quarta-feira, 9 de setembro de 2015

convite


PRECE e CIC ESPM lançam programa Reflexões


Seis encontros levarão participantes pelo complexo universo de temas ligados à religião, espiritualidade, mundo corporativo, política e mercado.

A ESPM lançou, em novembro de 2013, o Programa de Religião e Espiritualidade no Consumo e nas Empresas - PRECE, que configura um Núcleo de Estudos pioneiro que fomenta a pesquisa, o ensino e publicações a respeito da religião e espiritualidade no mercado e no ambiente organizacional.

O PRECE sistematiza as linhas de estudo e a pesquisa nesta área. Diversas escolas estudam a religião de maneira confessional e até mercadológica, porém o nosso escopo de trabalho é o enfoque na intersecção entre religião e mercado, área pouco explorada no país.

Cada vez mais a evolução tecnológica tem obrigado a sociedade a se transformar. As decisões devem ser tomadas num instante, quase impulsivamente. Refletir, retornar ao pensamento, observar, meditar, argumentar e considerar são características obrigatórias desta nova realidade.

A ESPM reconhece o desafio de pensar a convergência de mundos aparentemente distantes entre si, e por isso convida você a embarcar nessa jornada pelo conhecimento, mediada pelo Reflexões, um curso realizado pelo PRECE, em parceria com o Centro de Inovação e Criatividade ESPM - CIC, no qual todos poderão pensar sobre temas que afetam diretamente o cotidiano. 

Durante o programa, especialistas conduzirão os participantes pelo complexo universo de temas ligados à religião, espiritualidade, mundo corporativo, política e mercado. Serão seis encontros temáticos, com duas horas de duração cada, e acontecerão às quartas e quintas-feiras, das 19:30h às 21:30h, nos dias 16 e 17 de Setembro; 21 e 22 de Outubro; e 11 e 12 Novembro.

Àqueles que adquirirem os pacotes de encontros contarão com desconto especial (ticket para um encontro terá o valor de R$ 160,00, a partir de dois encontros 15% de desconto ou para todos os encontros com 30% de desconto). 

Programação

Nos dois primeiros encontros, em Setembro, serão tratados os temas: Religião, Políticas Públicas e Cidadania, com a presença do médico ginecologista e obstetra e Deputado Estadual (SP), Carlos Alberto Bezerra Jr., Presidente da Comissão de Direitos Humanos e membro da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp); e Religião e o Futuro da Humanidade, com João Décio Passos, professor livre-docente da PUC-SP e professor do Instituto Teológico São Paulo. Já em Outubro, serão abordados os seguintes assuntos: 

Religião, Intolerância e Fundamentalismos, com o professor Heni Ozi Cukier, cientista político e professor de Relações Internacionais da ESPM, mestre em International Peace and Conflict Resolution pela American University, em Washington D.C., atuou na Organização das Nações Unidas (ONU) e na Organização dos Estados Americanos (OEA); e O Islã no Brasil: Cultura, Religião e Mercado, com Sheikh Abdel Hamed Mohammad Ali Metwally, formado em Teologia Islâmica pela Universidade Al Azhar no Egito, com Mestrado e Doutorado na mesma Instituição, professor de Crença Islâmica de acordo com o Alcorão e a Sunna na Mesquita Al Azhar Al Charif, Cairo, Egito. Imam e orador da Mesquita Brasil, primeira mesquita islâmica da América Latina.

No último mês do curso, em Novembro, os participantes trabalhão temas como:

Religiosidade, Espiritualidade e o Mundo Corporativo, com Ed René Kivitz, teólogo, escritor e pastor, além de mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo e autor de diversos livros, entre eles "Vivendo com Propósitos" e "Outra espiritualidade"; e Religião, Ateísmo e Novas Espiritualidades, com o convidado Luiz Felipe Pondé, professor na PUC-SP e na FAAP, doutor em filosofia pela USP, mestre em filosofia pela USP, DEA pela Université de Paris 8 e pós-doutor pela Universidade de Tel Aviv.

