quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Oportunidade


Belmonte/Portugal debate a religião, a literatura e a partilha cultural - Por Mário Rufino



A segunda edição de 

“Diáspora: – Festival Literário de Belmonte”

Ocorre de 20 a 22 de Novembro e conta com a participação de personalidades que se têm distinguido em diversas áreas.

Belmonte é, pelo segundo ano consecutivo, local privilegiado para se debater a importância da religião, da literatura e da partilha cultural na formação do pensamento. Durante três dias, a vila recebe debates, visitas a escolas, exposições, mesas-redondas, feira do livro e uma mostra de ilustração de Vasco Gargalo.

No dia 20, a Igreja Matriz de Belmonte recebe a 1ª Mesa de Debate (21:30), com o tema “Em Nome de Deus”. Jaime Nogueira Pinto, Nuno Tiago Pinto e Pedro Mexia reúnem-se para conversar sobre os conflitos exercidos em nome de Deus. 

Padre Carlos Lourenço modera as respostas a interrogações relacionadas com o tema: “Se as principais religiões afirmam que Deus é paz, porque é que permanecem vivas as tensões religiosas? De Fátima ao Médio Oriente, como é que a Política tomou conta da Religião?”

No dia seguinte, é inaugurada a Exposição “Livro do Ano”, de Afonso Cruz, no Ecomuseu do Zêzere (11h30). O Museu Judaico é o local escolhido para, na parte da tarde, receber duas Mesas de Debate e a Entrevista de Vida. 

Na Mesa 2 (15h00), sob o tema: “Tanto Mar”, Andréa Zamorano e Inês Pedrosa debatem a distância que une ou separa a literatura portuguesa e a literatura brasileira: “Portugal e Brasil falam a mesma língua? Que autores portugueses são lidos no Brasil e vice-versa?” A moderação é de Pedro Vieira.

Mário Cláudio é o convidado de “Entrevista de Vida” (16h00). Tito Couto entrevista o recém-homenageado da “Escritaria”.

A Mesa 3 (17:00) será o último debate do dia. Haverá livre circulação de ideias na Europa? Maria Manuel Viana e Tiago Patrício respondem a esta e a outras perguntas sobre “Mercado Comum”. O debate tem a moderação de Pedro Vieira.

O dia 22, último do Diáspora, começa com a Intervenção do Presidente da Câmara de Belmonte (14:30), no Museu Judaico. “Há mesmo cidades Literárias?” é a pergunta que servirá de mote às intervenções de Tânia Ganho e João Paulo Cuenca, com moderação de Tito Couto, na última Mesa do Festival (15h00).

Gabriela Canavilhas, ex-ministra da Cultura, é a conferencista responsável por proceder à “Conferência de Encerramento” do “Diáspora – Festival Literário de Belmonte”.

Depois de uma primeira edição muito bem-sucedida, Belmonte continua a celebrar a sua rica herança cultural. A terra de Pedro Álvares Cabral tem, além da sua beleza natural, singular importância na história da comunidade judaica em Portugal. “O Diáspora” faz, pelo segundo ano consecutivo, a ligação entre essa história e a literatura.






História, religião e literatura negra na Amazônia são temas de ciclo de palestras na Casa das Artes – Por Laís Azevedo


Iniciou na quarta-feira, 18/11, um ciclo de palestras sobre: 

“História, Religião e Literatura Negra na Amazônia”


Na Casa das Artes, da Fundação Cultural do Pará (FCP)A temática segue em debate até a próxima sexta-feira, 20, sempre das 16h às 17h30, com entrada franca. O evento é uma realização da Coordenação de Literatura e Expressão de Identidade da FCP e integra uma programação maior, realizada ao longo de todo o mês, alusiva ao Dia da Consciência Negra.

Hoje o, Professor Doutor Aldrin Figueiredo (UFPA) apresenta-se com a temática “Comunidades Negras na Amazônia: Paisagem, Imagem e História”. Nela, ele analisa como as comunidades negras, de quilombos e mocambos, foram apresentadas nos relatos de pretéritos, de homens de governo, viajantes e religiosos na Amazônia entre a colônia e a república. Utilizando-se de referências escritas, orais e visuais, pretende ainda discutir a mudança no olhar sobre o passado étnico da Amazônia.

