sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Messiânicos limpam centro histórico como atividade para dia de finados


Em comemoração ao culto dos antepassados, membros da Igreja Messiânica Mundial irão fazer uma limpeza na área externa da Igreja São Francisco.

Como preparação para o dia de finados, os membros da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, religião de origem japonesa que já se encontra na Paraíba há 30 anos, vai realizar uma limpeza na parte externa da Igreja São Francisco, no Centro Histórico de João Pessoa, onde fica localizado o Cruzeiro de São Francisco. A atividade acontecerá no domingo, dia 01/11, às 9h.

De acordo com o ministro João Antônio Rocha, responsável pela igreja na Paraíba, o evento tem como objetivo não apenas a limpeza física do espaço, mas pretende também uma purificação espiritual do ambiente, servindo como uma forma de elevação de muitos espíritos que sofreram durante a história paraibana. “O cruzeiro de São Francisco reflete o mundo espiritual da Paraíba”, explica o ministro João Rocha.

O Centro Histórico de João Pessoa foi cenário de passagens importantes da história. Além de refletir uma época de auge econômico, quando os senhores de engenho começaram a migrar para a capital pessoense, ainda durante os séculos XVI e XVII, o local também é conhecido como centro de conflito, já que os índios da região eram impostos à catequese, o que ocasionou diversas mortes de indígenas.

“Ali tem os restos mortais dos jesuítas, considerado baixo clero, e eles impuseram aos índios a catequese. Os índios, a princípio, não aceitaram a religião e essa imposição religiosa gerou conflitos, e é claro que houve mortes de indígenas”, comenta a historiadora Beth Salvia.

Importância dos antepassados


Para a crença messiânica relembrar as raízes tem um significado especial, pois cada ser humano representa a síntese de centenas ou milhares de antepassados. “Somos, portanto, seres intermediários de uma sequência infinita, formando uma existência individualizada no tempo. Em sentido amplo, somos um elo da corrente que une os antepassados com as gerações futuras; em sentido restrito, somos uma peça como a cunha, destinada a firmar a ligação entre nossos pais e nossos filhos”, explica o fundador da religião, Mokiti Okada, conhecido como Meishu-Sama, em um texto escrito em 1936. 




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