quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Amebras participa da Expo-religião no SulAmérica neste final de semana



A Amebras (Associação de Mulheres Empreendedoras do Brasil) vai levar a arte do carnaval para a maior feira de negócios do segmento religioso. 


De sexta a domingo desta semana (27 a 29 de Novembro), a instituição participa da 3ª Expo Religião, que acontece no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova, no Rio de Janeiro.

A Amebras terá um quiosque onde estarão expostos produtos artesanais, como flâmulas e bonecos de orixás, elaborados nas oficinas de capacitação que a entidade realiza na Cidade do Samba. 

Ao longo dos três dias, instrutores da associação darão aulas gratuitas para os frequentadores da feira, ensinando a confeccionar bonequinhos de orixás. As aulas serão gratuitas e as inscrições devem ser feitas na hora do evento.

“A feira é muito importante para unir pessoas em um espaço democrático, onde todos têm a mesma liberdade para expor, apresentar, praticar, falar de suas religiões, doutrinas e crenças, com aceite de outras filosofias e entendimentos, mas todos com a mesma proposta de respeito, união e paz”, acredita Célia Domingues, presidente da Amebras. “Esta é a segunda vez em que participamos”, informa a dirigente.

A entrada para a Expo Religião 2015 custa R$ 3,00 ou um quilo de alimento não perecível.







Filme sobre Daime estreará em Rio Branco/AC durante festival Pachamama – Por Aline Nascimento e Quésia Melo



'O Império do Floresta' será exibido na quinta (26/11), no Cine Teatro Recreio. Filme faz parte de série sobre religiões e é contado através de personagens.

Tendo como foco a doutrina do Daime, uma das religiões tradicionais da Amazônia, que teve origem no Acre, o documentário 'Santo Daime - O Império do Floresta' de 70 minutos será exibido pela primeira vez nesta quinta-feira (26/11), às 19h no Cine Teatro Recreio. O longa faz parte da programação do VI Festival Pachamama Cinema de Fronteira que será realizado até sábado (28/11), em Rio Branco/AC. 

"Tivemos uma proposta para lançar em um festival no Rio de Janeiro, mas optamos por exibir aqui [em Rio Branco] ,pois é onde boa parte do documentário foi filmado. É a oportunidade única de ver o filme no cinema da forma como pensamos que deveria ser. Acho que dos longas que serão exibidos no Pachamama esse é o único filmado no Acre", destaca o produtor do filme, Tiago Melo.

O trabalho foi dirigido e roteirizado pelo cineasta André Sampaio e faz parte de uma série de quatro produções chamadas de 'Terra de Encantaria' que abordam a religiosidade brasileira.

O Daime foi criado pelo maranhense Irineu Serra em 1912 e tem como principal doutrina a utilização da bebida produzida a partir da junção do cipó-mariri e da folha chacrona, o chá da ayahuasca.

"Queríamos que a série tivesse cenas de todo o Brasil com manifestações muito particulares, não é o caso do Daime que já expandiu para o planeta inteiro. A intenção era ir na origem dessas religiões" explica Sampaio.

Personagens contam a história

Segundo Sampaio, as filmagens começaram em 2013 e os cineastas ficaram ao menos três semanas no estado, porém, as pesquisas de locação  foram iniciadas três anos antes. "Em Rio Branco filmamos na Colônia 5 Mil, no Pronto Socorro de Cura, Comunidade Fortaleza e muitos pontos da cidade como o Terminal Urbano", conta.

O diretor destaca que o Daime é um patrimônio imaterial do Brasil e que nasceu no Acre. O 'Império da Floresta conta a origem da religião e seus desdobramentos através de personagens mostrando o cotidiano e os momentos durante os rituais da religião.

"Os personagens é que trazem a memória do mestre Irineu Serra. Não é um filme com narração, as pessoas contam a história através de conversas. Optamos por não ter nenhum antropólogo, cientista ou químico, o ponto de vista é das pessoas que fazem parte da doutrina", destaca Sampaio.

Para Melo, o produtor, é importante que o processo para mostrar a doutrina seja de dentro para fora. "Primeiro temos uma relação com esses lugares e com essas pessoas. Daí, buscamos entender como é tudo. Até então, não há nada exótico, não há estereótipos. Mostramos todos os rituais, são pessoas comuns", enfatiza.

