quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Cristãos Contra Muçulmanos na Idade Média Peninsular = Cristanos contra Musulmanes en la Edad Media Peninsular



Sinopse:

Esta obra procura contribuir para o diagnóstico e a explicação das bases ideológicas e doutrinais do confronto entre cristãos e muçulmanos, que teve lugar no cenário peninsular, durante a Idade Média. 

O objectivo foi incidir em temas que continuam muito carentes de análise e de uma revisão actualizada, dentro da nossa realidade peninsular: a visão do “outro”, a construção de imagens do adversário, as justificações propagandísticas, o diálogo e/ou o confronto doutrinário, a construção de relatos míticos legitimadores, a fundamentação canónica do confronto, as suas motivações ideológicas. 

Do seu desenvolvimento vão depender, em grande medida, modelos teóricos que servirão para justificar o poder das principais formações políticas que se foram sucedendo na península durante esse longo período histórico.



Esta obra quiere contribuir al diagnóstico y explicación de las bases ideológicas y doctrinales de la confrontación entre cristianos y musulmanes que tuvo lugar en el escenario peninsular a lo largo de la Edad Media. El objetivo es el de incidir en temas que siguen muy necesitados de análisis y revisión actualizadora en el marco de nuestra realidad peninsular: la visión del ‘otro’, la construcción de imágenes del adversario, las justificaciones propagandísticas, el diálogo y/o confrontación doctrinal, la construcción de relatos míticos legitimadores, la fundamentación canónica del enfrentamiento, sus motivaciones ideológicas. De su desarrollo van a depender en buena medida modelos teóricos que servirán para justificar el poder de las principales formaciones políticas que se fueron sucediendo en la Península a lo largo de ese dilatado período histórico.


Índice:

APRESENTAÇÃO 7
PRESENTACIÓN 11
I. OS PRECEDENTES / LOS PRECEDENTES
1. Carlos MEGINO
Profecías sobre el fin del dominio islámico en Hispania en el Siglo IX 17
2. Manuel Luís REAL
Os moçárabes entre a convivência e a intolerância:
resistências, apostasias, dissimulações e ambiguidades 39
3. Isabel Cristina Ferreira FERNANDES
Do ribāṭ à comenda: marcas ideológicas e doutrinais na organização territorial e dos espaços fortificados da península da Arrábida 75

II. A VISÃO ISLÂMICA / LA VISIÓN ISLÁMICA
4. Alejandro GARCÍA SANJUÁN
Tratamiento del enemigo vencido en la doctrina clásica malikí
(ss. IX-XII) 95
5. María Antonia MARTÍNEZ NÚÑEZ
ῌisba y ŷihād en época almohade: el testimonio epigráfico 115

III. A HAGIOGRAFIA CRISTÃ / LA HAGIOGRAFÍA CRISTIANA
6. Patrick HENRIET
Remarques sur la présence des musulmans dans l’hagiographie
hispano-latine des VIIIe-XIIIe siècles 141
8. Saúl António GOMES
Cristãos e Muçulmanos na literatura apologética medieval
portuguesa 161

IV. A ÓPTICA DAS CHANCELARIAS / LA ÓPTICA DE LAS CANCILLERÍAS
9. Carlos de AYALA MARTÍNEZ
El Reino de León y la Guerra Santa: las estrategias ideológicas
(1157-1230) 173
10. Carlos BARQUERO GOÑI
Justificaciones ideológicas de la guerra con los musulmanes en la documentación de la Orden de San Juan en la Península Ibérica 213
11. Philippe JOSSERAND
En péninsule Ibérique et par-delà: les ordres militaires face à
l’Autre à la lumière de quelques contacts réputés pacifiques 231

V. A PERSPECTIVA CRONÍSTICA / LA PERSPECTIVA CRONÍSTICA
12. Fermín MIRANDA GARCÍA
Legitimar al enemigo (musulmán) en las crónicas hispanocristianas
(Ss. XI-XII) 249
13. Francisco GARCÍA FITZ
La confrontación ideológica con el adversario musulmán a través
de las biografías nobiliarias del siglo XV: la percepción del «otro» 271
14. Manuel Alejandro RODRÍGUEZ DE LA PEÑA
La cronística benedictina del mezzogiorno lombardo (ss. IX-X)
y la sacralización de la guerra contra el islam 295
15. Martín F. RIOS SALOMA
Los musulmanes en la Crónica de los Reyes Católicos de Hernando
del Pulgar: imágenes y representaciones 319

