sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Politécnico (Portugal) cria espaço para alunos de diferentes religiões

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) criou um espaço para alunos de diferentes religiões poderem fazer as suas orações, divulgou hoje a instituição de ensino superior com cerca de 900 estudantes estrangeiros.

O local despido de símbolos religiosos está aberto a todos os crentes "em horário a combinar entre as diferentes comunidades religiosas", como refere, numa nota enviada às redações, o padre Calado Rodrigues, responsável pela capelania do IPB.

O novo espaço surge no âmbito da aposta do politécnico de Bragança na internalização dos seus alunos, que no último ano eram já cerca de 900 entre os sete mil estudantes e "com tendência a aumentar", segundo ainda o responsável. 

Os alunos estrangeiros são "de diferentes latitudes culturais e religiosas" e "agora podem utilizar este espaço" de oração. 

Este lugar aberto a todas as religiões surge numa altura em que o IPB recebe, entre 02 e 30 de outubro, uma pequena fraternidade provisória da comunidade de Taizé, uma comunidade ecuménica Cristã, batizada com o nome da região francesa onde foi criada. 

A capelania do IPB e o Secretariado Diocesano da Juventude acedeu ao desafio da Comunidade Taizé e durante um mês acolhem três jovens alemãs, que viverão no campus do politécnico. 

O seu dia, como explica o capelão do IPB, Calado Rodrigues, "será ritmado por três orações comunitárias diárias e durante a manhã desenvolverão atividades sociais no Centro Social e Paroquial de Santo Condestável", na cidade de Bragança. 

No resto do dia desenvolverão outras iniciativas de caráter pastoral e social, nomeadamente, reunirão com alunos das escolas do IPB e de escolas secundárias do distrito para apresentar a comunidade de Taizé e motivar à participação em encontros nessa comunidade.  


O convite será dirigido em especial para o encontro que decorrerá entre 9 e 16 de agosto, na sede da comunidade, em França, em que se celebrarão os 100 anos do nascimento do fundador, frei Roger, e os 70 anos de existência desta experiência ecuménica.



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