sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Convite


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Fidel Castro e as religiões afro-caraíbicas em Cuba


O Nosso tema sobre identidade e cultura religiosa em África leva-nos às considerações sobre as manifestações religiosas afro-caraíbicas na América Latina.

Começamos, a esse propósito, por analisar a situação de Cuba, para falar do fenómeno e das reacções conhecidas sob a designação de revolução de Fidel Castro no âmbito das manifestações religiosas afro-caraíbibicas em Cuba. 

Cuba e Fidel castro exerceram, a esse propósito, um papel importante na entrada e integração das manifestações religiosas africanas nas Caraíbas e noutras zonas da América latina. Antes de mais é preciso considerar que Fidel Castro cresceu e formou-se num ambiente altamente religioso e altamente intelectual.

Ele estava a formar-se para ser religioso na Congregação dos Padres Jesuítas, uma congregação de alta formação intelectual humanística e religiosa. Tudo isso influenciou Fidel Castro no seu engajamento numa ideologia que falava em nome da igualdade dos cidadãos, mesmo se se trata de uma igualdade dentro daquilo que tem sido definido de “drama do humanismo ateu” baseado no Marxismo-leninismo ateu. 

Isso fez com que a entrada triunfal de Fidel Castro em Cuba em 1959 fosse marcada por profundas convulções sociais que atingiram o ambiente religioso. Isso fez-se notar sobretudo depois que a guerrilha de Fidel Castro derrubou do poder Fulgêncio Baptista o que fez sentir o seu impacto nas manifestações religiosas afro-caraíbicas que sofreram dos efeitos da revolução, como acontece com o dramatismo que acompanha todas as revoluções radicais.


No caso de Cuba é de recordar que Fidel Castro entrou na Ilha não à frente de um partido ou com um marco de introdução da democracia no País mas sim com o marco da adesão à revolução da União Soviética para granjear o apoio da Rússia, oposta à ideologia capitalista ocidental dos Estados Unidos da América. 

O apoio da União soviética a Cuba supunha a eliminação das manifestações religiosas precisamente como acontecia na Rússia. É no âmbito desse processo que as manifestações religiosas afro-caraíbicas se tornaram, também elas, vítimas da revolução politico-social de Fidel Castro, escolha determinada pelo alinhamento com o marxismo-leninismo ateu.