quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Museu Janete Costa/Niterói-RJ recebe o evento Plantas de Poder e Artes do Sagrado



De 17 a 22 de Dezembro de 2015, o Museu Janete Costa de Arte Popular recebe o evento 

"Plantas de Poder e Artes do Sagrado"

Que nessa edição apresentará o "Seminário Arte, Saúde e Ancestralidade na Jurema Sagrada", com a presença de Mestres Juremeiros de Pai Sandro de Jucá, Pernambuco. 

O evento contará ainda com oficinas, vivências e rodas de diálogo com diversas expressões sagradas (Budismo, Santo Daime, entre outros) que atuam na relação entre arte sagrada e cura pelas plantas.

"Plantas de Poder e Artes do Sagrado", que tem a concepção de Adriana de Holanda e do Prof. Wallace Barbosa, é resultado da parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e o Instituto de Arte e Comunicação Social da UFF. Parte do evento acontece também na Biblioteca Comunitária Griot, no município de Magé.

Programação 

Dia 18/12 - Museu Janete Costa de Arte Popular (aberto e gratuito)

14:00h: Abertura: Prof. Dr. Wallace Barbosa de Deus (RJ), Leon Lucius de Holanda e Mestres Juremeiros do Terreiro de Pai Sandro de Jucá (PE)
14:30h: Vivência: canto coletivo à memória das matas e à aldeia Tupinambá (mediação Adriana de Holanda - Juremeira RJ)
15:30h: Seminário: Arte, Saúde e Ancestralidade na Jurema Sagrada (Mestres Juremeiros Pai Sandro de Jucá e Adriana de Holanda)
16:30h: Lançamento do filme sobre Maracatu Raízes de Pai Adão (mediação João Monteiro)

Dia 20/12 - Biblioteca Comunitária Griot - Magé (mediante inscrição)

Vivências de Música e Literatura

08h30 – vivências - Ervas para lavar a alma e curar o corpo (Adriana de Holanda, Samuel de Iemanjá, Pai Sandro de Juca e Mestres Juremeiros)
17h às 19h - Vivências: O Sagrado Feminino na Jurema e a Promoção de Saúde Coletiva (mediação Adriana de Holanda)
19h às 20h30 Rodas de leitura: Músicas e Plantas de Poder (mediação Adriana de Holanda e Leon Lucius de Holanda - Comunidade Jurema Sagrada RJ )
22/12 – Local: Museu Janete Costa de Arte Popular – Niterói (aberto e gratuito)

Palestras do Seminário: Arte, Saúde e Ancestralidade na Jurema Sagrada

09h30 - "Jurema Sagrada e Educação Patrimonial" com mediação de João Monteiro - Jurema Sagrada (PE)
10h30 - Exibição do filme "Malunguinho"
14h00 – Roda de Diálogos: "Diversidades nas artes da cura e o sagrado das culturas" com representantes da Jurema Sagrada, Candomblé,Umbanda, Budismo, Rastafari, Tambor de Mina, Religião Tradicional Africana.

Vivências "Artes do Sagrado: saúde e Ancestralidade"

22/12, de 16h às 18h – Local: Museu Janete Costa de Arte Popular – Niterói (participação mediante inscrição prévia)

1. Vivência de coco e maracatu (Tenily e Adriana)
2. Ritmos do Boi do Maranhão (mariocas ou Cesinha nascimento)
3. Yoga e meditação (mestre à definir)
4. Plantas medicinais, artes da cura e Santo Daime (Miriam Machado)
5. Medicina das plantas (Mayra Machado)
6. Grafite – Lya Alves

Apoio: 
Convênio FIOCRUZ-UFF; Rede Educação Griot-Semente de Jurema.

Realização: 
Museu Janete Costa de Arte Popular – Niterói, RJ.

Informações: 
adriana.edugrio@gmail.com; museujanetecosta@gmail.com


Fonte: http://www.culturaniteroi.com.br









Seminário discute "Espiritualidades contemporâneas, pluralidade religiosa e diálogo"


Evento promovido pelo Grupo de Pesquisa Teologia no Plural acontecerá nos dias 15 e 16 de Março de 2016.

