quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Convite


Revelações


Livros prometem revelar documentos secretos da Igreja Católica

Revelações foram baseadas em documentos que apontam para problemas como má administração das finanças, movimentações ilícitas no Banco do Vaticano e o uso de doações para manter um estilo de vida luxuoso dos cardeais em Roma.


Publicações serão lançadas amanhã na Itália.

Desafios académicos na abordagem ao Brasil contemporâneo

Universidade Lusófona/Portugal

Desafios académicos na abordagem ao Brasil contemporâneo - dia 09 de Novembro

Seminários do Mestrado em Ciências das Religiões
Dia 09 de Novembro - 18h

Auditório Armando Guebuza

Controvérsias político-religiosas no catolicismo brasileiro
Palestrante

Professor Emerson Sena
Departamento de Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora

Desafio à Democracia na tensão entre religião e política num Brasil multicultural
Palestrante

Professor Manuel Moraes
Programa de Pó-Graduação em Ciência da Religião da Universidade do Estado do Pará

Entrada Livre

Informações:




1º Congresso Internacional sobre Intolerância Religiosa e Liberdades Laicas


Salvador recebe o 

1º Congresso Internacional sobre Intolerância Religiosa e Liberdades Laicas (CONIIR)


Entre os dias 5 e 7 de Novembro, na Faculdade 2 de Julho. O evento tem por objetivo aprofundar o debate sobre intolerância religiosa no cotidiano. As inscrições podem ser feitas até o início do evento. 

O congresso conta com conferências e mesas de debate com os seguintes temas: 

Intolerância Religiosa e Conflitos no Brasil
Intolerância Religiosa e Cenários Globais
Liberdades Laicas: Conquistas e Desafios
Intolerância Religiosa e Liberdades Laicas e Juventudes.

O evento vai ter apresentações culturais dos grupos Ágape e Metamorfose e o Coral Ecumênico da Bahia, além de lançamento de livros.

O congresso é promovido pela Aliança de Batistas do Brasil, Koinonia, Cáritas Brasileira Regional Nordeste 3, Universidade do Estado da Bahia, Fundação 2 de Julho e Lar Sertão (Laboratório de Estudos em Linguagens, Artes e Religiosidades), com a parceria e o apoio da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR), Pastoral Afro, Centro Cultural Islâmico, Igreja Batista Nazareth e Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), TDL (Assessoria de comunicação e mídia).





  

Convite


Primeira Bíblia Gay é lançada por grupo ativista LGBT


Um grupo ativista LGBT publicou a primeira "bíblia gay" que segundo eles foi escrita de uma maneira que faz com que seja impossível haver interpretações homofóbicas.


A homossexualidade continua a ser uma questão amplamente debatida e a Bíblia tradicionalmente é vista como um documento que condena a relação sexual de pessoas do mesmo sexo. Por isso, alguns editores anônimos afirmam que chegou a hora de reinterpretar as Escrituras para criar uma tradução favorável a gays e lésbicas.

Essa bíblia é chamada de “Bíblia Rainha James”, numa menção ao Rei James I da Inglaterra, que autorizou a primeira tradução para o inglês mais de 400 anos atrás e que seria bissexual e por isso teria sido conhecido como "Rainha James".

Segundo o site que promove a publicação “A Bíblia Rainha James resolve quaisquer interpretações homofóbicas da Bíblia, mesmo assim sabemos que a Bíblia ainda está cheia de contradições”, “Não há Bíblia perfeita. Esta também não é. Nós queríamos fazer um livro cheio da palavra de Deus, que ninguém poderia usar para condenar incorretamente os filhos de Deus que nasceram LGBT, e conseguimos".

Os editores fazem várias ponderações sobre as dificuldades de tradução de termos como “sodomita” e “abominação”. Afirmam ainda que a palavra “homossexual” não foi colocada no livro sagrado até 1946 e que esse termo não existe em nenhum verso dos manuscritos originais. Essa nova versão é supostamente “mais pura”.

Para eles, essa Bíblia visa corrigir “algumas passagens que geram discriminação contra os membros da comunidade LGBT” e “ser uma referência para as pessoas da comunidade gay que são crentes, e agora têm uma Bíblia que se adapta à sua forma pensar e não discrimina segundo a orientação sexual”.

Os exemplares da primeira edição estão à venda no site Amazon.com e custam cerca de 70 reais. Mais informações no site: queenjamesbible.com.





Caravana da paz inter-religiosa

O arcebispo de Mombasa, diocese costeira no sul do Quénia, revelou quer “aproveitar” a visita do Papa Francisco para “levar a paz e a coexistência” e mobilizou jovens de todas as religiões para uma ‘Caravana da paz’.

“A mensagem que os jovens levarão ao Papa Francisco é que o Quénia quer a paz e quer viver em harmonia entre os seus diferentes componentes tribais, religiosos e étnicos”, explicou D. Martin Kivuva, numa mensagem em vídeo.