Além dos convidados em cada tema, o curso contará com interlocutores da ESPM, que serão: Ismael Rocha, diretor acadêmico da graduação da ESPM SP; Andrey Mendonça, coordenador do PRECE na ESPM; Pedro de Santi, líder da área de Humanidades da ESPM; Luiz Fernando D. Garcia, diretor geral da graduação da ESPM-SP; e Mário René, coordenador do curso Ciências Sociais e do Consumo.

Evento: Reflexões

Data: 16 e 17 de setembro; 21 e 22 de outubro; e 11 e 12 novembro
Horário: das 19:30h às 21:30h
Local: ESPM-SP, Campus Prof. Francisco Gracioso Endereço: Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 - Vila Mariana - São Paulo-SP
Outras informações: (11) 5085-4600 - http://www2.espm.br/cic  

Sobre a ESPM

Fundada em 1951 com o nome Escola de Propaganda do MASP e sob o slogan: 'Ensina quem faz', a ESPM tinha como filosofia, mantida até hoje, reunir profissionais do mercado para ministrar seu curso, associando a prática com a teoria. Em pouco tempo já era reconhecida como uma das principais instituições de ensino do País.

A partir de 1974, deu início à sua expansão, inaugurando a ESPM Rio, no Rio de Janeiro. Em 1978 viriam os cursos de pós-graduação e, em 1985, inaugurou a ESPM Sul, em Porto Alegre. Considerada um centro de excelência no ensino de Comunicação, Marketing e Gestão, a oferta de novos cursos de graduação era o caminho natural a ser seguido. E desta forma, a ESPM ampliou seu portfólio:

Administração (1991); Design (2004); Relações Internacionais (2006); Jornalismo (2011); e Sistemas de Informação em Comunicação e Gestão (2014); Cinema e Audiovisual (2015); e Ciências Sociais e do Consumo (2015). O início do século XXI também ficou marcado pela introdução dos programas de mestrado e doutorado.






Em sua 8ª edição encontro reúne jornalistas da Conferência dos Bispos



O VIII Encontro de Jornalistas das arquidioceses, dioceses, regionais, pastorais e organismos da Igreja no Brasil contará com palestras dos jornalistas Heraldo Pereira, Fábio Henrique Pereira e Maurício Júnior. 

O evento acontece de 11 a 13 de setembro próximos, na sede da Cáritas Brasileira, em Brasília (Distrito Federal). O objetivo de fortalecer os laços entre assessores de imprensa e comunicação que atuam no âmbito eclesial.

Durante o encontro, o jornalista Heraldo Pereira, da Rede Globo de Televisão, irá abordar "Os desafios da assessoria de imprensa no atual quadro de comunicação”. 

Em outra palestra, o doutor em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) Fábio Henrique Pereira, tratará do "Jornalismo em tempos de mudanças estruturais”. O sócio da agência de comunicação Santa Fé Ideias Maurício Júnior falará sobre "Planejamento e mensuração em assessoria de imprensa”.

Público

O Encontro de Jornalistas é voltado para os profissionais ou mesmo os não profissionais que atuam nas assessorias de imprensa e comunicação de dioceses, regionais, pastorais ou organismos da CNBB. Desde 2008, o evento tem sido um espaço para a troca de experiências, formação e articulação da comunicação do setor.


Mais informações no site da CNBB.





Garota de 16 anos é atacada violentamente por causa de religião



Em Londres, na Inglaterra, um vídeo está mostrando o ódio que existe contra as pessoas muçulmanas. 

Foi na noite dessa segunda-feira, dia 07/09, que um documentário passou na televisão várias imagens reveladoras do que se vai passando pelas ruas da cidade inglesa. 

Num dos momentos mais chocantes, uma garota de apenas 16 anos é atacada selvaticamente por um homem por vestir o hijab, o véu islâmico cobrindo a cabeça. A menina foi deixada inconsciente no chão da rua e os policiais ingleses contam que está crescendo o número de casos relacionados com crimes de ódio contra muçulmanos. 