Acontece nos dias 15 e 16 de Março de 2016, o 

I Seminário "Espiritualidades contemporâneas, pluralidade religiosa e diálogo"

Evento promovido pelo Grupo de Pesquisa Teologia no Plural, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo.

Os fóruns temáticos da reunião científica acontecerão no primeiro dia do evento, 15/03 (terça-feira), e discutirão sobre religião e política, mídia e diversidade religiosa, espiritualidades contemporâneas, religião e literatura, pastoral e direitos humanos, entre outros, com presença de pesquisadores de várias universidades brasileiras.

O evento tem apoio do CNPq e está sendo realizado em parceria com o grupo de trabalho Espiritualidades contemporâneas, pluralidade religiosa e diálogo (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Teologia e Ciências da Religião/ Sociedade de Teologia e Ciências da Religião), Koinonia Presença Ecumênica e Serviço, e pela Sociedade de Teologia e Ciências da Religião Regional São Paulo.

Confira a programação:

Primeiro dia - 15 de março de 2016 (terça-feira)

9h - Abertura: Prof. Dr. Helmut Renders, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo

9h30 – Painel I: "Pluralismo religioso e diálogo".

-"O paradigma pós-religional desafia a teologia do pluralismo religioso" 
(Prof. Dr. Roberlei Panasiewicz, PUC Minas)
-"Pluralismo religioso, democracia e direitos humanos" 
(Prof. Dr. Claudio Ribeiro, Umesp).

11h30 - Debate

14 h - "Perspectivas trans-religiosas e o diálogo"

(Prof. Dr. Gilbráz Aragão, Unicap).


15 h - Fóruns temáticos

18h30 - Encerramento

19h30 - Confraternização

Segundo dia – 16 de março de 2016 (quarta-feira)

09h - Painel II: "Pluralidade religiosa no Brasil".

- "Quantos catolicismos há no País" (Prof. Dr. Afonso Ligório Soares, PUC SP).
- "Os diferentes pentecostalismos brasileiros" (Prof. Dr. Osiel Lourenço Carvalho, Umesp).
- "A diversidade religiosa afro-brasileira e a formação teológica" (Profa. Erica Jorge, Faculdade Teológica Umbandista).
- "Religiões japonesas no Brasil" (Profa. Dra. Andréa Tomita, Faculdade Messiânica).
- "O espiritismo no Brasil" (Franklin Félix, Movimento Espiritismo e Direitos Humanos).
-Moderação: Prof. Dr. Paulo Ayres Mattos, Umesp.


14h - Painel III: "Experiências inter-religiosas e Direitos Humanos"

-"A experiência da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR)" (Babalawo Ivani dos Santos)
- "O inter-religioso em Koinonia" (Ana Martins Gualberto)
- "A experiência inter-religiosa no contexto cristão" (Rev. da Lusmarina Campos Garcia)
- Moderação: Prof. Daniel Santos Souza, Umesp.


16h30 - Encerramento.





Se eu governasse o mundo. Umberto Eco dá um recado de fim de ano




Importante filósofo, escritor e formador de opinião, o italiano Umberto Eco às vésperas de completar 84 anos nos oferece algumas reflexões sobre temas que considera fundamentais: internet, religião, e sobretudo a educação. 

Ele acha louvável que o maior número possível de pessoas frequente a universidade. Mas condena a decadência generalizada da qualidade do ensino no mundo ocidental.

Entrevista à Serena Kutchinsky

O que eu faria se governasse o mundo? Só posso dar uma resposta polêmica sobre o que eu faria se governasse o mundo, já que não existe chance de que isso aconteça. À medida que fui envelhecendo, comecei a odiar a humanidade. Assim sendo, se fosse dono do poder absoluto, deixaria que a humanidade persistisse no caminho da sua autodestruição, de modo que ela seria mesmo destruída, e eu seria mais feliz.

