quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Convite


Devoção à Apple já se tornou um culto religioso, explica pesquisadora



O lançamento do iPhone 6s e iPhone 6s Plus na última sexta-feira (25/09) trouxe de volta uma realidade que já estamos acostumados a ver todos os anos: basta a Apple trazer um novo produto para que os fãs façam enormes filas em frente às lojas para ter a novidade em mãos o quanto antes.

E, se para muitos isso é apenas um fanatismo bobo, alguns especialistas vêem nesse comportamento o mesmo padrão de qualquer outro culto religioso.

Pode parecer exagero, mas é exatamente o que pensa a professora da Universidade de Nova York, Erica Robles-Anderson. Ela é historiadora cultural e percebeu algumas similaridades entre essa devoção do público e o que vemos em muitas religiões mundo afora. 

E o maior exemplo disso foi o entusiasmo das pessoas que esperavam o novo iPhone em frente à Apple Store em Manhattan. Fãs aguardavam ansiosos em frente ao símbolo da Maçã e muitos empunhavam ainda a biografia de Steve Jobs para deixar mais do que evidente sua paixão por aquilo tudo. Na verdade, não é preciso ser nenhum estudioso para fazer um paralelo com outras religiões, não é mesmo?

Para Robles-Anderson, esse tipo de coisa caracteriza de maneira óbvia essa paixão como um culto. E ela explica que a Apple sabe disso e usa essa ideia a cada lançamento de seus produtos, fazendo com que a comunidade se sinta parte daquilo, quase como se estivesse lutando contra algo.

O mesmo pode ser dito de suas lojas. A pesquisadora diz que as grandes e pesadas portas das Apple Store não fazem muito sentido em termos práticos, mas dão ao público a sensação de que aquilo tudo é importante. 

Em tese, é quase como pensar nas portas de uma catedral: aquela grandiosidade faz com que você se sinta pequeno. E, ao entrar no recinto, luzes e escadas conduzem você para algo acima.

Além disso, Robles-Anderson destaca a relação das pessoas nesses ambientes. Segundo ela, o ato de ver e ser visto por outros devotos faz parte dessa ideia do culto. E, como se não bastasse, o atendimento dos funcionários é voltado para ser algo pessoal, como se tudo ali girasse em torno do indivíduo.

Outro ponto que chama a atenção em sua comparação é o modo como ela enxerga os chamados Genius, funcionários das Apple Stores que demonstram a utilização de determinados dispositivos para grupos de consumidores. De acordo com a pesquisadora, esse é o típico padrão de qualquer líder religioso, como um padre ou pastor: é alguém que está ali para instruir e colocá-lo no caminho proposto pelo culto.

Isso tudo parece forçado? Um pouco, mas não há como negar que alguns pontos levantados por ela fazem muito sentido. Essa ideia de que tudo o que a Apple faz é bom e que motiva muita gente a correr atrás de cada produto é algo que a gente está acostumada a ver. E não se trata apenas de não questionar se aquela novidade é boa ou não, mas de desconsiderar o resto em prol daquilo que a empresa oferece.

Como o site CNET relembrou, muita gente simplesmente descartou o Spotify no exato instante em que o Apple Music chegou, isso sem ter a mínima certeza se o serviço seria tão bom quanto. Como a pesquisadora destaca, a ideia de que "a Apple nos traz tudo aquilo que há de bom" já é um forte sinal de que essa paixão está caminhando mesmo para se tornar um culto.

E o curioso é que isso não se repete com outras empresas. Robles-Anderson cita o exemplo da Samsung, que tentou replicar esse efeito Apple no lançamento de seus produtos ao preparar o espaço para receber enormes filas, mas não conseguiu o efeito esperado. 

Para ela, a diferença está no fato de que a fabricante sul-coreana não entendeu a filosofia adotada pela rival de realmente abraçar o seu fã. Não se trata apenas de oferecer uma estrada diferenciada, mas de fazê-lo se sentir especial e parte daquilo como um todo.






Andar com fé – Por Shirley Pacelli


http://app.divirta-se.uai.com.br/access/noticia_133890394703/172344/48/eq.gif Conheça as histórias da rapper evangélica, do ator católico, da cantora que saúda os orixás, do músico espiritualista e da coreógrafa espírita. 

"No cenário do rap gospel, eles se consideram adoradores e não artistas. Respeito, mas é diferente da minha proposta", Tamara Franklin, rapper evangélica. “Que o pão nosso de cada dia não seja só pros bacanas. Nos ensine a perdoar, porque o rancor engana”.

Os versos da canção: Oração, da rapper Tamara Franklin, de 24 anos, que foi criada desde pequena nos cultos da Igreja Batista, mostram o conflito interno que ela trava todos os dias: seguir os preceitos do cristianismo ou se dedicar de maneira mais “agressiva” às questões sociais inseparáveis do rap?