VI. FONTES LITERÁRIAS E DOUTRINAIS / FUENTES LITERARIAS Y DOCTRINALES
16. Santiago PALACIOS ONTALVA
De bellis et triumphis saracenorum et christianorum.
La memoria de las cruzadas hispânicas en el Fortalitium Fidei 331
17. Luís Filipe OLIVEIRA
A Cruzada e o Ultramar: Dos trovadores ao conde de Barcelos 355
18. Enrique RODRÍGUEZ-PICAVEA
La visión del “outro”: la imagen del musulmán en el Poema
de Alfonso XI 369
19. Maria Filomena BARROS
Mouros e Guerra Santa na produção do Mosteiro de S. Vicente
de Fora: o Indiculum e a Crónica da tomada desta cidade
de Lisboa aos mouros e da fundação deste Mosteiro de S. Vicente 397

Os Coordenadores:

Carlos de Ayala Martínez es catedrático de Historia Medieval en la Universidad Autónoma de Madrid y coordinador del proyecto de investigación Génesis y desarrollo de la guerra santa cristiana en la Edad Media del occidente peninsular (ss. X-XIV), que ha permitido la elaboración de este libro. Sus líneas principales de investigación giran en torno a órdenes militares, guerra santa y espiritualidad militar, y sobre los problemas de legitimación religiosa del poder político en la alta y plena Edad Media peninsular.

Isabel Cristina Ferreira Fernandes é coordenadora científica do Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago – Município de Palmela e membro do CIDEHUS - Universidade de Évora. Tem coordenado várias obras colectivas e actas de jornadas científicas e é autora de diversos artigos das especialidades que tocam os seus principais interesses de pesquisa: história, arqueologia e arquitectura do período medieval, nomeadamente das ordens militares.

Detalhes:
Ano: 2015
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 416
Formato: 23x16

ISBN: 978-989-689-525-9




Ato inter-religioso na Catedral da Sé homenageia Vladimir Herzog, morto pela ditadura



A Catedral da Sé, em São Paulo, recebeu, em 25 de Outubro, um ato inter-religioso em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), há exatos 40 anos. 

O evento lembrou a celebração em memória do jornalista, ocorrida seis dias após sua morte, conduzida pelo cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, pelo rabino Henry Sobel e pelo pastor presbiteriano Jaime Wright, que reuniu oito mil pessoas na mesma Catedral, para protestar contra a barbárie cometida pela ditadura militar, em vigor no país desde 1964.

Na tarde de 25 de Outubro, cerca de 800 cantores, de 30 corais, se concentraram na Praça da Sé, subiram as escadarias e entraram na Catedral cantando o refrão de  Para não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré, composta em plena ditadura. 

Quando todos já estavam dentro da igreja, a canção foi apresentada por completo, junto à banda que estava próxima ao altar. Logo após, começou o ato envolvendo diversas religiões, que o Instituto Vladimir Herzog descreveu como “uma prece multicultural, uma oração de todos os homens e de todos os credos, numa só voz”.

A viúva Clarice Herzog disse que seu sentimento hoje, diante do ato, é de vitória da sociedade. “A dor, a revolta, o ódio que eu senti, aconteceram há 40 anos e me mobilizaram a fazer tudo. Eu tinha que fazer alguma coisa, eu tinha que provar para a sociedade que o Vlado tinha sido assassinado e eu consegui fazer isso”, declarou.

Segundo ela, o fato de Vlado dar aulas na Universidade de São Paulo (USP), ser diretor de um telejornal da TV Cultura, ser conhecido internacionalmente e também ser um cara do bem, deixou a sociedade muito fragilizada e ajudou na conscientização das pessoas de que elas precisavam se mobilizar contra a violência da ditadura militar.

“Eles [militares] tinham tanto poder, se sentiam tão protegidos, que podiam fazer qualquer coisa. Eles nem precisavam tentar criar uma cena mais crível, não precisava disso, porque não existia resistência, não acontecia nada”, disse Clarice. Para ela, a missa que aconteceu há 40 anos foi uma declaração de “basta” da sociedade.

Ela disse também que não houve punição dos torturados e assassinos. “O nosso Exército atual deveria ter a honradez e a coragem de declarar quem foram eles (torturadores), para termos credibilidade outra vez nos militares. Tentar resgatar a credibilidade dizendo quem são os assassinos”, acrescentou.