Segundo o prelado, a região costeira de Mombasa não é propriamente testemunha de conflitos religiosos entre cristãos e muçulmanos, mas de “tensões alimentadas por pessoas que se radicalizaram”. Neste contexto, o arcebispo convida todos os jovens, católicos, outras confissões cristãos e muçulmanos, que querem encontrar-se com o Papa a unir-se e participar na ‘Caravana da Paz’.

O objetivo da ‘Caravana da Paz’ é estar presente no encontro entre o Papa Francisco e os jovens no dia 27 Novembro, no Estádio Kasarani. Antes de chegarem a Nairobi, a capital do Quénia, do programa da viagem consta uma paragem em Machakos para se encontrarem com as comunidades cristãs e muçulmanas.

O bispo diocesano observou ainda que o elevado “índice de desemprego juvenil” torna os jovens “vulneráveis às seduções da criminalidade, da prostituição e do radicalismo religioso”, que pode acabar em terrorismo. “Jovens, não se deixem usar. Sejam indivíduos com potencial que pode fazer muito na vida. Preparem-se aprendendo uma profissão, para quando aparecer uma possibilidade profissional, vocês estejam prontos”, incentivou D. Martin Kivuva.

O Papa Francisco realiza a sua primeira viagem pastoral a África, de 25 a 30 de Novembro, com passagens pelo Quénia (até dia 27/11), Uganda e República Centro-Africana.






'Se profeta Maomé estivesse vivo, ele seria feminista', diz líder muçulmano – Por Fania Rodrigues


Para diretor do Centro Cultural Imam Hussein, no Rio de Janeiro, não há fundamentos na religião muçulmana que justifiquem discriminação das mulheres e violência jihadista.

Desde os atentados às Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, a religião muçulmana, também chamada de Islã, é alvo de preconceito e discriminação. É comum as pessoas associarem seus praticantes ao terrorismo.

No entanto, o líder mulçumano Carlos Meneses, diretor do Centro Cultural Imam Hussein, no Rio de Janeiro, esclarece que essas pessoas que usam o Islã para justificar ações violentas não conhecem os verdadeiros ensinamentos do profeta Maomé.

“Pessoas matam e degolam em nome de Deus, mas não tem nada de religioso nisso. Isso é anti-islâmico”, destaca Carlos Meneses. Sobre os grupos terroristas que atuam na Síria e no Iraque, o religioso afirma que não há fundamentos religiosos que justifiquem a violência praticada por eles.

“O nome é Estado Islâmico, mas de islâmico não tem nada. Lá no alcorão está escrito que a guerra não é coisa de Deus. Vejo o Estado Islâmico muito mais como um movimento político organizado. Existe um interesse econômico muito grande naquela região”, afirma Carlos Meneses.

Busca religiosa

Engenheiro de formação, Carlos é brasileiro, estudou a vida inteira em escolas católicas e converteu-se ao islamismo xiita ainda bem jovem. A religião sempre esteve presente em sua vida de alguma maneira. E a escolha pelo Islã não foi por acaso.

“Sempre senti a necessidade de acreditar em algo. Toda essa criação à nossa volta tem um sentido. Não é possível que a gente esteja aqui só para viver e morrer. O Islã me chamou a atenção porque ele não nos afasta da ciência”, explica o religioso. Em várias partes do alcorão há referências ao conhecimento científico.

Para esclarecer essas e outras questões sobre o Islã, Carlos e outros praticantes fundaram o Centro Cultural. Lá são realizadas palestras e rodas de conversas sobre a religião e a sua história.

A mulher e o islã

Outro ponto que Carlos faz questão de esclarecer é sobre o papel da mulher no Islã. Em muitos países, como Arábia Saudita, algumas regiões do Iraque e Afeganistão, elas são proibidas de estudar, trabalhar, dirigir e sair na rua sozinha, entre outras coisas.

Porém, o muçulmano garante que essa é uma prática equivocada da religião. “O próprio profeta, quando se casou pela primeira vez, casou com uma mulher que trabalhava. Sua esposa era comerciante, ele trabalhava pra ela e assim continuou. Se o profeta Maomé é o exemplo que o Alcorão nos mostra, essa atitude contradiz os fatos históricos”, ressalta.

Para ele, a Arábia Saudita é o exemplo máximo de intolerância contra a mulher. Lá mulher não pode estudar. “Outra contradição histórica. O profeta falava para a sua filha: aprenda para que você possa ensinar outras mulheres. No Irã, 70% das vagas universitárias são ocupadas por mulheres. E é um país muçulmano”, diz Carlos Meneses.

Para o religioso, a discriminação da mulher em países de maioria muçulmana é mais uma questão cultural que religiosa. “Se o profeta Maomé estivesse vivo ele seria feminista. Porque ele vem de uma época em que a mulher era contada junto com o gado. Se a primeira filha fosse mulher, ela era enterrada vida. O profeta Maomé proíbe essas práticas”, garante Carlos.

Nos países onde as mulheres são discriminadas e submissas aos homens, prevalece a questão cultural sobre a religiosa, como afirma o líder xiita. “Tentam usar a religião para justificar algumas coisas. Há um grande movimento de governos de cada vez mais tentar apagar o papel da mulher na História”, alerta.