As pessoas como eu, os assim-chamados intelectuais, fazemos nosso trabalho, podemos escrever artigos, temos nossas formas de protestar, mas não podemos mudar o mundo. Tudo o que podemos fazer é apoiar a política de empatia. Angela Merkel fez uma declaração positiva quando incentivou o povo alemão a acolher refugiados sírios. Ela mudou a imagem do povo alemão em todo o mundo. Depois disso, os alemães já não serão vistos como membros da SS de Adolf Hitler. Isso é o que um político pode fazer.

Na rede não existe controle de qualidade

Os jovens precisam aprender a filtrar e a questionar as informações que recebem através da internet, em vez de toma-las como verdades absolutas. Trata-se de uma tarefa difícil. Eu uso a Wikipedia e sei que posso confiar em 90 por cento do seu conteúdo. Mas, na minha própria página, as pessoas escreveram que eu sou o primeiro de uma fiada de 13 irmãos, e que me casei com a filha do meu editor. Nada disso é verdadeiro. Assim, essa informação pode estar sujeita à manipulação. Um dos meus netos tem 15 anos e diz que muitos de seus amigos acreditam nas “teorias da conspiração” que são divulgadas na Internet. Na rede não existe controle de qualidade, e isso é um enorme problema.

O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a detentor da verdade. As redes sociais deram voz a legiões de imbecis que, antes dessas plataformas, apenas falavam nos bares, depois de uma dose de cachaça, sem prejudicar a coletividade. Essas redes constituem um fenômeno que nos permite ter acesso a conteúdos cujo acesso, de outra forma, seria muito difícil.  Mas... nem tudo são rosas e, a verdade, é que muitas pessoas não estão “educadas” para fazerem bom uso da internet e das redes sociais em particular. Normalmente, esses imbecis seriam imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra que um Prêmio Nobel!

Livros com menos de cem páginas

Cada governo deveria fazer um grande esforço para tentar incrementar e melhorar a educação. Antes da Primeira Guerra Mundial, apenas cerca de 20 por cento das pessoas na Europa recebera um ensino fundamental. Hoje em dia, o problema são as universidades. Procura-se reduzir os requisitos exigidos para entrar-se nela, de modo que mais pessoas tenham acesso ao ensino superior. Isso é louvável, mas apresenta o risco de que a qualidade do processo educacional seja reduzida. Isso aconteceu na Itália, no Brasil e na maioria dos países recentemente, e os resultados são uma tragédia. Agora, os três primeiros anos de universidade são muito fáceis e os alunos não têm de ler livros com mais de 100 páginas. Aqueles que detêm o poder precisam compreender que para vencer a pessoa precisa enfrentar desafios. Quando eu estava na universidade tive de ler milhares e milhares de páginas e não morri por causa disso!

O ensino de línguas é a única coisa que eu tornaria obrigatória nas escolas. Se o conceito de Europa existe, ele é baseado no conhecimento mútuo da linguagem. Em dois de seus maiores países, França e Inglaterra, a maioria das pessoas parecem conhecer apenas a sua própria língua. Até bem pouco tempo, na Inglaterra, as pessoas eram fluentes em latim. Hoje, poucos sabem que o latim é uma língua. O meu neto é uma exceção à regra, há dois anos estuda grego, mas apenas porque nós, seus pais e avós, assim o quisemos; ele ainda não é capaz de ler Homero no original, claro. Mas tem desenvolvido uma compreensão da civilização. Este é o sentido da palavra grega "encyclios," que significa "educação circular", de onde vem a palavra "enciclopédia".

A necessidade de uma crença religiosa

Os homens são animais religiosos. Os cães não são religiosos. É verdade que eles latem para a Lua, mas provavelmente não por causa da religião. Os seres humanos têm a tendência de buscar as razões e os motivos da situação em que se encontram. Há uma bela frase atribuída a GK Chesterton: "Quando os homens não acreditam mais em Deus, não é que passaram a acreditar em nada; é que passaram a acreditar em tudo.” Não há governante do mundo capaz de eliminar a religião. Você pode ser ateu ou não-crente, mas tem de reconhecer que a grande maioria dos seres humanos precisa de alguma crença religiosa. Karl Marx dizia que a religião é o ópio do povo, que ela mantém as pessoas tranquilas. Mas a religião também pode ser a cocaína do povo. Ela tem uma função dupla: dar resposta a algumas questões fundamentais e, às vezes, empurrar os crentes na luta contra os não-crentes. Trata-se de uma das características da humanidade, da mesma forma que os seres humanos constituem a única espécie capaz de amar.

