quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

CNBB divulga nota sobre o momento nacional


Na terça-feira, 8 de Dezembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota sobre o momento nacional. 

O texto é assinado pela Presidência da entidade constituída pelo arcebispo de Brasília e presidente, dom Sergio da Rocha; pelo arcebispo de Salvador e vice-presidente, dom Murilo Krieger; e pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral, dom Leonardo Steiner. 

“Neste momento grave da vida do país, a CNBB levanta sua voz para colaborar, fazendo chegar aos responsáveis o grito de dor desta nação atribulada, a fim de cessarem as hostilidades e não se permitir qualquer risco de desrespeito à ordem constitucional”, diz um trecho da nota. 

No texto, a CNBB apela para o diálogo e para a serenidade e expressa repúdio ao recurso da violência e da agressividade nas diferentes manifestações sobre a vida política do país. Confira, abaixo, a íntegra da nota.

Nota sobre o momento nacional


E nós somos todos irmãos e irmãs (cf. Mt 23,8)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, fiel à missão evangelizadora e profética da Igreja, acompanha, com apreensão e senso de corresponsabilidade, a grave crise política e econômica que atinge o país e, mais uma vez, se manifesta sobre o atual momento nacional. 

Ao se pronunciar sobre questões políticas, a CNBB não adota postura político-partidária. Não sugere, não apoia ou reprova nomes, mas exerce o seu serviço à sociedade, à luz dos valores e princípios fundamentais da Doutrina Social da Igreja. Desse modo, procura respeitar a opção política de cada cidadão e a justa autonomia das instituições democráticas, incentivando a participação responsável e pacífica dos cristãos leigos e leigas na política. 

Neste momento grave da vida do país, a CNBB levanta sua voz para colaborar, fazendo chegar aos responsáveis o grito de dor desta nação atribulada, a fim de cessarem as hostilidades e não se permitir qualquer risco de desrespeito à ordem constitucional. Nenhuma decisão seja tomada sob o impulso da paixão política ou ideológica. Os direitos democráticos e, sobretudo, a defesa do bem comum do povo brasileiro devem estar acima de interesses particulares de partidos ou de quaisquer outras corporações. É urgente resgatar a ética na política e a paz social, através do combate à corrupção, com rigor e imparcialidade, de acordo com os ditames da lei e as exigências da justiça.

Para preservar e promover a democracia, apelamos para o diálogo e para a serenidade. Repudiamos o recurso à violência e à agressividade nas diferentes manifestações sobre a vida política do país, e a todos exortamos com as palavras do Papa Francisco: “naquele que, hoje, considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o vosso irmão e detende a vossa mão! (...) Ide ao encontro do outro com o diálogo, o perdão e a reconciliação, para construir a justiça, a confiança e a esperança ao vosso redor” (Mensagem para a Celebração do XLVII Dia Mundial da Paz, 1º de janeiro de 2014, 7). 

Confiamos o Brasil ao Senhor da vida e da história, pedindo sabedoria para os governantes e paz para nosso povo. 

Imaculada Conceição, vosso olhar a nós volvei, vossos filhos protegei!


Brasília-DF, 08 de Dezembro de 2015

Dom Sergio da Rocha - Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB - Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA - Vice-presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner - Bispo Auxiliar de Brasília-DF - Secretário Geral da CNBB






Alemanha vai ganhar o primeiro “templo da religião mundial” – Por Jarbas Aragão



Edifício servirá como sinagoga, mesquita e igreja.

Com o afluxo de milhões de refugiados para a Europa nos últimos meses, a Alemanha está no centro do debate que tem dividido os europeus. Principal destino dos homens e mulheres que desejam recomeçar a vida longe da pobreza e da guerra, o discurso alemão tem sido o da tolerância, em especial por que a imensa maioria dos que chegam são muçulmanos.

Agora, a iniciativa House of One (Casa de Um Só) comemora o primeiro milhão de euros doado para a construção do que é chamado de o primeiro “templo da religião mundial”. O edifício servirá como sinagoga, mesquita e igreja ao mesmo tempo.

O local multirreligioso é a primeira inciativa do gênero no mundo. O início das obras está marcado para os primeiros meses de 2016. Ano passado, quando o projeto foi lançado, o rabino Tovia Ben Chorin estava ao lado do pastor luterano Gregor Hohberg e do imã Kadir Sanci. 

Enquanto em vários países do mundo os muçulmanos matam e perseguem os membros de outras religiões, na Europa secularizada, seu discurso é de “paz e tolerância”Com orçamento de 43 milhões de euros, o site da House of One, disponível em sete idiomas, explica que qualquer pessoa poderá contribuir, comprando um tijolo. Ele usa o mesmo raciocínio dos projetos de crowdfunding, cada um dá um pouco para que no final todos ganhem.

