


Para dar seguimento às discussões sob a perspectivas de atuação das organizações religiosas e afins, o Painel Permanente da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) organizará um seminário online, no qual discutirá desdobramentos para a questão climática.

Liderado pelo Chefe de Equipe da UNFCCC, Daniele Violetti, o seminário, que contará também com a participação de nossos parceiros do GreenFaith, terá o Acordo de Paris como base e visará auxiliar um melhor posicionamento dos grupos de fé em torno das mudanças climáticas. Seminário virtual: “Fé e Clima depois de Paris”


QUANDO: 
18 de Fevereiro (quinta-feira), às 11h, horário de Brasília

CADASTRO: http://tinyurl.com/climateafterparis

Para participar, é preciso se cadastrar no http://tinyurl.com/climateafterparis

Fonte: https://zoom.us 



Calendário popular de Uberaba conta com o “Dia da Umbanda” – Por Rodrigo Garcia/CMU


O vereador Kaká Se Liga conseguiu incluir o:

“Dia Municipal da Umbanda” 


No calendário popular de UberabaO vereador Kaká Se Liga (PSL) conseguiu incluir o “Dia Municipal da Umbanda” no calendário popular de Uberaba. A matéria foi aprovada, anteontem (15/02), na primeira sessão legislativa de Fevereiro, ficando definido que a comemoração municipal seguirá o molde nacional, em consonância com o Decreto-Lei assinado pela presidente Dilma Rousseff, que oficializou o “Dia Nacional de Umbanda” no dia 15 de Novembro.

“Nesta data, podemos realizar várias celebrações em torno desta religião em Uberaba, de forma oficial, porque a Umbanda é uma religião brasileira com muitos adeptos e que precisa ser valorizada”, destacou.

Em Uberaba, segundo Kaká, existem vários templos religiosos conhecidos como “terreiros”, que são os locais onde acontecem os cultos, os quais seguem principalmente uma cultura afrodescendente.

“A inclusão é uma conquista para os praticantes de Umbanda em Uberaba. A religião é diversificada por trazer em sua concepção a mistura de crenças do catolicismo e espiritismo e pregar os rituais de origens africana e indígena. O município tem que valorizar esta diversidade religiosa que existe na Umbanda, porque ela faz parte da história do nosso país”, contou.

Segundo historiadores da cultura religiosa, no dia 15 de Novembro de 1908, um espírito teria se manifestado pela primeira vez em um jovem médium de 17 anos, Zélio Fernandino de Moraes, sendo orientado a criar um novo culto: a Umbanda. Zélio estava sofrendo com uma paralisia que nenhum médico, da época, conseguia explicar.

Então, um amigo da família do garoto aconselhou que ele fosse levado a uma Federação Espírita do Rio de Janeiro, onde o jovem incorporou o caboclo das Sete Encruzilhadas e foi anunciada a fundação da nova religião no Brasil. 






Livro discute passado, presente e futuro do Cristianismo



A obra: "O futuro de fé”, de autoria de Harvey Cox, pela Editora Paulus, apresenta uma reflexão sobre a configuração da fé cristã e os caminhos que ela deve tomar no século XXI. 


Em virtude das mudanças globais e diante de um aparente ressurgimento do fundamentalismo, o autor questiona se o Cristianismo pode sobreviver como uma fé viva e fecunda.

O livro está dividido em 15 capítulos. Cox divide a história cristã em três períodos: o primeiro é a chamada "Idade da Fé”, que ressalta os primeiros séculos do Cristianismo, momentos em que os primeiros seguidores de Jesus abraçavam a fé, a esperança, o anúncio do Evangelho e viviam em seu espírito.

No segundo período, o autor aborda a "Idade da Crença”, do Concílio de Niceia ao fim do século XX, tempo em que a Igreja substituiu a fé em Jesus pelo dogma acerca dele. No terceiro, reflete sobre a "Idade do Espírito”, período que, segundo ele, pode ser compreendido como o momento atual que os cristãos estão vivendo, a redescoberta da fé e do mistério de Deus.

Para Harvey Cox, o mesmo espírito que vivificou a Idade da Fé está vivificando agora o Cristianismo global, por meio de diversos movimentos, como o pentecostalismo e Teologia da Libertação. Com efeito, um dos objetivos da obra é convidar o/a leitor/a a pensar em novos modos sobre a fé e no futuro da religião.

Harvey Cox é professor da Harvard Divinity School [Estados Unidos] desde 1965 e ministro de confissão batista. Suas pesquisas se concentram nas relações entre religião, cultura e política, priorizando questões como urbanização, desenvolvimento teológico no mundo cristão, relações judaico-cristãs e movimentos espirituais contemporâneos (sobretudo Pentecostalismo).

Ficha Técnica

Título: O futuro da fé
Editoria Paulus
Autor: Harvey Cox

Páginas: 296