Por último, se eu fosse governante do mundo, gostaria de obrigar as pessoas a ler todos os meus livros, para que eles se tornem tão inteligentes como eu e não acreditem que devamos ter um governante do mundo! Fico irritado quando recebo comentários positivos quando eles são positivos por razões equivocadas. E às vezes sinto-me sensibilizado por comentários negativos porque quem os faz de algum modo percebeu que nos meus escritos existe algo de verdadeiro. Outras vezes, fico irritado com um comentário negativo porque acho que ele é simplesmente estúpido. Mas tudo bem, isso faz parte do jogo.







Modulo IV do Curso de Ensino de História da Bahia abordará Religião e Religiosidade


A sala Kátia Mattoso, auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, recebeu na tarde desta terça-feira (15/12) a segunda aula do módulo IV do Curso de Ensino de História da Bahia, com o tema: “Religião e religiosidade na Bahia”.

A atividade, idealizada para capacitar docentes de história na educação básica e graduandos em história a ensinar e debater questões e problemas ligados à história colonial, imperial e republicana de nosso Estado, foi promovida pelo Centro de Memória da Bahia (CMB/FPC) e ministrada pelo professor e Doutor em História (UFBA) Israel Silva dos Santos.

A aula discutiu a temática religiosa produzida no âmbito acadêmico, levando em consideração os conceitos mais utilizados na área, os diferentes aspectos das produções acadêmicas no campo da religião e as interfaces entre a história das religiões e as discussões da temática religiosa no ensino básico. Durante a palestra, Israel Silva Santos frisou a importância de se pensar a religião como parte integrante dos outros setores sociais.

“No curso da história cultural, a religião tem ganhado um espaço cada vez mais importante dentro da historiografia, mas a história ainda não consegue trabalhar a religião em si. Ela está sempre ligada a alguma coisa, seja política, seja questões de gênero, em fim, os estudos sobre o fenômeno religioso geralmente estão bastante ligados a uma outra coisa. Talvez porque a nossa tradição acadêmica venha de uma tradição pautada na história social, da USP, onde o programa de história social para todo mundo, para historiadores, pesquisadores, mestres, doutores, que vem para a Bahia, e acredito que para outros estados do Brasil também, tem esse caráter de história social. E falar de história social é falar das pessoas e suas características sociais, políticas, econômicas, de movimentos sociais. Então a religião aparece como um componente importante dentro de todo esse quadro”, esclareceu Santos.

O professor ainda apresentou algumas produções e autores da historiografia religiosa na Bahia, e abordou diversas religiões, como o protestantismo, o catolicismo, a religiosidade popular e o candomblé, além de falar sobre confrarias e sincretismo religioso.

Para a estudante de história da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), Geovana Miranda Barbosa a oportunidade de aprender mais sobre diversas religiões que não somente as de matrizes africanas, além de poder conhecer opiniões de diferentes autores e pesquisadores de religião e religiosidade, pode lhe ajudar a desenvolver um pensamento crítico mais aprofundado sobre o tema.  

“É bem interessante porque a gente viu não só uma religião, mas aprendemos em relação a várias. Até mesmo para você discutir com outras pessoas, conversar com outras pessoas, você precisa ter o entendimento da proposta daquela religião, para você não acabar sem conseguir desenvolver um pensamento crítico a respeito disso”, afirmou Geovana Miranda Barbosa, estudante de história da Universidade Estadual da Bahia.

Ao final da palestra, os participantes foram convidados a apresentarem textos propostos e elaborados na aula anterior, e receberam esclarecimentos e dicas do professor. A ação teve o intuito de difundir os valores próprios de uma sociedade igualitária e democrática, como sugere a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nº 9.394, de Dezembro de 1996.

CMB

O Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), tem como objetivo a difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos.

Entre suas funções, é responsável pelo Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia (MGRB), localizado no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.