Com o documentário pronto, Sampaio afirma que não é uma estreia, mas a entrega do filme para as pessoas que fizeram parte do trabalho. "É tanto tempo trabalhando nisso, que se perde a dimensão de como é o filme, estou ansioso é para ver as reações. Não tentamos dar conta da história, pois sabemos que tudo isso não cabe em um filme", finaliza.






Karl Rahner e o método Antropológico-Transcendental – Por José Ivan Lopes



Em meados de 1964, Karl Rahner foi convidado para substituir o sacerdote, escritor e teólogo Romano Guardini (1885-1968) na cadeira de Filosofia da religião, na Weltanschauung católica em Munique.

Logo no início do seu trabalho naquela universidade, Rahner desenvolveu uma “Introdução ao conceito de cristianismo”, que mais tarde foi publicado com o nome de Curso fundamental sobre a fé (1976), sendo considerada a obra mais relevante e significativa da teologia católica do século XX.

Nenhum outro teólogo do século XX foi mais familiarizado com as mudanças ocorridas no campo teológico católico do que Karl Rahner. Foi um teólogo singular que abalou as estruturas do cristianismo face às outras denominações religiosas. Sua reflexão desperta a teologia católica para o valor das outras religiões no que se refere à questão soteriológica.

O autor se revela um intenso opositor da visão pessimista da história. Introduziu de maneira contundente na teologia o estatuto de método antropológico-transcendental, que lhe permitiu incentivar a passagem de uma racionalidade reduzida da cultura secular ao alargamento para o horizonte mais vasto de uma racionalidade capaz de reconhecer dialeticamente na modernidade o valor do mistério e da graça de Deus.

A presente discussão deixa claro que Rahner, em sua teologia antropocêntrica, se propõe a defender a teoria de que todos os seres humanos estão abertos a Deus e à sua graça. O homem só se realiza pessoalmente a partir da sua relação com Deus. Essa relação se dá por meio de Jesus Cristo como Salvador.

A antropologia rahneriana revela a chamada receptividade natural do homem a Deus, pois ela do pressuposto do chamado existente sobrenatural, ou seja, a graça, que, segundo o autor, há em todos os seres humanos. O ponto de partida para tal construção teórica se inspira na certeza de que Deus quer a salvação para todos (1Tm 2.4), para tanto mostra que a fé em Cristo é imprescindível. Lembra ainda que todos podem crer, pois a graça de Deus atua na existência de todos os seres humanos, até que o homem ou a mulher sejam atingidos pela boa nova de Jesus.

Para Rahner a graça de Deus, ou seja, o existencial sobrenatural, operando diuturnamente até mesmo em quem se afirma ateísta, embora possa possuir fé, esperança e caridade, mesmo que continuem ateus. Mesmo um ateu não está excluído de receber a salvação, uma vez que ele não age contrariamente à sua consciência moral.

Segundo Rahner, a própria fé salvadora. Nesta perspectiva, mesmo quem não tem acesso à Revelação cristã e não é adepto à Igreja e não recebe os sacramentos, mas busca viver identificado com a reta consciência e com as determinações divinas, possui a fé cristã, mesmo sem ter consciência dessa sua realidade. Esta pessoa é definida como cristão anônimo.

* Mestre em Ciência da Religião pela PUC Minas. Especialista em Pedagogia Empresarial pela FINOM. Licenciado em Filosofia pela PUC Minas. Atualmente é Diretor Acadêmico da FINOM.






Igreja Católica/PI se une a outras religiões na primeira marcha pela vida - Por Vera Alice Brandão



A Arquidiocese de Teresina/PI apóia a: 

I Marcha pela vida

Que ocorre no dia 12 de dezembro, com o tema: “Na defesa do direito dos inocentes”. 

A iniciativa vai contar com a união das Igrejas Católica, Evangélicas, dos Espíritas, da Maçonaria e de outras frentes e movimentos que são contrários ao aborto e terá concentração a partir das 16h, na Ponte Estaiada, seguindo pela Avenida Raul Lopes.