A menina se dirigia para a escola e cumpria as tradições da religião. Com a cabeça coberta com o hijab, caminhava sozinha quando foi atacada por um homem de 34 anos, em Novembro de 2012.

O ataque é feito pelas costas da menina e as imagens captadas mostram o agressor fugindo após bater violentamente na menina que ficou caída no chão. Este homem acabou sendo detido pela polícia e em Fevereiro de 2013 foi preso, depois de condenado a uma pena de prisão de quatro anos. 

Acusado por dois crimes contra jovens mulheres muçulmanas, este homem se defendeu dizendo que a menina "não tinha uma cara amigável", como informa o jornal Express. Acabou preso e serve de exemplo para o documentário da televisão BBC que diz que a violência contra mulheres que usem o hijab aumentou em 60% de casos, só em Londres. E o boom desse crescimento tem acontecido nos últimos meses.

O estudo provou que no último ano (de Julho de 2014 a Julho de 2015) aumentou o ódio contra islamistas em 70%, segundo dados revelados no documentário BBC's Inside Out London Special, exibido na noite de segunda-feira. Usar o véu islâmico põe em perigo as mulheres que estão vestindo suas tradições e crenças religiosas, evidenciando a descriminação a que são sujeitas no dia-a-dia. 

A polícia da Inglaterra pede que as vítimas destes crimes de ódio não fiquem caladas e não sofram em silêncio. Que acusem seus agressores, para que os policiais possam ajudar a acabar com estes crimes contra os muçulmanos. Ajudar as vítimas de violência contra a religião e prender os culpados são os objetivos da polícia londrina. 






Pequenos partidos que atuam em nome da religião


Quatro pequenos partidos que têm apenas uma ou duas cadeiras, conseguiram ser notados no parlamento. 

Forças protestarias, o Movimento Cidadão Romando (Suíça francesa) e a Liga dos Ticineses (Suíça italiana) lutam para frear a imigração e contra a aproximação com a UE. O Partido Evangélico Suíço e o Partido Cristão Social têm raízes religiosas e sociais. Todos têm prioridades com vistas às eleições legislativas federais de outubro. 

Liga dos Ticineses

O freio à imigração e a defesa da soberania suíça: essas são as prioridades da próxima legislatura da Liga dos Ticineses, que têm duas cadeiras na Câmara. 

“Quanto à imigração, há várias questões importantes que continuam em suspenso e que devem ser rapidamente resolvidas durante a próxima legislatura. Trata-se da livre circulação das pessoas no mercado de trabalho interno, de problemas de segurança e a questão da expulsão de criminosos estrangeiros”, explica Lorenzo Quadri, deputado federal da Liga dos Ticineses

Segundo esse partido, governo e parlamento devem aplicar sem derrogação a iniciativa “Contra a imigração em massa”, apesar das pressões da UE, para que a introdução de contingentes de mão de obra estrangeira violaria os acordos bilaterais. 

LdT 

Fundado em 1991 como movimento de protesto contra os partidos tradicionais, a Liga dos Ticineses declara-se em favor da independência da Suíça face à UE, pela limitação da imigração, pelo reforço da segurança e dos controles nas fronteiras, pela redução de impostos e pela construção de um segundo túnel no Gotardo.

Nas eleições legislativas cantonais de 2015, a Liga passou a ser o segundo partido mais votado com 24% dos votos.  O partido tem duas secretarias no governo do Ticino e dois deputados federais (Lorenzo Quadri e Roberta Pantani), que fazem parte do grupo do Partido do Povo Suíço (SVP, na sigla em alemão). 