“A violência policial matou meu pai, a violência policial continua matando centenas, milhares de pessoas nas periferias. Isso é absolutamente inaceitável, a sociedade tem que começar a se organizar e exigir o fim disso”, declarou Ivo Herzog, filho de Vlado, que tinha nove anos quando o pai foi assassinado. Para ele, é importante manter essa memória viva como inspiração para aquelas pessoas que continuam indignadas com uma série de coisas ruins que acontecem na sociedade.

A principal memória que Ivo tem do ato de 40 anos atrás é ter conhecido Dom Paulo Evaristo Arns e o acolhimento que ele deu para a família Herog. “O carinho, o abraço, as palavras dele. A família estava sofrendo muito e veio uma pessoa muito humana que cuidou da gente”, disse.

A performance musical do ato foi dirigida pelo maestro Martinho Luthero Galati, que esteve presente no ato de 40 anos atrás. Ele contou que 25 de Outubro de 1975 foi um dia sombrio e triste, mas de muita esperança, ao mesmo tempo. “Eu me lembro que o dia estava fechado, em todos os sentidos, desde o clima até o espaço ali fora, com os tanques e soldados na rua. E nós tínhamos que disfarçar para entrar aqui”, disse o maestro.


Para ele, é emocionante rememorar o ato. “É muito interessante repetir isso 40 anos depois com a democracia, em que não precisamos mais nos esconder. Podemos nos encontrar ali fora e cantar e entrar cantando. Essa é a grande diferença entre ontem e hoje”, disse ao comparar os dois momentos de homenagem a Vlado.



Papa elogia diálogo inter-religioso no 50º aniversário de declaração histórica – Por Filipe d'Avillez


Francisco não deixou de referir os aspectos mais complexos das relações inter-religiosas, nomeadamente a existência de fundamentalismos ou extremismos.

O Papa Francisco elogiou na quarta-feira (28/10) os progressos do diálogo inter-religioso, nomeadamente envolvendo a Igreja Católica, no 50º aniversário da declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II, que marcou uma mudança de postura da Igreja neste campo.

Francisco sublinhou em particular o diálogo com os muçulmanos e, de forma especial, os judeus. “Agradecemos de forma especial a Deus pela verdadeira transformação que houve nestes 50 anos no diálogo entre cristãos e judeus. A indiferença e a oposição transformaram-se colaboração e benevolência. De inimigos e estrangeiros tornámo-nos em amigos e irmãos”, afirmou.

Este novo clima de diálogo permite aos fiéis de todas as religiões unirem-se em certas causas e assim corresponder às expectativas do mundo. “O mundo olha para nós, crentes, e convida-nos a colaborar uns com os outros e com os homens e mulheres de boa vontade que não professam qualquer religião, pede-nos respostas reais sobre muitas questões: a paz, a fome, a pobreza que afecta milhões de pessoas, a crise ambiental, violência, especialmente aquela cometida em nome da religião, a corrupção, a decadência moral, a crise da família, a economia, as finanças, e, sobretudo, esperança”.

“Acreditamos que temos receitas para estes problemas, mas temos um grande recurso: A oração. E nós crentes orar. Precisamos orar. A oração é o nosso tesouro, a que recorremos de acordo com as suas tradições, pedindo os dons pelos quais a humanidade anseia”, disse ainda Francisco.

Neste seu discurso, feito durante a tradicional audiência geral das quartas-feiras, na qual participaram representantes de diversas religiões, o Papa não deixou de referir os temas mais complicados, como o extremismo religioso.

“Por causa da violência e do terrorismo, difundiu-se uma atitude de suspeição ou mesmo de condenação das religiões. Na verdade, apesar de nenhuma religião ser imune ao risco de desvios por parte de indivíduos ou grupos fundamentalistas ou extremistas, temos de olhar para os valores positivos que estas vivem e que propõem, e que são fontes de esperança”.


Entre estes valores positivos, referidos no Nostra Aetate, inclui-se “a procura humana de um sentido para a vida, para o sofrimento, a morte, interrogações que sempre nos acompanham”.



Cadeira tirada de terreiro na década de 20 é devolvida a remanescente – Por Juliana Almirante



Objeto sequestrado simboliza liderança espiritual de líder religioso Jubiabá. Cerimônia de entrega aconteceu na sede do IGHB, na quarta-feira (28/10).

