quarta-feira, 22 de abril de 2015

Na ONU, líderes religiosos e políticos discutem estratégias para conter aumento do extremismo


Encontro em Nova York reúne líderes representando o islamismo, o judaísmo e o cristianismo, além de ministros, clérigos, acadêmicos e líderes espirituais para discutir estratégias práticas para promover sociedades pacíficas.

Durante a abertura do encontro de líderes religiosos e representantes dos Estados-membros, na terça-feira (21/04), o presidente da Assembleia Geral da ONU, Sam Kutesa, convocou a comunidade internacional para se unir contra a intolerância em um momento crítico em que o mundo está observando a retomada do radicalismo.

“Devemos condenar todas as manifestações de intolerância, incluindo o antissemitismo, a islamofobia e o racismo”, disse Kutesa.

O encontro reúne líderes representando o islamismo, o judaísmo e o cristianismo, além de ministros, clérigos, acadêmicos e líderes espirituais para discutir estratégias práticas para promover sociedades pacíficas, inclusivas e para combater a ameaça de radicalização e do extremismo violento. Em consonância com essa agenda, Kutesa disse que, devido ao mundo globalizado atual, cabe aos líderes mundiais, políticos, religiosos ou espirituais, trabalhar juntos para enfrentar esses sérios desafios.

“Devemos promover o diálogo, a compreensão mútua e fortalecer os princípios da liberdade”, disse Kutesa, ressaltando o papel das mulheres, da juventude e da mídia na promoção da tolerância. 

“Nas salas de aula de todo o mundo, devemos enfatizar valores que estão enraizados nos princípios da dignidade e do respeito. E dentro de nossas famílias, não só temos a oportunidade, mas na verdade a obrigação de ensinar nossos filhos a tratar uns aos outros com bondade e respeito”, acrescentou.


A reunião termina hoje, quarta-feira (22/04), na sede da ONU em Nova York e será centrada no diálogo inter-religioso, incluindo uma discussão interativa sobre o papel dos líderes religiosos na promoção da tolerância para a diversidade, a liberdade de expressão e os direitos humanos.




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