quinta-feira, 30 de abril de 2015

Turismo no Vaticano: o que fazer no destino católico



A Cidade do Vaticano é o menor estado independente do mundo. 

Com uma área total de 0,44 quilômetros quadrados e pouco mais de 800 habitantes, a Cidade do Vaticano, um enclave religioso dentro de Roma, é o menor estado independente do mundo. Sede da Igreja católica, seu líder máximo é o Papa, que é também o responsável pela Diocese da capital italiana.

Independente de sua religião, vale a pena visitar os principais cartões-postais de Roma e depois reservar um dia inteiro para conhecer as atrações do Vaticano. Um dos destaques é a imponente Basílica de São Pedro, principal símbolo do Cristianismo e uma das igrejas mais fantásticas ao redor do globo.

Além dos atrativos religiosos, o turista tem a oportunidade de conhecer jardins, monumentos históricos, obras arquitetônicas, assim como descobrir joias culturais reunidas em pequenos museus interligados entre si.

A decisão do Papa Júlio II em exibir uma coleção de esculturas no início do século 16 levou à criação dos Museus do Vaticano, que abrigam extensas e valiosas coleções de arte e antiguidades colecionadas ao longo dos séculos pelos pontífices romanos.

No entanto, o que leva tanta gente a conhecer o local é a Capela Sistina, com seu famoso afresco pintado no teto por Michelangelo e paredes laterais feitas por mestres como Botticelli, Rosselli e Ghirlandaio. Recentemente, para marcar os 450 anos da morte de Michelangelo, o templo religioso ganhou nova iluminação com 7 mil luzes LED, além de um novo sistema de iluminação.

Veja, a seguir, algumas das principais atrações do Vaticano:

Teto da Capela Sistina

Visitada por mais de cinco milhões de turistas ao ano, a Capela Sistina é o ponto alto de um tour pelos Museus do Vaticano. O teto é uma atração à parte. O monumental afresco de Michelangelo, pintado entre os anos de 1508 e 1512, é considerado um dos maiores tesouros artísticos da humanidade. Os nove painéis centrais mostram as histórias de Gênesis, desde a Criação até a queda do homem, o Dilúvio Universal, a criação de Adão e Eva, o Pecado Original e a expulsão do Paraíso, entre outras cenas. O monumental teto da Capela Sistina foi pintado por Michelangelo, entre os anos de 1508 e 1512.

Praça de São Pedro

Projetada e construída entre 1656 e 1667, durante o pontificado de Alexandre VII, a praça é o ponto de encontro de turistas e fiéis no Vaticano. A área principal, em forma elíptica, está cercada pela grande Colunata de Bernini, dois hemiciclos com 284 colunas dóricas e 140 estátuas de santos ao longo da balaustrada acima das pilastras. 

No centro da praça fica um obelisco egípcio com 40 metros de altura, levado para o Vaticano sob as ordens do imperador Calígula. Dos lados, entre as colunas e o obelisco, estão duas belíssimas fontes de bronze com bases de granito. Um dos destaques da Praça de São Pedro é o conjunto de 284 colunas que "abraçam" a esplanada.

Biblioteca Apostólica Vaticana

A biblioteca foi iniciada pelo Papa Nicolau V, com uma coleção de apenas 350 manuscritos em latim. No momento em que o pontífice morreu, em 1455, o acervo já havia aumentado para cerca de 1.500 códices, consolidando-se como o maior da Europa. Hoje, a Biblioteca do Vaticano tem cerca de 150 mil volumes de manuscritos, incluindo o "Codex Vaticanus", a mais antiga edição da Bíblia completa existente.

Há também 8,3 mil incunábulos, livros impressos nos primórdios da imprensa, 100 mil gravuras e desenhos, 330 mil moedas e medalhas, além de uma extensa coleção de objetos de valor artístico. 

Apesar da rigorosa regra de admissão, cedida especialmente aos professores, pesquisadores e estudiosos, vale a pena ver os afrescos da chamada "Sala Sistina". A Biblioteca Apostólica Vaticana guarda mais de 150 mil volumes de manuscritos e outras raridades.

Basílica de São Pedro

É quase certo chegar ao Vaticano e encontrar uma fila gigantesca para visitar a Basílica de São Pedro, a maior e mais importante edificação do catolicismo. Para fugir da longa espera, o melhor a se fazer é comprar os ingressos antecipadamente pela internet (www.rome-museum.com). 

Durante a visita, é possível conhecer obras de artistas renomados, como Michelangelo, Bernini e Raphael. Um dos destaques é a magnífica escultura "Pietà", de Michelangelo, que representa Jesus Cristo morto nos braços de Maria após a crucificação.

Outra atração imperdível é o Baldaquino de Bernini, situado no cruzamento da nave com o transepto da Basílica. O monumento com 927 toneladas de bronze escuro adorna o altar papal e guarda o túmulo de São Pedro

O turista pode também subir até a cúpula da basílica, que descortina uma vista panorâmica surpreendente de toda a cidade. Há duas opções: encarar os 551 degraus ou poupar parcialmente o fôlego, pegando um elevador até um trecho e subindo os 320 degraus restantes. A imponente Basílica de São Pedro é o principal monumento do Cristianismo.

Jardins do Vaticano

A área verde tem sido um local de passeio e descanso dos papas desde 1279, quando Nicholas III transferiu a sua residência de volta para o Vaticano. Mas só recentemente, após uma autorização do Papa Francisco, é que os turistas e peregrinos puderam entrar e conhecer as maravilhas botânicas e arquitetônicas deste belíssimo conjunto de jardins, que ocupa mais da metade do território do Vaticano. 

As visitas são feitas por meio de um tour guiado a bordo de ônibus aberto ecológico. Os jardins, abertos recentemente ao público, ocupam mais da metade do território do Vaticano.

Museus do Vaticano


O complexo de museus é um dos mais importantes e visitados do mundo. No local, estão reunidas diversas instituições, que exibem galerias com arte egípcia, história etrusca, tapeçarias, obras do Renascimento, arte contemporânea, entre outras coleções históricas e etnológicas. 

Os destaques são as Salas de Rafael, que abrigam afrescos como: "A Escola de Atenas"; a Galeria de Mapas, com 40 mapas pintados representando as regiões italianas e as propriedades papais na época do Papa Gregório XIII; e a Pinacoteca, com 18 salões com obras que pertenceram a vários papas. O ponto alto do passeio é no final, quando os visitantes têm a oportunidade de conhecer a famosa Capela Sistina.




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