Pela primeira vez, um objeto sagrado ao povo do candomblé retirado das mãos de um terreiro por força policial, na década de 20, foi devolvido a representantes da religião. Nesta quarta-feira (28/10), a cadeira do líder do terreiro São Jorge Filho da Gomeia, Severiano Manuel de Abreu, o Jubiabá, foi entregue ao templo remanescente. 

O objeto, que simboliza a liderança espiritual, foi sequestrado como um troféu pela polícia. A prática era comum no auge da perseguição policial aos seguidores do candomblé na década de 20, quando objetos eram sequestrados.

A cerimônia de entrega aconteceu na sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), onde a cadeira permanecia por décadas, após ter sido cedida pela polícia. O evento ocorreu na mesma data da morte de Jubiabá, há 78 anos. A cadeira agora fará parte do memorial localizado no terreiro remanescente do liderado por Jubiabá, o terreiro Mokambo.

O líder do Mokambo, Anselmo Santos Minatojy, explica que a cadeira de comando simboliza o poder do líder espiritual do terreiro e invoca respeito à comunidade. 

“Para mim, a devolução da cadeira é uma vitória não só para o terreiro Mokambo, mas para todo o povo afro-brasileiro do modo geral, que sofreu as agruras da força policial nas décadas de 20 e 30. Seus objetos de culto foram levados como troféus unicamente pelo preconceito, por maldade”, disse.

O coordenador de Cultura do IGHB, Jaime Nascimento, espera que a ação de devolução possa incentivar entidades a repetir o ato simbólico de reparação ao candomblé. 

“Essa é a primeira vez que instituições de forma dialogada fazem esse tipo de acordo para que o objeto sagrado do candomblé seja devolvido. Nessa ação, o instituto buscar incentivar que outras entidades que também tenham objetos dessa natureza, que façam o mesmo porque não há sentido para uma instituição ficar mantendo algo que não é objeto de museu, é um objeto sacro”, justificou.


A diretora de preservação do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia, Etelvina Rebouça Fernandes, defendeu que a devolução da cadeira é um direito para os herdeiros do terreiro de Jubiabá. 

“O terreiro Mokambo continuou com toda a sabedoria, todos os bens imateriais do terreiro de São Jorge filho da Gomeia, onde liderava Jubiabá. Para a gente, é uma vitória do povo de santo e, para a sociedade, a retomada essa cadeira para o lugar de onde nunca deveria ter saído”, considerou.



Manifesto evangélico pela saída do Dep. Eduardo cunha da presidência da Câmara


Nós, abaixo assinados, representantes e membros de segmentos e de movimentos evangélicos identificados com um Brasil justo e democrático, e numa iniciativa apartidária, manifestamos, juntamente com outros setores da sociedade civil, nossa preocupação com o atual momento da sociedade brasileira, marcado por uma aguda crise política.

Esse quadro se traduz nos conflitos institucionais entre os poderes da República, resultado também de um modelo de governabilidade frágil, que precisa ser revisto através de uma profunda Reforma Política. Como agravante e, ao mesmo tempo, endêmica a esse modelo, a corrupção corrói a confiança na democracia brasileira, deixando a população perplexa com as práticas ilícitas de gestores e de representantes, em diferentes instâncias, de todos os três poderes.

Nesse contexto, as ações do Deputado Eduardo Cunha, atual presidente da Câmara dos Deputados e que se identifica como evangélico, merecem repúdio. As denúncias de corrupção e o envio de recursos públicos para contas no exterior inviabilizam a permanência do deputado Eduardo Cunha no cargo que ocupa, uma vez que não há coerência e base ética necessária a uma pessoa com responsabilidade pública.

A comunidade evangélica brasileira é diversa tanto em suas tradições e práticas religiosas quanto ideológica e politicamente. Há, nos últimos anos, uma forte tendência, a partir da crescente visibilidade política de lideranças eleitas em diferentes níveis, de homogeneizar essa pluralidade e apresentá-la como se tais representantes fossem a voz dos evangélicos. Nós nos opomos enfaticamente a isto. E afirmamos que, frente a casos como o que protagoniza o atual presidente da Câmara dos Deputados, a corrupção não é a marca distintiva da política para os evangélicos. Ela é a marca de certa "safra" de representantes. Mas os evangélicos não somos assim e não podemos mais deixar que nos identifiquem como tal.