A realização da I Marcha é do Movimento Brasil sem Aborto, iniciativa de caráter nacional, suprapartidário e suprarreligioso que percorre escolas, bairros e faculdades com a missão multiplicadora de formar defensores da vida, através da conscientização sobre os males físicos e psíquicos causados na mulher pelo aborto. Da mesma forma, o movimento luta contra a possível legalização do aborto no Brasil pelo Congresso Nacional. 

“Nossa missão maior, além do engajamento na causa como multiplicadores, é defender os direitos dos inocentes, conscientizando jovens e adultos para não praticarem esse ato contra a vida”, explica Rubenita Lessa que é advogada e presidente do Movimento Brasil sem Aborto no Piauí.

“Independente do credo e da ideologia política, temos que defender o direito à vida, que é o direito mais essencial. Não existe nenhum outro direito se não existir o direito à vida. Nossa defesa é pela valorização humana desde a concepção. Todos nós tivemos nosso direito à vida respeitados antes mesmo de nascer, e é por isso que todo cidadão deve abraçar essa causa e defender aqueles que já foram concebidos. É sobre eles que deve recair a maior proteção, pois são indefesos”, finaliza.

Haverá apresentações artísticas e bandas locais que animarão o público presente. As camisas da Marcha estão sendo comercializadas no valor de R$ 20,00 na sede do Centro Pastoral Paulo VI.






O Alto-Comissário para as Migrações defendeu hoje que Portugal tem um "clima de tolerância e diálogo inter-religioso" que pode servir de exemplo a outros países europeus.


"Nestes tempos de sobressalto, Portugal tem um extraordinário clima de tolerância e diálogo inter-religioso, o que pode torná-lo exemplar para outros países europeus", afirmou hoje Pedro Calado, Alto-Comissário para as Migrações, à agência Lusa.

Falando na Mesquita Central de Lisboa, momentos antes do início da tertúlia "O autoproclamado Estado Islâmico, os refugiados e os desafios que se colocam à Europa", Pedro Calado alertou para a importância de "não confundir agressores e vítimas no caso dos refugiados, sob pena de estes se tornarem duplamente vítimas".

"Um dos atuais desafios europeus é equilibrar a segurança com a tolerância, que é um valor civilizacional a preservar", afirmou o Alto-Comissário para as Migrações à Lusa, acrescentando que "o grande objetivo destas iniciativas é passar uma mensagem de serenidade e segurança", nomeadamente face à comunidade islâmica, atualmente com cerca de 50.000 pessoas em Portugal.

Por seu lado, Emília Lisboa, coordenadora do Gabinete de Asilo e Refugiados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, sublinhou que "não há evidências de que os atentados tenham sido cometidos por infiltrados integrados na vaga de refugiados, tudo apontando para indivíduos já residentes na União Europeia", pelo que "não faz sentido alimentar receios com base em especulações".

"Os refugiados procuram escapar às violações de direitos humanos, à guerra e ao terrorismo nos seus países de origem", disse ainda Emília Lisboa à agência Lusa, também a poucos minutos de intervir na tertúlia organizada pelo Clube de Filosofia Al-Mu`tamid, da Universidade Lusófona, em parceria com a Comunidade Islâmica de Lisboa.

Igualmente presente na iniciativa, Abdool Vakil, presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, salientou que "as pessoas questionam o acolhimento dos refugiados, mas ajudar os necessitados, socorrer os que pedem auxílio, é um gesto muçulmano, tal como é judaico ou cristão, é um ato de humanidade transversal a várias religiões".

Em declarações à Lusa, Abdool Vakil referiu também que "o autoproclamado Estado Islâmico, que usa essa designação abusivamente, não tem qualquer direito de matar, gesto que é, inclusive, contrário ao Islão", e deu o exemplo de "termos que estão a ser deturpados", caso de `jihad`, que significa, na realidade, "o controlo da alma para resistir às tentações do mal".

Além de Pedro Calado, Emília Lisboa e Abdool Vakil, estava também prevista na tertúlia a presença de Rui Pereira, presidente do Observatório de Segurança, Crime Organizado e Terrorismo e antigo Ministro da Administração Interna, e Ziyaad Yousef, assistente do ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, jornalista da BBC e dirigente da ONG "Save the Children" em Jerusalém.