Também explica que os seguidores de outras religiões serão convidados para os diferentes cultos na House of One. O foco principal do templo multirreligioso é atrair os jovens, que dificilmente são vistos nas igrejas. Os judeus em Berlin são uma comunidade pequena. Por outro lado, a presença de muçulmanos é crescente em toda a Europa.

O espaço que concretiza o ecumenismo será usado pelos islâmicos na sexta, judeus no sábado e cristãos no domingo, respeitando o “dia sagrado” de cada grupo. Nos demais dias da semana, terá atividades diversificadas.

O projeto arquitetônico foi escolhido em um concurso e recebeu total apoio da Comunidade Judaica de Berlim, do Seminário Abraham Geiger, do Fórum de Diálogo Intercultural Islâmico e da Congregação Luterana das Igrejas.

O prédio ficará na Praça Petriplatz, no centro histórico da cidade. O terreno está vazio e funciona como estacionamento. Curiosamente, durante séculos naquele terreno cristãos celebraram seus cultos.

Vários prédios diferentes abrigaram congregações de cristãos, até a última igreja ser parcialmente destruída na Segunda Guerra Mundial. Acabou sendo demolida em 1964, durante o regime comunista, pois fica numa região que pertencia à antiga Alemanha Oriental.





A crença na identidade contra a fragilidade do absoluto: a teoria da religião de Žižek - Por Christian Ingo Lenz Dunker



O pensamento de Slavoj Žižek chegou ao Brasil pelas mãos dos psicanalistas e se disseminou pela via dos teóricos críticos. 

Assim como nos Estados Unidos Žižek está associado ao cinema, no resto do mundo ele surge como uma espécie de representante maior desta nova forma de pensar e de fazer política, que são as ocupações, esquerda sem doutrinação partidária, crítica sem o amargo sabor universitário, psicanálise sem reverência. Mas talvez a face menos conhecida e quiçá mais explosiva deste pensador esloveno seja a sua teoria da religião.

Em livros como O amor impiedoso (Autêntica, 2012), A monstruosidade de Cristo (Relógio D´Água, 2008) e no recentemente lançado O absoluto frágil: ou, por que vale a pena lutar pelo legado cristão? (Boitempo, 2015), Žižek marca mais um ponto neste tema estrutural para a realidade fantasmática brasileira: a crença.

Muito antes dos ataques ás torres gêmeas e a emergência da noção política de terrorismo, já havia no autor de A marionete e o anão: o cristianismo entre perversão e subversão (Relógio D´Água, 2006) um desconforto com aquilo que se poderia chamar de religiosidade pós-moderna. O tema parece ter evoluído a partir da percepção de que há uma espécie de afrouxamento relativo de nossas formas religiosas, particularmente entre as classes médias esclarecidas do ocidente cristão.

Aqui há dois processos que são lidos de forma contra intuitiva. O primeiro sugere que o progresso da modernidade traz um crescente distanciamento de verdades teológicas com o desencantamento do mundo, a individualização dos costumes e a secularização dos valores. Isso explica a disseminação destas novas modalidades de espírito do capitalismo: o capitalismo ecumênico, orientalista, new-age, ecológico, zen-budista, roots ou gótico-demonológico.

O segundo processo nos faz pensar que o retorno dos fundamentalismos, o acirramento de ódios étnicos e a polarização israelo-palestina são exemplos de atraso na marcha do esclarecimento. Retenções que devem ser resolvidas pela aplicação sumária e bélica de princípios de democracia liberal e de livre mercado.

Ora, os dois processos devem ser criticados como sintomas complementares de uma espécie de enfraquecimento ou de desimplicação generalizada de nossas formas de crença. Da sua combinação nascerá posteriormente o fundamentalismo islâmico, fenômeno que é a um só tempo resistência contra a ocupação ocidental e crítica de suas crenças inautênticas.

Contra essa espécie de crença edulcorada, perfeitamente compatível com os ideais de aumento de produtividade, apaziguamento da contradição e auto-empreendorismo, ao modo de As Sete Leis Espirituais do Sucesso ou O Monge Executivo, e contra este Outro islâmico, africano e bárbaro que seria nossa sombra, Žižek pretende fazer uma desconstrução interna.

Ou seja, antes de tudo ele quer desfazer nosso ateísmo preguiçoso que acha fácil acreditar em “nada” e justamente por isso continuar a fazer o que sempre fez. Ora, este é o núcleo ideológico da nova crença, que entende que acreditar é uma espécie de fé íntima, de zona de princípios pessoais, composta por sentimentos intocados de nossa pureza interior. Não é nada disso. Nossas crenças são fatos interiores, mas acontecimentos exteriores. Elas são o que nós fazemos, e não o que nós achamos que fazemos. Nossas crenças ligam, misteriosamente, atos e desejos. Elas não são explicações retrospectivas que justificam qualquer coisa.