Na quinta-feira, 19/11, será a vez de conversar com o Professor Doutor Paulo Nunes (UNAMA), a partir da temática: “Negritude e Diversidade Étnico-Racial, O Lugar da Literatura no Pará”. O professor e poeta deve enfatizar o conceito de negritude como articulador dos discursos de escritores paraenses que, nos séculos 19, 20 e 21, utilizam-se de seus textos para exaltar as raízes da diáspora africana em terras da Amazônia paraense. Esta prática deve convergir com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a chamada LDB, no tocante à diversidade étnica racial nas escolas.

Em sua última mesa, o evento recebe a Professora Doutora Taissa Tavernard (UEPA) com o tema: “Religiões de Matriz Africana na Amazônia e o Combate à Intolerância Religiosa” apresentando as religiões afro-amazônicas e abordando suas características comuns e diferenças litúrgicas. Além disso, ela deve discutir o processo histórico do estabelecimento das mesmas em território paraense, configurando assim um campo religioso plural. Finalmente, ela mostrará a relação estabelecida entre as religiões negras e cristãs que se configuram ora por processos de trocas sincréticas ora pela luta no combate à intolerância religiosa.

Mostra Paralela

A Casa das Artes ainda recebe ao longo do mês uma exposição fotográfica de Carlos Penteado ligada ao tema, e outra denominada: “O Corpo como Objeto de Arte – desenho com modelo vivo e artes da cena”, resultado do Laboratório Permanente de Criação e Experimentação.

Serviço:

Ciclo de Palestras: 
“História, Religião e Literatura Negra na Amazônia”

Data: 
dias 18,19 e 20 de Novembro, sempre das 16h às 17h30;

Local: 
Auditório da Casa das Artes (Praça Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica de Nazaré);

Entrada Franca


Fundação Cultural do Pará







Política, religião e gênero são temas de debate no Codap - Por Aldaci de Souza




A educação a partir da relação entre as questões políticas, religiosas e de gênero foi discutida na manhã da quarta-feira, 18, no anfiteatro do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe (UFS). 

Também estiveram em debate a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre religião e política, além da citação sobre gênero no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem/2015).

“O evento é uma iniciativa da disciplina Filosofia, que é desenvolvida pelo professor Saulo Henrique Souza Filho e tem como objetivos, a importância da temática atual, que envolve a questão do gênero, da religiosidade e como isso transita no âmbito da Educação e da formação das pessoas, além do envolvimento dos professores da Educação Básica com os professores da Graduação, com o que está em questão, fortalecendo o debate”, ressalta a diretora do Colégio de Aplicação da UFS, Marília Menezes.

Ela destacou a importância da participação dos alunos do Codap e das áreas de Ciências da Religião e de Filosofia. “Os debates envolvem uma complexidade de sujeitos voltados para a questão da especificidade da temática e da formação docente”, completa acrescentando que o Colégio de Aplicação possui atualmente 420 alunos.

Discussões

O professor doutor Saulo Henrique informou que o evento denominado Codap Convida, “é uma proposta de discutir questões relacionadas ao ensino no contexto brasileiro, que é extremamente problemático, envolvendo questões de ordem religiosa, política e de gênero dentro da própria discussão”.

Saulo Henrique acrescentou que recentemente teve uma PEC aprovada pelo Congresso Nacional dizendo que as igrejas poderiam questionar decisões do Supremo Tribunal Federal que pudessem envolver assuntos de ordem religiosa.

“É algo muito complicado porque é a religião interferindo nas decisões políticas. Outro assunto abordado é a questão de gênero. No Enem, na prova de Redação caiu uma questão que é uma passagem da obra da pensadora francesa do Século XX, Simone de Beauvoir, que gerou a maior polêmica dizendo que era questão ideológica. Dentro disso tudo tem a política e a educação, envolvida dentro desses interesses”, entende.

Além do professor Saulo Henrique, que falou sobre “Educação pública, laicidade e tolerância”, participaram como convidados: o professor doutor Joe Marçal Santos, que ministrou a palestra: “Religião, laicidade e cidadania: se discute, se constrói, se educa Sim” e a moderadora, a Daniela Melo da Silva Carvalho.