quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Liberdade de religião



A Lei Fundamental garante a liberdade de religião na Alemanha. Crescente pluralidade caracteriza o panorama religioso.

O panorama religioso da Alemanha se caracteriza por uma pluralidade e secularização crescentes. 58,8% da população alemã declara professar uma das duas grandes confissões cristãs, sendo que a católica está organizada em 27 dioceses, encabeçada pela Conferência dos Bispos Alemães, e a evangélica em igrejas estaduais, encabeçada pela Igreja Evangélica na Alemanha como entidade superior em nível federal.

A Igreja Católica, com 24 milhões de adeptos em 12 mil paróquias, pertence à Igreja universal, encabeçada pelo papa como Sumo Pontífice da Igreja Católica Romana. A Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) é a comunidade de 20 igrejas evangélicas regionais autônomas de confissão luterana, reformada ou unida.

Com 23 milhões de adeptos, suas igrejas abarcam a maior parte dos cristãos evangélicos. 34% da população não professa confissão alguma.

Em consequência do envelhecimento dos adeptos e do grande número de saídas oficiais da Igreja, diminui o número de fiéis nas igrejas cristãs. 218 mil pessoas abandonaram a Igreja Católica em 2014. O distanciamento da igreja se faz notar ainda mais no Leste do país.

O islamismo adquire significado crescente em consequência da imigração. O número de muçulmanos oriundos de 50 nações é calculado em cerca de 4 milhões, não existe, contudo, um levantamento central oficial.

Em muitas cidades formaram-se grandes comunidades muçulmanas. A Conferência Islâmica Alemã, existente desde 2006, criou um fórum de diálogo entre o Estado alemão e os muçulmanos na Alemanha.

A presença dos judeus, completamente desaparecida com o Holocausto, teve um renascimento após o final do conflito Leste/Oeste, com a imigração procedente dos países da antiga União Soviética.

Atualmente cerca de 200 mil judeus vivem na Alemanha, 100.500 organizados em 107 comunidades judaicas que abrangem um amplo leque religioso e são representadas pelo Conselho Central dos Judeus na Alemanha, fundado em 1950.

Na Alemanha não existe uma Igreja do Estado. A base do relacionamento entre o Estado e a religião é a liberdade de crença, garantida expressamente na Constituição, a separação entre Igreja e Estado devido ao princípio da neutralidade confessional do Estado, e o direito de autodeterminação das comunidades religiosas.

O Estado e as comunidades religiosas cooperam em forma de parceria. O Estado participa no financiamento de escolas e jardins de infância mantidos por entidades religiosas. As igrejas, para financiar o trabalho social, cobram impostos de seus fiéis que são recolhidos pelo Estado. As escolas são obrigadas a oferecer religião como disciplina ordinária (com restrições em Bremen e Berlim). 

O ensino da religião islâmica está sendo ampliado. 700 mil crianças e jovens muçulmanos frequentam a escola na Alemanha. Professores estão sendo formados para oferecer o ensino religioso a esse grupo.




         



Islândia vai construir primeiro templo de deuses nórdicos desde a era Viking


Versão moderna do paganismo vem ganhando popularidade nos últimos anos.

Islandeses em breve poderão adorar publicamente Thor, Odin e Frigg em um santuário com a construção prevista para esse mês do primeiro grande templo da ilha para os deuses nórdicos desde a era Viking.

A adoração dos deuses na Escandinávia deu lugar ao cristianismo cerca de mil anos atrás, mas uma versão moderna do paganismo nórdico vem ganhando popularidade na Islândia.

“Eu não acho que alguém acredita em um homem de um olho só que está montando um cavalo com oito pés”, disse Hilmar Örn Hilmarsson, sumo sacerdote do Ásatrúarfélagið, uma associação que promove a fé nos deuses nórdicos.

“Nós vemos as histórias como metáforas poéticas e uma manifestação das forças da natureza e da psicologia humana”.

A associação Ásatrúarfélagið triplicou na Islândia na última década para 2.400 membros no ano passado, de uma população total de 330 mil, segundo os dados de Estatísticas da Islândia.

O templo será circular e será escavado a 4 metros em uma colina com vista para a capital Reykjavik, com uma cúpula em cima para deixar entrar a luz do sol.

O local vai sediar cerimônias como casamentos e funerais. Além disso, o grupo vai conferir nomes às crianças e iniciar adolescentes, como ocorre em outras comunidades religiosas.

Neo-pagãos da Islândia ainda celebram o antigo ritual sacrificial de Blot com música, leitura, comida e bebida, mas hoje em dia deixam de lado o abate de animais.