“Dada a gravidade da situação da imigração, nossa posição é clara”, afirma o deputado da Liga dos Ticineses

“Si nos impuserem de escolher entre a situação atual, ou seja, de libre circulação das pessoas sem qualquer limite, e o fim dos acordos bilaterais, escolheríamos o fim dos acordos. Temos certeza de que os tratados bilaterais podem ser renegociados com outras bases porque eles são do interesse de todos. A UE não assinou esses acordos para dar um presente à Suíça. Ela o fez porque eles também corresponde a seus interesses”.

Ainda com relação à UE, a Liga dos Ticineses também luta contra as pressões de Bruxelas para a conclusão de um acordo institucional, que obrigaria a Suíça a retomar automaticamente o direito europeu e a submeter eventuais divergências à Corte Europeia de Justiça. 

“Aí também não temos dúvida alguma: devemos defender nossas prerrogativas e nossas especificidades frente às pressões vindas do exterior. Por conseguinte, nada de juízes estrangeiros e nenhuma prioridade ao direito europeu sobre o direito suíço. O que está em jogo é nossa independência, que devemos salvar a qualquer preço”, sublinha Lorenzo Quadri.

Entre as prioridades da Liga dos Ticineses para a próxima legislatura estão ainda a defesa das especificidades do cantão do Ticino na esfera federal. Especificidades que o governo suíço não levaria suficientemente em conta. 

“Nós devemos infelizmente notar que todas as promessas não se traduzem em atos concretos. De um lado, o governo declara regulamente ser consciente dos problemas específicos do Ticino, por exemplo, o problema dos fronteiriços. De outro, ele toma decisões contrárias ao que diz”.

Partido Evangélico Suíço

“Equidade, durabilidade e dignidade humana” são os três princípios essenciais sobre os quais se orientam as escolhas políticas do Partido Evangélico Suíço (PEV). “A equidade é para nós fundamental, por exemplo, no plano econômico e fiscal, a fim de lutar contra a disparidade crescente entre ricos e pobres”, explica Marianne Streiff-Feller, deputada federal e presidente do partido. 

“Para nós, a durabilidade significa levar em conta que queremos deixar para as gerações futuras, por exemplo, um meio ambiente intacto e finanças em ordem. Quanto à dignidade humana, ela deve ser determinante nas relações entre os seres humanos, em particular os idosos, os deficientes, todos os que precisam de proteção”.

Lendo o programa do PEV, encontra-se ainda outros princípios. Para esse partido, os valores éticos da Bíblia devem constituir o fundamento da sociedade. O PEV se diferencia, portanto, das outras forças políticas: aberto ou progressista nos temas sociais, mas conservador nas questões da vida humana, o respeito da família e luta contra as dependências. 

PEV

Fundado em 1919, o partido Evangélico Suíço (PEV) quer promover uma política social baseada nos princípios do Evangelho. A formação, situada no centro do espectro político, luta por uma Suíça solidária e que defende a dignidade humana. Nas eleições legislativas federais de 2011, o PEV obteve 2% dos votos e duas cadeiras na Câmara. Suas duas representantes, Marianne Streiff-Feller, de Berna e Maja Ingold, de Zurique, são integradas ao grupo parlamentar do Partido Democrata Cristão.

O PEV está presente em 18 cantões, não unicamente nos de maioria protestante. O partido sempre conseguiu ser representado no parlamento federal, mas nunca teve mais de três deputados federais nem conseguiu tornar-se uma força política maior como o Partido Democrático Cristão (PDC), nos cantões católicos. 

“Sempre podemos contar com um eleitorado fiel, mas fazemos nossas campanhas eleitorais sem o apoio de lobbies políticos ou financeiros. Para nós, o ser humano não é uma mercadoria da qual se pode tirar proveito, mas uma criatura preciosa que deve ser respeitada desde seu nascimento até a morte”, declara Marianne Streiff-Feller.

Quanto aos grandes temas da política suíça, o PEV deseja que a iniciativa contra a imigração em massa seja aplicada sem colocar em risco os acordos bilaterais com a UE. Ele quer defender os postos de trabalho ameaçados pelo franco forte, mas, se possível, sem intervenção financeira do Estado. 