Diferentemente de Joelma, que anunciou recentemente a intenção de se tornar uma cantora gospel para se dedicar exclusivamente “à obra de Deus”, Tamara tenta se desvincular do rótulo gospel. Nome promissor no cenário do hip-hop mineiro, Tamara lançará o CD Anônima em Novembro. 

Seu primeiro contato com a cultura hip-hop se deu dentro de uma igreja em Ribeirão das Neves, quando tinha 8 anos. Ainda hoje, ela frequenta os cultos de uma congregação cuja líder é negra e desenvolve trabalhos voltados à periferia. A comunicação se torna ainda mais fácil quando até os pastores dançam break.

“Sou declaradamente evangélica. Mas acho que dizer que meu trabalho é em prol da religião limita minha arte. Minhas músicas têm essa influência, mas são voltadas, especialmente, para um discurso racial e social”, afirma. 

Conciliar um discurso crítico na arte com o cristianismo, para a rapper, é tarefa árdua. “No cenário do rap gospel, eles se consideram adoradores e não artistas. Respeito, mas é diferente da minha proposta”. Ela afirma que a igreja já colaborou muito na opressão do negro e da mulher.   

Questionando falas de lideranças religiosas, Tamara às vezes é vista como rebelde no meio evangélico. “Muitos gostam de abraçar tudo o que o pastor fala, mas não param para pensar no contexto. Eu convido para a reflexão”, diz. 

Apesar disso, seu público, formado tanto por cristãos quanto por fãs de rap, a recebe bem. “Nunca cheguei no palco com um discurso de querer converter todo mundo”, afirma.

“Católico, apostólico e romântico” que é, o ator Carlos Nunes não imagina como desvencilhar o papel de ator do cristão. O intérprete da popular peça Como sobreviver em festas com buffet escasso tem em Francisco, Do rio ao riso, sobre a trajetória de São Francisco de Assis, seu mais recente espetáculo. A ideia veio depois de uma viagem à Itália, país de origem do santo.

O ator frequenta a Igreja Nossa Senhora da Consolação e Correia, no Santo Agostinho (BH), onde se confessa anualmente. “O padre da paróquia fala italiano e até me ajudou com alguns trechos da encenação”, conta. Contudo, o espetáculo não é católico. “Vou mentir se disser que é. Privilegiamos o ecologista, e não a história da santidade”.

Carlos Nunes diz que, desde criança, “celebrava missas” no Serro, cidade mineira onde foi criado. A mãe achava que ele queria ser padre, quando, na verdade, ele já fazia teatro sem saber. 

“Eu cortava banana em tirinhas bem fininhas para fazer de hóstia. Subia no caixotinho e começava a missa”, relembra. Nunes diz que pauta sua vida pelos princípios cristãos da bondade, justiça e honestidade. “Nunca fui prejudicado ou protegido por declarar abertamente a minha religião”.

Orixás

Preconceito na pele já viveu a cantora Aline Calixto. Suas letras de samba, repletas de referência a orixás, já foram usadas como argumento para deixá-la de fora de um festival. 

“Não vou parar de cantar por isso. Todo esse aparato religioso faz parte da identidade do povo. Acho importante: é uma bandeira que levanto”, afirma.

Com formação católica, como grande parte dos brasileiros, Aline chegou também a se dedicar à umbanda e ao candomblé. Atualmente, não tem vínculo com nenhuma religião. “Faço muita meditação e frequento grupos de estudos filosóficos, como a Instituição Pró-Vida”, diz.

As religiões de matrizes africanas influenciam diretamente o trabalho da sambista. “É normal que eu cante as temáticas afro: é a história do samba. Isso sobrepassa a questão religiosa”.

Meu ziriguidum, terceiro e mais recente disco de Aline, traz duas músicas nessa linha: Ibamolê, que fala de Oxum, orixá de energia feminina, e Lendas da mata, com referências ao folclore brasileiro.

A cantora e compositora se diz grata a tudo que aprendeu e viveu dentro do candomblé e da umbanda. “É sempre encantador quando estou no palco contando a história de algum orixá. A energia que emana daquele momento é muito boa para mim e para o público. Canto com respeito, amor e carinho. As pessoas se sentem tocadas”.

Em tempos de intolerância às orientações religiosas, Aline acredita que os artistas deveriam se posicionar mais. “Acho importante propagar essa onda de respeito”.

Diferença

“O desafio hoje é conviver com a diferença”, avalia Júnia Bertolino, diretora e coreógrafa da Cia. Baobá Minas. O grupo de dança afro-brasileira está prestes a lançar um novo espetáculo sobre mulheres guerreiras, tendo o orixá Ogum, do candomblé, como inspiração. 