Portanto, não são nossas boas ou más intenções “por trás” do que efetivamente fazemos, nem a consequência imediata de nossos atos que fazem nossas crenças, mas a ligação mágica entre as duas coisas. Esta ligação frágil, contudo, absoluta, é o que nos prende ou liberta em uma crença. É por isso que o consenso ideológico atual estimula a inconsequência e a irresponsabilidade diante do que se crê, condena a veemência com que alguém se agarra a uma ideia e valoriza que as crenças devem ser relativas, plásticas, adaptáveis aos contextos mutantes.

O que temos aqui é simplesmente um conceito falso do que vem a ser uma crença. Como dizia Pascal: “ajoelha e reza… não se preocupe com a crença, ela virá por si mesma”. Por isso, se você faz a ceia, troca presentes, folga no dia 25 de Dezembro e paga a caixinha de Natal, não importa muito que você diga que é por causa das crianças, ou porque é um velho hábito familiar, ou pior, diga que esta é uma festa inventada pelo comércio capitalista que você participa “mesmo não levando a sério”.

A verdade, ainda que dolorosa, é simples: você acredita em Papai Noel. Por outro lado, se você acha que a prática do aborto viola algum tipo sagrado de crença na vida, ou se você entende que homossexuais são produto de uma espécie de doença espiritual, não se engane, você é sim uma espécie de fundamentalista de ocasião.

Um exemplo mais atual. Não importa se você diz que a redução de custos é um princípio moral incontornável, ou se você pensa que a acumulação de alunos em uma sala de aula corresponde a uma, sempre desejável, otimização de recursos:se você fecha escolas, você acredita em prisões. 

Por outro lado, se você acredita que o uso de violência policial contra alunos (depois de recusar-se a negociar sobre o processo de reorganização das escolas) está inspirado em algum princípio sagrado de ordem e autoridade, não importa se você é governador cristão ou liberal: no fundo, você é um fundamentalista.

Contra este regime de crenças orquestrado pelo cinismo de um lado e pela paixão regressiva pela essência de certos valores do outro, será preciso, primeiro, desativar a falsa solução necessária. 

Ou seja, o ateísmo fácil e sua atitude complacente, baseada no ideal de tolerância e paz. Depois disso é preciso mostrar como os crentes não são tão crentes quanto eles acreditam. Eles estão enganados, sobretudo, sobre esta partilha imaginária entre “nós” (que acreditamos na mesma coisa) e “eles” (que acreditam em valores diferentes).

Tomemos, por exemplo, o decálogo moderno representado pela declaração dos direitos do homem. Ele facilmente se traduz em termos práticos pelo seguinte: segurança e privacidade (direito ao adultério e corrupção), busca da felicidade e propriedade (direito de roubar e explorar os outros), liberdade de imprensa e opinião (direito de mentir), possuir armas (direito de matar), liberdade de crença (direito de adorar falsos deuses). 

A consequência é que nossa religião do direito é apenas a negação do decálogo. Ela espelha e cria a condição de que o verdadeiro fiel só pode se apresentar na condição de vítima. Vê-se assim que o que o crente dócil, supostamente auto-esclarecido, e o terrorista infame, saído das profundezas do Outro, têm em comum é a crença na identidade.

Disso decorre a política multicultural cuja regra é a luta de todos contra todos, tanto do lado do poder, quanto do lado dos destituídos do poder. Por isso, a verdadeira oposição não está entre partidários da identidade, fundamentalistas que acreditam em princípios sólidos e literais contra partidários da diferença, que respeitam tolerantemente opiniões, diversidades étnicas e de gênero, mas entre estes que acreditam nas identidades, como fator de valência política, e os que lhes são produtivamente indiferentes, como uma posição ética.

Esta é a fragilidade do absoluto. Estamos fartos de discursos que descartam o absoluto transcendental, para logo em seguida impor leis, regras e mesmo violência como razão de Estado. Seria melhor admitir que o absoluto está na fugacidade de um olhar, no heroísmo discreto de um gesto que não procura capitalizar seus efeitos em termos de ganhos de identidade.

A oposição transformativa não se dá entre particularistas (defensores de agrupamentos específicos) contra universalistas (que postulam princípios gerais), mas entre adoradores da identidade e o universalismo negativo que afirma que a única solução para este dualismo é a admissão do vazio e da falta como elemento singular que nega a ambos. 

O absoluto frágil é este universal extraído do particular, esta diferença interna a toda e qualquer identidade. Tudo se passa como se devêssemos sim radicalizar nossas crenças a ponto de nos responsabilizarmos mais por elas e para enfim nos separarmos das falsas crenças das quais nos acreditamos falsamente livres. Aqui a lição de Lacan é incontornável:

“…chegamos ao fim quando duas partes da divisão não são mais duas metades, partes de um elemento prévio, quando não temos mais uma divisão entre alguma coisa e outra (alguma) coisa, mas sim uma divisão entre alguma coisa e nada.” (Slavoj Žižek, O absoluto frágil. São Paulo, Boitempo: 2015, p. 65.)

