sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Oração do amor selvagem apresenta debate sobre fé e fanatismo


Terceiro longa do cineasta Chico Faganello foi inspirado em histórias de jornais catarinenses.

Histórias tiradas de notícias de jornais catarinenses entre 1979 e 1984 serviram de mote para Oração do amor selvagem, terceiro longa da carreira do cineasta Chico Faganello. Em comum, as notícias envolviam intolerância, especialmente a religiosa.

O limite entre fé, razão e bom senso é que move os personagens defendidos por Chico Diaz, Sandra Corveloni e Ivo Müller. Chico é o protagonista, um homem que sai da fazenda onde mora com a filha pré-adolescente por não querer participar da seita religiosa comandada pelo dono do local.

Pai e filha vão para uma cidade do interior e são acolhidos por um pastor, que logo se revela tão fanático quanto o fazendeiro. Só que desta vez não será tão fácil abandonar a religião porque o homem se apaixonou pela irmã do pastor.

Saiba mais

A trilha sonora de Oração do amor selvagem é composta, em sua maioria, por faixas inéditas. Dois dos hinos foram compostos por Zeca Baleiro, que os gravou na companhia de um coral da cidade catarinense Antônio Carlos.






Livro relembra compromisso do Pacto das Catacumbas



O livro 

"El Pacto de las Catacumbas: la misión de los pobres en la Iglesia” [O Pacto das Catacumbas: a missão dos pobres na Igreja]

Celebra os 50 anos do Concílio Vaticano II e do Pacto das Catacumbas, que continua como mensagem atual e inspiradora para a Igreja. 


O objetivo dos autores foi renovar o compromisso eclesial do Pacto das Catacumbas e reforçar o convite do papa Francisco para ser uma Igreja pobre, que evangeliza e serve aos homens a partir da pobreza.

A obra traz o texto do Pacto, a lista de signatários e alguns trabalhos significativos de diversos autores sobre o tema. Lançado pela editora espanhola Verbo Divino, a obra se divide em seis capítulos:

O contexto do Pacto: sentido e origem
Teologia de base: uma história que vem de tempos antigos
Um lugar especial: o Pacto na Igreja da América latina
Um pacto missioneiro: evangelizar os pobres, os pobres evangelizam
Um pacto de vida cristã: maturidade, pobreza, comunhão
Testemunhos


Ficha técnica
O Pacto das Catacumbas: a missão dos pobres na Igreja
Ano: 2015
Editora: Verbo Divino

Páginas: 258







Europa está cansada de tolerância? – Por Aleksei Danichev


No município dinamarquês de Randers os políticos querem garantir que em todas as entidades públicas seja servida carne suína e almôndegas. 

A exigência política veio como a resposta à aumentada religiosidade da sociedade, informa o site: Politico.dkCarne suína é um ingrediente tradicional da cozinha dinamarquesa, por isso deve ser servida em todas as entidades públicas, inclusive para crianças, independentemente da religião que professam ou da nacionalidade e cultura.

Pelo menos, a maioria burguesa (A Esquerda e o Partido Popular Dinamarquês, de extrema-direita) de Randers partilha da decisão e da respectiva opinião. A recém-divulgada exigência dos políticos fez reviver o diálogo antigo sobre a carne suína e cardápios em entidades públicas não só nesse município, mas também no Parlamento do país.

Já por vários anos em muitos jardins de infância e escolas preparatórias a carne suína e pratos que contêm essa carne não são servidos porque crianças de famílias muçulmanas não podem comê-la. À primeira vista, o problema tem a ver com a alimentação, mas na realidade toca questões de valores, diferenças culturais e o lugar da religião na vida secular.

Um representante do Partido Popular Dinamarquês, Frank Norgaard, divulgou ao jornal Politico que atualmente o país pode perder algo que mais cedo foi natural, para “contentar um grupo determinado”. 

Ninguém quer forçar crianças muçulmanas a comer almôndegas, explicou. Segundo Norgaard, só é preciso conseguir fazer aparecer carne suína no cardápio, e para aqueles que não podem comê-la, deve haver uma alternativa, por exemplo, carne de frango.

“Claro que vamos respeitar a religião, mas não à custa da boa comida dinamarquesa”, disse. A exigência dos dois partidos será considerada na próxima semana, e a decisão final será tomada pelo conselho de municipalidade até o fim do ano.

O comissário de questões da integração do Partido conservador, Naser Khader, declarou em entrevista ao jornal que a questão sobre o cardápio é da competência de conselhos municipais de cada cidade, mas ele compreende as razões para indignação em Randers.

“É preciso fazer com que a mostra de tolerância e respeito à minoria não prejudicaria a maioria. Nós vimos que em muitas entidades só a carne Halal [que corresponde às regras do Islã] é servida, mas há crianças de muitas famílias que estão contra Halal”, sublinhou.

Ele também chamou atenção ao fato que a tolerância vai fora de necessidade, argumentando a sua opinião pelo fato que durante as suas visitas à 20 de 22 países árabes existentes, nunca viu salas de oração em entidades públicos:

“Para que eles existem em Dinamarca? É demasiado. A sua religião pode ser seguida privadamente”. Os moradores também estão prontos para defender as suas tradições. “Obviamente, chegou a hora de insistir na carne suína”, insiste Martin Skriver, que habita na capital, Copenhague.