Sendo assim, como evangélicos que prezam a ética, a verdade e a justiça, concordamos quanto à insustentabilidade da permanência do Deputado Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados e posicionamo-nos a favor de sua imediata SAÍDA.
27 de outubro de 2015, Semana da Reforma Protestante, 498 anos 

Assinam:

1. Dom Francisco de Assis da Silva, Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
2. Dom Flávio Irala, Bispo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Diocese de São Paulo.
3. Dom Maurício Andrade, Bispo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Diocese Anglicana de Brasília.
4. Dom Naudal Alves Gomes, Bispo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Diocese Anglicana de Curitiba.
5. Revma. Marisa Coutinho, Bispa da Região Missionária do Nordeste, Igreja Metodista.
6. Revmo. Paulo Ayres Mattos, Bispo Emérito da Igreja Metodista, Professor da Universidade Metodista de São Paulo.
7. Dom Almir dos Santos, Bispo Emérito da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
8. Dom Sebastião Gameleira, Bispo Emérito da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
9. Dom Jubal Neves, Bispo Emérito da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
10. Romi Bencke, pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil.
11. Lusmarina Campos Garcia, pastora da Igreja Evangélica de Confissão. Luterana do Brasil, presidente do Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro.
12. Eliana Rolemberg, liderança leiga, Presbitério da Paróquia de Confissão Luterana de Salvador/BA.
13. Magali Cunha, liderança leiga, Igreja Metodista.
14. Revda Maria do Carmo Moreira Lima (Pra Kaká Omowalê), Igreja Metodista do Rio de Janeiro, Pastoral da Juventude em Conflito com a Lei.
15. Graciela Chamorro, Teóloga e Pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, e Professora de História Indígena na Universidade Federal da Grande Dourados.
16. Revda. Lilian Conceição da Silva Pessoa de Lira, presbítera e secretária de Missão da Diocese Anglicana do Recife, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
17. Pr. Christian Gillis, Igreja Batista da Redenção, Belo Horizonte/MG.
18. Nancy Cardoso, Pastora da Igreja Metodista, Assessora da CPT.
19. Pr. Marcos Adoniram Monteiro, Primeira Igreja Batista em Bultrins, Olinda/PE, Comunidade de Jesus em Feira de Santana/BA.
20. Aneli Schwarz, Pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs de Minas Gerais.
21. Pr. Welinton Pereira da Silva, Igreja Metodista, Brasília/DF.
22. Pr. Claudio de Oliveira Ribeiro, Igreja Metodista.
23. Serguem Jessui, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, representante da TEARFUND.
24. Dr. Ely Eser Barreto César, teólogo, pastor aposentado da Igreja Metodista e ex-professor da UNIMEP.
25. Dr. Joanildo Burity, liderança leiga na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Recife/PE.
26. Pr. Levi Araújo, Igreja Batista, SP
27. Pr. Lyndon Santos, Igreja Evangélica Congregacional, São Luís/MA
28. Clemir Fernandes, pastor batista.
29. Joel Zeferino, Pastor da Igreja Batista Nazareth/BA.
30. Daniel Souza, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, presidente do Conselho Nacional de Juventude.
31. Pastor Herbert Alencar, Comunidade Sara Nossa Terra, Brasília/DF.
32. Walter Roberto Marschner, Pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
33. Rev. Sergio Andrade, Deão da Catedral Anglicana da Santíssima Trindade, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
34. Pastor Rogério Donizete Bueno, Igreja Vyneard Campinas.
35. Odja Barros, pastora da Igreja Batista do Pinheiro em Maceió e membro do CLAI.
36. Marcelo de Paula, Igreja do Nazareno, SP.
37. Anivaldo Padilha, Igreja Metodista e líder ecumênico.
38. Nilza Valeria, jornalista, Igreja Batista.
39. Flavio Conrado, editor, Editora Novos Diálogos.
40. Paulo Cesar Portellada, Ministro Leigo da Igreja Episcopal Anglicana, São Paulo/SP.
41. Rev. Octavio Alves dos Santos Filho, Pastor da Igreja Metodista em São Miguel Paulista, São Paulo.
42. Wellinton Santos, Pastor da Igreja Batista do Pinheiro, Maceió/AL.
43. Lauri Emilio Wirth, Professor da Universidade Metodista de São Paulo – UMESP, Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil.
44. Revdo Luiz Carlos Ramos, Pastor da Igreja Metodista de Pirassununga/SP.
45. João Francisco dos Santos Esvael, Igreja Episcopal Anglicana, membro da Junta Diretiva do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI).