A artista, que já cantou em coral de igreja católica e foi do candomblé, hoje se declara uma espírita em busca de autoafirmação e equilíbrio. “Arte para mim é uma forma de comunicação entre Deus e os homens”.

Na preparação corporal do elenco da Baobá, elementos da cultura afro e indígena estão presentes, como a relação do céu e da terra, dos pés fincados no chão, em comunhão com a natureza e a necessidade de se posicionar em círculo. “Dançar é também uma forma de louvar. Dança-se para comemorar tudo: colheita, sol, chuva e até a morte”, diz a coreógrafa.

Fundador e um dos porta-vozes do bloco Pena de Pavão de Krishna, o músico Gustavito defende a espiritualidade universal. “Frequento comunidades ayahuasqueiras, templos hare krishna, casas de umbanda e de candomblé. Tenho influências filosóficas do budismo e adoro cantar a Oração de São Francisco”, diz.

Gustavito diz não pertencer a nenhuma vertente religiosa específica. “Em uma espécie de farra de carnaval, o bloco tem a ousadia de brincar com o sagrado, misturando todas as possíveis formas de espiritualidade”, diz ele. Para o músico, o único preceito a ser seguido é a paz. Suas músicas têm ritmo ijexá (próprio do candomblé), além do samba-reggae, e “entram na atmosfera de boas vibrações, sem preconceito”.


Gustavito afirma que o espiritualismo é algo novo que tem ganho força nas discussões sobre religião. “As pessoas seguem diversos movimentos espirituais, sem ser exatamente devotas de um específico. É uma forma de relação com a religião bem nova, que tem a ver com nosso mundo contemporâneo”.





A essência do cinema iraniano – Por Ana Elizabeth Diniz



O novo cinema iraniano é aquele produzido pós-Revolução Islâmica (1979), em que os diretores usam linguagem metafórica para abordar temas proibidos e como aparato político e de intervenção social.

“Se num primeiro momento, na década de 80, tais diretores realizavam um cinema mais ‘humanista’, depois passam a fazer um cinema com maiores implicações políticas. O maior mérito da cinematografia iraniana é produzir filmes que tocam a alma humana, com simplicidade, por meio de histórias do cotidiano. Os diretores se inspiram na milenar tradição da poesia persa. O cinema é um instrumento de transformação e crítica social”, comenta Graziela Cruz, 49, jornalista com mestrado em cinema pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais.

A fascinação pelo cinema iraniano foi arrebatadora na vida dessa professora de teoria da comunicação na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia e de cursos livres e de extensão na área de cinema. Graziela apresentou, ao lado do professor José Tavares de Barros, o programa “Sala de Cinema”, na TV Horizonte.

“No final dos anos 90, assisti pela primeira vez a um filme iraniano, “Filhos do Paraíso”, do diretor Majid Majidi, que fez muito sucesso no Brasil. Logo percebi que se tratava de uma proposta cinematográfica diferente daquela que nos chega em abundância, que lota a maioria das salas de cinema e que privilegia o ‘mainstream’. Tudo me atraiu: a estética, o ritmo lento do filme, a naturalidade dos diálogos, a ambientação natural, a história envolvente, a presença de crianças e a metáfora poética. Dali em diante, sempre que tinha oportunidade, buscava viajar para aquele outro lado do mundo por meio dos filmes”, relembra a jornalista. 

Segundo ela, “no Irã, a religião não é um aspecto separado de outros setores sociais, como acontece aqui, no Ocidente. Lá, o islamismo dita as normas culturais, morais e está intimamente ligado à condução política do estado. Tanto que o Irã é a única república islâmica do mundo, ou seja, tem um presidente eleito e um governo também religioso, dos aiatolás. Na Revolução Islâmica de 1979, quando o xá Reza Pahlev foi deposto, a grande figura política e religiosa foi o aiatolá Khomeini”.

Graziela ressalta que a religião nos filmes está presente o tempo todo. “O Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, e o islamismo ditam a forma como as mulheres devem se vestir e se comportar em público, os rituais familiares, fúnebres etc. A religião é muito presente, pois é um aspecto cultural. É a própria forma de viver do povo”.

A jornalista diz que o chamado “novo cinema iraniano”, surgido no período pós-Revolução Islâmica de 1979, “colocou em evidência diretores que conseguiram falar de temas universais de forma muito simples, driblando a censura existente no país e inspirados por uma tradição poética persa milenar. Eles produzem um cinema extremamente envolvente e comprometido com os ideais de justiça, paz e liberdade”.

Ela explica que esse cinema “não segue a fórmula hollywoodiana do “início, apresentação do conflito, ápice, solução do conflito, happy end”, mas apenas se ocupa de contar uma história, de forma linear, geralmente a partir de um argumento simples, sobre temas do cotidiano. Não há efeitos especiais, nem grandes astros e estrelas, o famoso star system”.