Será ainda mais contundente ao final do livro quando depois de discutir o legado cristão e o judaísmo, depois de aplicar esta divisão ao islamismo (no “Prefácio à segunda edição”) e depois de mostrar que o absoluto frágil é um acontecimento contingente, uma espécie de “sorriso caloroso e afetuoso de uma pessoa que, em condições normais pareceria feia e rude” (O absoluto frágil, p.126) nos é apresentada a ideia de que a estrutura de nossa crença ocidental judaico-cristã pode ser pensada como Lacan pensou nosso processo de sexuação.

O absoluto frágil é certamente um livro curioso. Em certo sentido profético e antecipatório em relação ao colapso de nossas oposições clássicas em termos de crenças, cujo desmoronamento é contemporâneo do desmoronamento das torres gêmeas, que com elas levaram o relativismo benévolo de um Derrida à americana.

Por outro lado, é um livro anacrônico porque se dedica mais à nossa crença banal neurótico-cêntrica e normalopática do que ao problema do terror e do fundamentalismo.

Contudo, o que o torna este um livro contemporâneo é sua profunda atualidade para ler a situação brasileira. Com ele, podemos entender como os melhores esforços para modernizar o país acabaram se tocando, quase que em pé de igualdade, com as crenças mais retrógradas em termos do neofundamentalismo á brasileira.

A cultura das vítimas, a caça à corrupção, a chantagem como instrumento do cinismo, a crença interpassiva… tudo isso se poderá ver e ler a céu aberto na pantomima e no faroeste caboclo que se forma em nosso país.






Islandeses convertem-se a antiga religião suméria que defende... menos impostos – Por Stoyan Nenov



O zoísmo é a religião que mais cresce no país e o número de crentes já supera o de muçulmanos.

Mais de 3100 islandeses, quase 1% da população da ilha, registaram-se nas últimas semanas como seguidores dos antigos deuses e deusas da Suméria, como forma de protesto. 

Na realidade, os islandeses estão a converter-se ao zoísmo, uma religião em que até o porta-voz se afirma agnóstico e que promete devolver os impostos religiosos que os cidadãos são obrigados a pagar.

O fenómeno acontece porque na Islândia a população é obrigada a registar a sua religião e parte dos impostos é encaminhada para as respectivas igrejas. Mas os ateus e pessoas sem religião têm de pagar na mesma. "Não há outra opção", declarou Sveinn Thorhallsson, porta-voz da religião. "Quem não está afiliado ou pertence a religiões não registadas paga impostos mais altos".

Na Islândia cerca de 75% das pessoas estão registadas na Igreja Evangélica Luterana, mas há mais de 40 outras religiões que se qualificam para as "taxas paroquiais", segundo o jornal The Guardian. A contribuição de cada cidadão para as instituições religiosas, segundo o orçamento do próximo ano, ronda os 75 euros.

O zoísmo foi aceite como religião no país em 2013 e baseia-se na adoração dos 13 principais deuses e deusas da antiga Suméria, uma civilização que se localizava no atual Iraque e Koweit, pelo menos 3500 anos antes de Cristo. O número de seguidores já supera o de muçulmanos.

No site da religião caracteriza-se o zoísmo como "uma plataforma para os membros porem em prática a antiga religião da Suméria", mas também como uma organização que defende totalmente a liberdade religiosa e a liberdade de não ter religião. 

"O objetivo principal da organização é que o governo revogue qualquer lei que garanta mais privilégios, financeiros ou outros, a organizações religiosas do que a outro tipo de organizações".

Os zoístas pedem ainda que o registro da religião de cada cidadão seja abolido. Quando estas condições forem aceites o zoísmo deixará de existir, garante o texto. Numa sociedade moderna "o estado não deveria registar as crenças das pessoas", disse Thorhallsson ao The Guardian.

Há, no entanto, oposição. Stefán Bogi Sveinsson, membro do Partido Progressista, defende que o zoísmo não é uma religião. "Ninguém se registou na organização para praticar o zoísmo ", explica. "As razões para se registarem são apenas duas: para poupar dinheiro ou protestar contra a legislação sobre organizações religiosas".

Além disso, o fisco islandês disse um jornal que se a religião reembolsar os crentes terá depois de pagar impostos sobre essa transação.

O porta-voz zoísta, que se declara agnóstico, garante que, apesar de tudo, há de facto algum interesse pela antiga civilização Suméria. "Organizámos uma cerimónia com leituras de poesia suméria. Agora estamos a planear outra".