O partido reclama um maior envolvimento da Suíça para enfrentar a urgência dos refugiados e defende a introdução de regras éticas para as empresas suíças ativas no estrangeiro para que respeitem o homem e o meio ambiente também nos outros países.

Movimento Cidadão Romando (da Suíça francófona)

 “Nem à esquerda nem à direita, mas do lado do cidadão”, é o mote do Movimento Cidadão Romando (MCR), criado em 2010 por iniciativa do Movimento Cidadão de Genebra (MCC). 

“Para cada tema, buscamos colocar o cidadão no centro do debate, pois frequentemente ele é deixado de lado pelos outros partidos políticos. Queremos reforçar a consulta popular e defendemos, portanto, o princípio fundamental da democracia direta. Queremos uma economia forte a fim de ter um sistema social eficaz, a distribuição da riqueza e, portanto, uma boa coesão social entre todas as camadas da sociedade”, declara Roger Golay, o único representante do MCR no parlamento.

MCR 

Lançado em 2010, o Movimento Cidadão Romando (MCR, da Suíça francesa), limita-se atualmente ao cantão de Genebra, onde o Movimento Cidadão Genebrino (MCG), é a segunda força política. Em 2013, este último obteve 20% nas eleições legislativas cantonais.

Quanto aos outros cantões, o MCR tem uma seção no cantão de Vaud, sem grande sucesso. No plano federal, o MCR tem, desde 2011, um representante na Câmara, o deputado federal Roger Golay, que também presidente o partido. Ele faz parte do grupo parlamentar do Partido do Povo Suíço (SVP, direita conservadora).  

Suas propostas seduziram em pouco tempo o eleitorado do cantão de Genebra. Fundado em 2005, o MCG tornou-se, já em 2009, a segunda força política no parlamento cantonal de Genebra. Essa nova formação política quer lutar, em nome dos cidadãos, contra a criminalidade, a concorrência devida à mundialização, o excesso de burocracia do Estado, a má gestão dos impostos e, sobretudo, contra a afluxo maciço de trabalhadores fronteiriços vindos da França vizinha. É por isso que o MCG é acusado de xenofobia.

“Não somos hostis aos estrangeiros, mas queremos uma imigração controlada porque a Suíça não pode mais suportar um afluxo massivo de pessoas do estrangeiro, responde Roger Golay. Hoje em Genebra, mas também em outros cantões, o afluxo e fronteiriços impede o acesso de nossos jovens ao mercado de trabalho e cria problemas de infraestrutura, de tráfego rodoviário, de transportes públicos e de alojamento. Nos batemos, portanto, pela defesa de todos os residentes no cantão, independentemente de suas origens ou religião, para que possam ter um emprego e alojamento”.

Em contrapartida, o partido teve pouco sucesso em suas tentativas de se implantar em outros cantões romandos, com a criação do MCR, em razão de barreiras cantonais de falta de recursos financeiros. Mas também porque os problemas denunciados pelo MCG são menos agudos nos outros cantões. No parlamento federal, o MCR quer lutar pela Suíça soberana e independente. 

“Devemos resistir aos ataques da UE, que nos impõe suas leis e juízes estrangeiros e nos dita nossa política migratória. Queremos satisfazer a UE ou nossos cidadãos? Nós escolhemos nossos cidadãos”, afirma Roger Golay. 

Partido Cristão Social de Obwalden

Um homem, um partido, um cantão. É assim que se pode definir a presença de Karl Vogler no parlamento. O deputado federal é, de fato, o único eleito do Partido Cristão Social de Obwald (PCSOW), uma formação independente. Ele também é o único representante de seu cantão na Câmara, dado ele tem somente 36.000 habitantes. Obwald só tem direito a uma cadeira.

 O PCS OW faz parte da família de partidos cristãos sociais criados no final do século 19 com a doutrina social da Igreja católica em favor dos trabalhadores mais pobres, no contexto da industrialização. Fundado em 1956, essa formação política teve um percurso particular, como lembra Karl Vogler. 