46. Wesley Silva dos Santos, Igreja Metodista, Liderança Leiga.
47. Edson Fernando de Almeida, Pastor da Igreja Cristã de Ipanema.
48. Edson Fasano, leigo da Igreja Metodista na Mooca.
49. Dr. Manoel Ribeiro de Moraes Junior, Igreja Batista, Professor do Departamento de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Pará.
50. Revdo. David Pessoa de Lira, diácono da Diocese Anglicana do Recife, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
51. Sergio Marcus Pinto Lopes, Pastor da Igreja Metodista jubilado.
52. Marco Davi de Oliveira, pastor da Igreja Batista em Parque Dorotéia, São Paulo.
53. Rev. Sandro Xavier, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU).
54. Marcio Cappelli, Pastor da Igreja Batista.
55. Oswaldo de Oliveira Santos Júnior, Pastor da Igreja Metodista.
56. Gilberto Terra, leigo da Igreja Metodista no Ipiranga.
57. José Assan Alaby, Professor de Pós-Graduação.
58. Simei Marcondes de Carvalho, leigo, Igreja O Brasil para Cristo
59. Zeni de Lima Soares, Pastora da Igreja Metodista.
60. Caio Marçal, missionário da Igreja Batista, Belo Horizonte/MG.
61. Rejane Fátima Costa, leiga da Igreja Luterana em Belém do Pará.
62. Alonso de Souza Gonçalves, Pastor na Igreja Batista Central em Pariquera-Açu/SP.
63. Nilce Zacarias, assistente social, leiga da Igreja Batista.
64. Ronaldo Martins, jornalista, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil.
65. Filipe Degani, psicólogo, Igreja Batista.
66. Revda Neusa Maria Gomes da Silva, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil.
67. Adriana Medeiros Vieira, liderança leiga da Igreja Presbiteriana Barra do Piraí.
68. Prof. Dr. Helmut Renders, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo, Pastor da Igreja Metodista.
69. Patrícia Regina Moreira Marques, pastora da Igreja Metodista.
70. José Carlos de Souza, Professor de Teologia na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e pastor da Igreja da Metodista.
71. Angelita Zacarias, diaconisa da Igreja Batista.
72. Pr. Teobaldo Witter, pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, Cuiabá/MT.
73. Jorge Fernando do Nascimento, mecânico, Igreja Batista.
74. Elisângela Aparecida Costa, esteticista, Igreja Batista.
75. Jorge Martins do Nascimento, representante comercial, Igreja Batista
76. Washington Luiz Silva Santos, professor da Escola Dominical, líder do ministério de liturgia, regente de coral da Igreja Metodista em Vila Gustavo
77. Marcelo Santos, jornalista, Igreja Betesda
78. Bruna de Oliveira, nutricionista, Aliança Bíblica de Avivamento, Porto Alegre/RS
79. Rodrigo Silva, consultor, Igreja Capital Augusta, São Paulo.
80. Sâmela Ferreira, nutricionista, conselheira de segurança alimentar e nutricional, Igreja Espiscopal Anglicana do Brasil.
81. Lucas Abrahão, professor, Comunidade Reviver, Amapá.
82. José Barbosa Júnior, batista, Movimento Jesus Cura a Homofobia.
83. Paulo Saraiva, Pastor da Comunhão Batista da Zona Sul.
84. Isis Coutinho, assistente social, Igreja Batista.
85. Gedeon Alencar, líder pentecostal, membro do Grupo de Estudos do Protestantismo e Pentecostalismo-GEPP-PUC-SP.
86. Pr. Danilo Barbosa, Igreja Batista Memorial de Alphavile.
87. Kezzia Cristina, Igreja Luterana, Fortaleza.
88. Juliana Peres, estudante de Geografia, Igreja Evangélica.
89. Lethicia Mariáh, estudante, igreja batista.
90. Henrique Gonçalves Santos, Designer Gráfico, Igreja Metodista em Vila Gustavo.
91. Sydnei Melo, professor de educação básica, mestre em Ciência Política, presbiteriano.
92. Marco Davi Filho, estudante de medicina, Igreja Batista.
93. José Carlos Muniz Filho, advogado, Igreja Presbiteriana do Brasil.
94. Guilherme Reichwald Jr, Professor da Rede Federal - Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL), Igreja Evangélico de Confissão luterana (IECLB).
95. Fellipe dos Anjos, pastor da Igreja Batista da Redenção em São Gonçalo, RJ.
96. Ediva Gonçalves de Souza, Pastor da Igreja Batista Nacional Independente.
97. Paloma Nascimento dos Santos, professora, Primeira Igreja Batista do Recife.
98. Marcelo da Silva Carneiro, Teólogo Metodista, Presidente da ABIB.
99. Benjamim César, pastor presbiteriano, Assessor da Visão Mundial.
100. Rev. Robson Costa Souza, Pastor presbiteriano na Praia de Botafogo/RJ.
101. Otávio Damichael Marques, estudante de teologia, igreja batista.
102. Marilo Costa, Presbítero em disponibilidade da 1ª Igreja Presbiteriana de João Pessoa
103. Morgana Boostel, missionária, presbiteriana.