A tertúlia, aguardada por cerca de 70 pessoas, foi antecedida da apresentação do livro "Mais um estranho na escola", da autoria de Alexandre Honrado e Paulo Mendes Pinto, com ilustrações de Joana Rita.

O volume é o primeiro de uma série destinada a explicar as religiões às crianças e que conta já com um segundo título, "Jesus vive na rua", dos mesmos autores e ilustrado por Dara Deer.

Também moderador da tertúlia, Paulo Mendes Pinto, responsável pela área de Ciência das Religiões na Universidade Lusófona, explicou à Lusa que esta iniciativa, a 18.ª em menos de dois anos, visa "mostrar que o religioso só faz sentido na sociedade através do cívico".






Padre que abriu igreja para evangélicos tem apoio de líderes religiosos – por Francisco Edson Alves


Lideranças religiosas de diversos credos estão preparando um ato de apoio ao padre Wellerson Magno Avelino, de 39 anos. 

Ele abriu as portas de sua paróquia para cultos de outras religiões, sobretudo a Igreja Batista, que teve seu templo parcialmente destruído pelo tsunami de lama de rejeitos de mineração da Samarco, em Barra Longa, a 60 Km de Mariana.

Como O DIA publicou nesta terça-feira, o pároco da Igreja São José, embora tenha recebido elogios, também foi criticado, inclusive por outros padres católicos, pela sua iniciativa. O ato de desagravo está sendo articulado para os próximos dias.

“Faço questão de participar e convidar outros religiosos para o ato de desagravo em apoio a Wellerson. Ele externou, com seu gesto, o amor divino, ao receber irmãos de outros credos”, afirmou o bispo Josep Rossello, da Igreja Anglicana, e Comissário da Free Church of England para o Brasil.

O pastor Roberto de Oliveira, da Igreja Assembleia de Deus de Mariana, também confirmou participação. “Poucos teriam uma iniciativa tão nobre diante do caos. O padre Wellerson tem toda minha admiração”, justificou. 

Ontem, padre Wellerson, passou o dia recebendo telefonemas de solidariedade. Fotos de um dos cultos que circulam pelas redes sociais, dividem opiniões e causam polêmica. Nele, devotos batistas aparecem orando e abraçados ao padre.







Entidade muçulmana cria licença para imãs que respeitem valores da França



Uma organização representativa dos muçulmanos na França anunciou nesta terça-feira a criação de uma "licença" de pregador para imãs, a fim de contra-atacar a propaganda extremista nas mesquitas.

Para obter a licença, o imã passará por uma verificação de "formação teológica", de "conhecimentos do contexto francês, da história das religiões e das instituições" republicanas, bem como sobre o funcionamento de uma sociedade laica, segundo o presidente do Conselho Francês da Fé Muçulmana (CFCM), Anouar Kbibech. A ideia é promover "um Islã aberto e tolerante", ressaltou, ao deixar uma reunião no ministério do Interior convocada após os ataques de 13 de Novembro em Paris.

Segundo Kbibech, a licença terá o mesmo princípio que "uma habilitação de motorista", que pode ser "retirada" em caso de infrações. "Chegou a hora de agir. Os muçulmanos da França devem assumir suas responsabilidades", afirmou ele.

A autoridade se recusou a indicar se a habilitação seria obrigatória para todos os imãs. O CFCM, criado há dez anos por iniciativa das autoridades francesas, não representa todas as mesquitas e salas de oração no país.

Kbibech também anunciou a criação de um "conselho religioso" dentro do CFCM, que terá como objetivo desenvolver um "discurso alternativo" capaz de "refutar todos os argumentos utilizados pelos terroristas e jihadistas para atrair a juventude".

Os ataques de 13 de Novembro, reivindicados pelo Estado Islâmico (EI), deixaram 130 mortos e mais de 300 feridos em Paris. Pelo menos quatro dos autores eram franceses que haviam estado na Síria, onde uma grande parte do território está sob o controle do EI.

A França, com quase cinco milhões de fiéis (7,5% da população), tem a maior comunidade muçulmana na EuropaA corrente salafista, mais rigorosa, tem ganhado terreno nas mesquitas.