“Nosso partido também nasceu dos movimentos operários católicos aos quais ele ficou muito tempo ligado. Mas hoje somos um partido de centro. Além disso, à diferença dos partidos cristãos sociais de outros cantões, o PCS OW não faz parte do Partido Democrata Cristão (PDC, centro-direita), nem do Partido Cristão Social Suíço (PCS, centro-esquerda)”.

PEV 

Fundado em 1919, o Partido Evangélico Suíço (PEV) quer promover uma política social baseada nos princípios do Evangelho. A formação, situada no centro do espectro político, luta por uma Suíça solidária e que defende a dignidade humana.

Quando das eleições legislativas federais de 2011, o PEV obteve 2% dos votos e Marianne Streiff-Feller, de Berna e Maja Ingold, de Zurique, são integradas ao grupo parlamentar democrata cristão.

Na Câmara, Karl Vogler faz parte do grupo parlamentar constituído pelo Partido Democrata Cristão e o Partido Evangélico Suíço. Segundo a classificação elaborada por um jornal com base nos votos expressos por cada parlamentar, o deputado do PCS OW, situa-se exatamente no centro político.

“Eu me engajo, em nome do meu partido, por uma economia forte respeitando as questões sociais e ambientais”, explica o deputado. 

“Defendemos uma política que visa encontrar um equilíbrio entre os interesses divergentes. Podemos ter políticas sociais fortes somente com uma economia forte. Por outro lado, podemos ter uma economia forte unicamente mantendo a paz social e oferecendo salários que lhes permitem ter uma boa qualidade de vida e um bom poder aquisitivo”. 

Para o deputado do PCS OW, uma das prioridades da próxima legislatura será esclarecer o futuro das relações com a UE. Sobretudo a aplicação da iniciativa sobre o freio à imigração.  
“A UE já assinalou claramente que não está disposta a fazer concessões na livre circulação de pessoas. Acho, portanto, que não poderemos evitar uma nova votação desse tema”, afirma.  


Outra prioridade será garantir o financiamento do sistema de previdência social. Cada projeto de reforma até aqui foi rejeitado pelo parlamento ou pelo povo. “Aí também será necessário um compromisso para formar uma maioria”, prevê Karl Vogler, que está pronto a servir de mediador entre a esquerda e a direita.



Conferência reúne vítimas de violência étnica e religiosa


Representantes de cerca de 60 países estão reunidos nesta terça-feira (08/09) em Paris para participar da Conferência Internacional da ONU sobre as vítimas de violência étnica e religiosa no Oriente Médio. 

Na abertura do encontro, o presidente francês, François Hollande, afirmou que o êxodo das populações que fogem do Iraque e da Síria só vai parar se houver uma ação ampla de apoio aos países que acolhem essas comunidades.

Essa conferência da ONU, que tenta proteger minorias, deve adotar um plano de ação com três objetivos principais: o primeiro é humanitário e visa garantir um retorno permanente e seguro dos refugiados e deslocados a seus países. A intenção é não esvaziar o Oriente Médio de suas minorias, diz o chanceler francês, Laurent Fabius. Os migrantes sírios e iraquianos que já chegaram à Europa devem ter a possibilidade de voltar a seus países.

O segundo objetivo é jurídico e se concentra na luta contra a criminalidade. As agressões de grupos terroristas que pregam uma limpeza étnica não devem ficar impunes. O terceiro é último objetivo é político. Os países do Oriente Médio devem integrar minorias religiosas e étnicas na composição governamental, ponto considerado essencial para preservar e garantir a estabilidade.

Ontem, cerca de 200 pessoas protestaram em frente à embaixada da Turquia em Paris para denunciar o genocídio armênio e o massacre de minorias cristãs.