O respeito ao espectador é atraente. “Os filmes não ‘entregam’ tudo mastigado, com conclusões prontas. Há muitas lacunas, silêncios, vazios a serem preenchidos pelo próprio espectador. Em vários deles, o filme parece não ter fim, pelo menos o “fim” a que estamos acostumados. Simplesmente não há um desfecho conclusivo, é como se a história continuasse depois que o filme termina. Essa falta de conclusões é uma característica muito interessante, pois cabe ao espectador decidir o que acontecerá com a narrativa, com os personagens. É como a vida que segue e segue”, pondera Graziela.

Denúncia

“O Círculo”, do diretor Jafar Panahi, mostra a realidade de nove mulheres marginalizadas na sociedade iraniana, mas até hoje não teve autorização para ser exibido no Irã.

Obras da nova safra são voltadas para o ritmo do cotidiano

Os “filmes de autor”, de diretores como Abbas Kiarostami, Jafar Panahi, Bahman Gobadi, Mohsen Makhmalbaf, Majid Majidi e Samira Makhmalbaf, têm, segundo a jornalista Graziela Cruz, o grande mérito de ir na contramão do “cinema, espetáculo” de Hollywood.

“Trata-se de um cinema que se volta para o olhar que degusta o ritmo do cotidiano, buscando nele o sentido para a vida. Os filmes dessa safra de diretores trazem para a tela a poesia escondida nas trivialidades do cotidiano, o protagonismo do ser humano com suas angústias, buscas e descobertas, as metáforas como caminho para a denúncia das injustiças”, analisa ela.

“Alguns estudiosos chegam a ligar o novo cinema iraniano ao neorrealismo italiano dos anos 1940/50, por ambos compartilharem algumas características, como a ausência de filmagens dentro de estúdios, som direto, atores não profissionais, um tom de documentário em algumas produções e a não utilização de efeitos especiais. O cinema iraniano tem narrativa distinta e não utiliza o melodrama tal como o fazia o neorrealismo. E, sobretudo, as condições históricas e culturais são peculiares e fazem toda a diferença, se considerarmos o cinema como um produto cultural realizado dentro de um momento histórico”, observa.

Filmes revelam contradições e imposições morais

Os diretores do chamado “novo cinema iraniano” realizaram num primeiro momento, logo depois da Revolução Islâmica de 1979, e nas primeiras duas décadas, filmes mais humanistas, utilizando crianças como protagonistas de temas do cotidiano.

"Já no final dos anos 90 e depois de 2000, vários filmes passaram a apresentar um conteúdo de contestação política, crítica social e defesa dos direitos humanos, especialmente os das mulheres. É muito forte o recurso da metáfora para abordar a opressão social”, analisa a jornalista e professora Graziela Cruz.

Segundo ela, diretores como Kiarostami e Makhmalbaf deixaram o país para ter mais liberdade de criação e outro grande nome, que é Jafar Panahi, foi condenado a seis anos de prisão domiciliar e 20 anos de proibição para dirigir filmes. Ainda assim, ele conseguiu fazer “Isso Não é Um Filme” e “Taxi”, enviar clandestinamente para fora do país e ganhar prêmios importantes no Festival de Cannes.

“Os filmes retratam questões humanas que perpassam toda e qualquer civilização (justiça, solidariedade, sentido da vida e da morte, solidão, esperança, ética) e ainda revelam as contradições da sociedade iraniana e os problemas decorrentes das imposições morais”, finaliza Graziela.






Autoridades denunciam conflitos étnicos e religiosos em campos de refugiados na Alemanha – Por Michael Reichel


A União de Polícia da Alemanha (DPolG) chamou a atenção na terça-feira (29/09) para a ocorrência de uma série de conflitos religiosos e étnicos em diferentes campos de refugiados do país.

"Nós estamos experimentando essa violência por semanas e meses. Esses grupos se unem com base na etnia, na religião ou em estruturas de clã e se atacam com facas e armas caseiras", denunciou Rainer Wendt, representante da DPolG, em entrevista ao Passauer Neue Presse.

De acordo com Wendt, os principais confrontos nas instalações acontecem entre xiitas e sunitas, que tentam impor suas regras aos demais, enquanto os cristãos são oprimidos por ambos. Alertando sobre os riscos de certos grupos fazerem valer os seus valores e crenças nesses locais, ele também defendeu que aqueles que tiverem cometido crimes na Alemanha devem ser deportados imediatamente.

A Alemanha, assim como outros Estados da União Europeia, está buscando uma saída para a maior crise migratória que a Europa já viveu desde o final da Segunda Guerra Mundial, com milhares de refugiados chegando constantemente ao continente em busca de uma nova vida, longe dos sangrentos conflitos que atingem os seus países. 

A expectativa das autoridades alemãs é a de que até um milhão de estrangeiros entrem com pedido de asilo no país até o final de 2015.