Congreso de Amerindia: para Leonardo Boff la religión y la teología están ‘en alza’ en el mundo de hoy – Por Cristina Fontenele



Con el tema: "El factor religioso en el contexto de la conflictividad”, Leonardo Boff dio inicio al: 

II Congreso Continental de Teología

Que se realiza del 26 al 30 de octubre en Belo Horizonte (Estado de Minas Gerais - Brasil), para debatir cuestiones sobre la espiritualidad, el fundamentalismo y el terrorismo. 

El teólogo puntualizó que la religión y la teología están "en alza” actualmente y son temas modernos, que movilizan a miles de personas. El fundamentalismo, de acuerdo con Boff, consiste en la interpretación y la imposición de una determinada doctrina como la única verdad posible, postura que, en general, se encamina hacia la falta de comprensión y la violencia.

Para Boff, la religión y la política caminan juntas, como por ejemplo, lo que ocurre en el Islam, donde la religión es una fuerza central que mantiene la identidad de las personas, sobre todo en los momentos de crisis. "Pero todo lo que ocurre, sólo puede enfermar”, señaló el teólogo, recordando los grandes conflictos existentes en medio Oriente.

Boff afirmó también que, además de la religión, existen otras formas de fundamentalismo y ejemplificó citando la "macroeconomía capitalista”, que ha impuesto un único modo de producción y consumo para la sociedad actual. El teólogo señala que este fundamentalismo es el responsable de la crisis griega y de los escenarios desestabilizadores de países latinos como Brasil y Argentina, que "obligan” a los gobiernos a obedecer a una única lógica económica.

Citando el lema del Pentágono (Estados Unidos) "un mundo, un imperio”, Boff comparó la versión estadounidense con la orientación papal: "un mundo, una casa”. Destaca que son comprensiones directamente opuestas de lo que sería vivir en comunidad. Según el teólogo, desde que Washington (Estados Unidos) dijo "América está en guerra”, el mundo ha vivido bajo la perspectiva de los conflictos modernos, como lo que sucede con los actuales refugiados europeos, que serían el resultado de guerras emprendidas por Occidente.

Defendiendo una postura más autocrítica, Boff recordó también el fundamentalismo individual, que se practica a veces de manera inconsciente. En todo momento, este comportamiento llama a la reflexión a partir del proceso de globalización, que permite a las personas interactuar con diferentes seres humanos de distintas partes del Globo.

Así como el fundamentalismo, el teólogo enfatizó que es preciso abordar también el tema del terrorismo, práctica que, para él, tiene como objetivo instalar el miedo generalizado en la mente de las personas. Para producir eso, el terrorismo presenta algunas características como la necesidad de que los actos sean espectaculares y la imagen de que los atentados fueron minuciosamente preparados.

Sobre la espiritualidad, Boff defendió la necesidad de rescatar la conexión con la tierra, pues "vivimos la cultura del cansancio”. Para él, el futuro puede ser decidido bajo dos perspectivas. La ótica de que el mundo vive una tragedia anunciada en la cual no es posible reparar los estragos ya realizados por el hombre, y la idea de una crisis de civilización, ante la cual es posible retomar el camino del equilibrio, que es la visión defendida por Boff.

Para el teólogo, el próximo paso de la humanidad es, entonces, descubrir qué es lo que él denomina "capital espiritual” del ser humano. Qué significa migrar de la cabeza al corazón y sentir a Dios a partir de ahí. Un camino que ofrece un potencial ilimitado, en función de la vida y no de la acumulación.

Paradójicamente, "no siempre la religión alimenta”, concluyó Boff, relatando una conversación que tuvo con el Dalai Lama, en la cual el teólogo cuestionó al budista cuál sería la mejor religión. Sorprendido, Boff dijo que según el Dalai Lama, la mejor religión es aquella que hace mejor al individuo, más humano, misericordioso y más sensible.