Grupo Estado Islâmico persegue minorias

Em 2014, a comunidade yazidi iraquiana, vista como apóstata (desvinculada da religião) pelos islamitas, foi cruelmente perseguida pelo grupo Estado Islâmico (EI) durante a ofensiva dos jihadistas para conquistar o norte do Iraque. Yazidis que conseguiram escapar das garras dos radicais islâmicos relataram que eles eram obrigados a se converter à força ao Islamismo. 

Centenas de mulheres da comunidade foram transformadas em escravas dos rebeldes, enquanto homens foram sumariamente executados. Para a ONU, os ataques do EI contra os yazidis podem ser comparados a um genocídio.

Etnicamente, os yazidis são curdos, embora se distingam da maioria destes pelos ritos que praticam. A religião yazidi é pré-cristã e mistura elementos de várias tradições religiosas, sobretudo o Zoroastrismo, que já foi a religião maioritária na antiga Pérsia, mas com elementos do Islamismo e também do Cristianismo. 

Os yazidis acreditam num Deus criador, mas consideram que ele colocou a Terra sob a guarda de sete anjos, o principal dos quais é Melek Taus, conhecido também como o Anjo Pavão. O Anjo Pavão é o principal símbolo da religião e é conhecido ainda pelo nome de Shaytan, o mesmo nome dado no Alcorão a Satanás.

Os yazidis não são a única minoria perseguida pelos jihadistas no Iraque. A ONU estima que o caos provocado pela perseguição de supostos "infiéis" forçou o deslocamento interno de 1,2 milhão de pessoas no país.

Patrick Karam, presidente da entidade francesa Chredo (Coordenação dos Cristãos do Oriente) lembrou em entrevista à RFI que há apenas algumas décadas, os cristãos formavam entre 15% e 20% das populações do Oriente Médio. "Hoje, eles representam apenas 3%", lamenta. Para Karam, a questão dos cristãos do Oriente é central, mas muitas vezes omitida nos debates, como se fosse "vergonha" em ser cristão.

Jinan Badel, a jovem yazidi escravizada pelo EI

Outra participante da conferência é a jovem curda de 19 anos Jinan Badel, da comunidade yazidi, que foi escrava do grupo Estado Islâmico. Em um livro recém-lançado na França, ela conta o martírio que viveu enquanto esteve nas mãos dos jihadistas. Foram três meses de agressões diárias até ela conseguir fugir, com outras meninas que estavam no cativeiro.

Jinan recebeu da França uma oferta de asilo, mas recusou a proposta. Ela se prepara para retornar ao Curdistão e se juntar à família, que vive num campo de refugiados. Hollande disse à jovem que ela pode levar uma mensagem de confiança aos curdos, porque a França continuará a combater os jihadistas.

A conferência de Paris acontece em um contexto delicado. O continente europeu enfrenta a pior crise migratória desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com muitos refugiados e deslocados fugindo de guerras no Oriente Médio, na Ásia e na África.





Yu Zhengsheng visitam religiosos patriotas tibetanos


Yu Zhengsheng, presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e chefe da delegação central às comemorações do:

 50º aniversário da fundação da Região Autônoma do Tibete

Deslocou-se na segunda-feira (07/09) para o Templo Jokhang em Lhasa e visitou os religiosos patriotas tibetanos. Na ocasião, Yu Zhengsheng disse que a religião no Tibete possui uma gloriosa tradição de patriotismo e fé. 

Em meio século de desenvolvimento, os religiosos da Região Autônoma do Tibete têm tido os monges eminentes como o exemplo, apoiando a liderança do Partido Comunista da China e o sistema socialista, assim como contribuindo para a manutenção da reunificação da pátria, união étnica, harmonia religiosa e social.

Yu Zhengsheng salientou que o Partido Comunista da China e o governo sempre insistem na política de liberdade de crença religiosa. 

Ele disse esperar que os budistas tibetanos possam evoluir de modo que se adaptem ao sistema socialista, aprofundem o estudo budista e intensifiquem e inovem a administração dos templos.