El Congreso

Decenas de teólogos y teólogas latinoamericanos están reunidos en el II Congreso Internacional de Teología para debatir la "Iglesia que camina con espíritu y desde los pobres”. Promovido por Amerindia Continental y con la presencia de referentes de la Teología de la Liberación, como Leonardo Boff y Gustavo Gutiérrez, el encuentro apunta a profundizar el ser cristiano en comunidad, ante los nuevos desafíos de un mundo plural y conflictivo.

En la ceremonia de apertura, este lunes 26, se hizo un homenaje a la Madre Tierra (Pachamama), con la oferta de elementos simbólicos, como agua, tierra y frutos, además de la representación de la basura a partir de la naturaleza muerta y de bolsas plásticas. Los participantes entonaron cánticos y leyeron una oración pidiendo perdón por el consumo irresponsable de los hombres, lo que ha llevado a la casi extinción de los bienes de la naturaleza.

En las palabras iniciales del Congreso, la mexicana Socorro Martínez, coordinadora continental de Amerindia, dijo que la elección del Papa Francisco en 2013 para dirigir al Vaticano produjo logros significativos para el contexto eclesial, dado que el pontífice es un "legado” de América Latina, y el primer Papa que, de hecho, optó por los pobres. Según la teóloga, Francisco invita a una nueva forma de ser y actuar, más allá del asistencialismo, más cercana de una sociedad que debe promover la dignidad de todos.

También con el mensaje de bienvenida, Pablo Bonavía, coordinador del Observatorio Eclesial de Uruguay, destacó que la reforma de la Iglesia debe distanciarse del narcisismo y promover un proceso civilizador alternativo, para vivir con alteridad cuidando de la "Casa Común” [expresión acuñada por el Papa en la encíclica ecológica Laudato si’]. 

El sacerdote recordó también que asumir un cambio radical y profundo no implica improvisación, y destacó las jornadas de trabajo emprendidas para discutir el contexto eclesial en diversos países, como Bogotá [Colombia], Montevideo [Uruguay], Chile, Bolivia y Buenos Aires [Argentina], entre otros.

La programación del Congreso incluye reuniones para compartir las diferentes experiencias de América Latina sobre ecología, migrantes, tráfico de personas, pueblos indígenas y el papel de la mujer en la comunidad eclesial. Entre las disertaciones, los invitados van a debatir la coyuntura y la relevancia de la Iglesia en el mundo, la autoridad de los mártires y de los pobres. El I Congreso Continental de Teología fue realizado en 2012, en la Universidad Vale do Río dos Sinos (Unisinos), en São Leopoldo (Río Grande do Sul). Después de tres años, el actual encuentro da seguimiento a la reflexión teológica en el contexto latinoamericano pos Concilio Vaticano II.

Más informaciones y programación en www.amerindiaenlared.org/congreso2015/inicio/

Cristina Fontenele - Periodista. Correo electrónico cristina@adital.com.br e crisfonte@hotmail.com





Sínodo 2015: D. Manuel Clemente fala da «Narrativa Sinodal» sobre a família/Portugal


Colóquio vai decorrer na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, dia 30 de outubro de 2015.

O cardeal-patriarca de Lisboa é o principal orador do colóquio: ‘A Família: Narrativa Sinodal’ organizado pela Faculdade de Teologia, da Universidade Católica Portuguesa (UCP), esta sexta-feira, dia 30 de outubro no auditório 1 da instituição em Lisboa.

Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, a Faculdade de Teologia destaca que para além da intervenção de D. Manuel Clemente sobre a família na “narrativa sinodal”, o evento é uma oportunidade de “reflexão e diálogo numa perspetiva interdisciplinar”.

Neste contexto, depois da intervenção do cardeal-patriarca de Lisboa, às 15h00, a partir das 16h00 são apresentados ‘três «olhares» sobre a realidade familiar’: ‘A problemática sociológica da família, hoje’, por Alfredo Teixeira; ‘A tradição histórica do matrimónio’, com Samuel Rodrigues e o padre Jacinto Farias fala sobre a família, ‘problemáticas do sacramento’.

Depois o programa prevê um espaço de diálogo aberto e o evento termina às 18h00 com uma intervenção da reitora da Universidade Católica Portuguesa.


O Colóquio sobre ‘A Família: Narrativa Sinodal’ é uma organização conjunta da Sociedade Científica, da Faculdade de Teologia, e do Instituto de Ciências da Família da UCP e realiza-se no auditório 1 da instituição de ensino em Lisboa.