sexta-feira, 22 de maio de 2015

As religiões nas próximas décadas – Por Gabriela Ruic


Um estudo do Pew Research Center, uma organização que conduz pesquisas independentes sobre diferentes temas e em escala global, procurou traçar um panorama sobre as religiões no mundo nos próximos cem anos.

Para tanto, “The Future of World Religions: Population Growth Projections” contou com a ajuda de especialistas para investigar projeções demográficas de grupos religiosos (como budistas, cristãos, hindus, judeus, muçulmanos, além de religiões associadas a costumes tribais e também os chamados de “não filiados”, que incluem ateus e agnósticos) a partir de suas distribuições geográficas, taxas de fertilidade e mortalidade e padrões migratórios.

Mas o Pew Research Center alerta: todas estimativas são baseadas em tendências atuais e levam em conta indivíduos se designam especificamente como parte de uma ou outra religião. “Agora, o que significa ser cristão, muçulmano ou judeu irá variar de pessoa para pessoa, de país para país e de década para década”.

Em 2050

A quantidade de muçulmanos no mundo irá quase que se equiparar ao número de cristãos (2,8 bilhões contra 2,9 bilhões) e 10% de toda a população europeia seguirá está religião. 

Juntos, muçulmanos e cristãos vão corresponder a 69% da população mundial. Quatro em cada 10 cristãos do mundo vão viver na África subsaariana. A única religião que não deve observar crescimento em seu número de fieis é o budismo. De acordo com a pesquisa, as baixas taxas de fertilidade em países como China, Japão e Tailândia serão as maiores causas desta estagnação. 

Já entre os hindus, o número de seguidores deve crescer 34% até 2050, atingindo a marca de 1,4 bilhão de pessoas. A quantidade de judeus deve crescer apenas 16% nas próximas décadas. A expectativa é que o número de seguidores desta religião seja de pouco mais de 16 milhões.

O número de pessoas sem filiação religiosa deve cair. Segundo a análise, 16% das pessoas do planeta hoje se descrevem como ateias, agnósticas ou dizem não se identificar com nenhuma religião. Em 35 anos, este grupo corresponderá a 13% da população mundial. Esta população de não filiados estará majoritariamente concentrada em países com baixas taxas de fertilidade, como na Europa ocidental, América do Norte, China e Japão. Nos EUA, por exemplo, este grupo crescerá dos atuais 16% para 26% em 2050.

Já na Europa, estas pessoas vão corresponder a 23% da população de todo o continente. É o cristianismo a religião que será a mais impactada pela perda de fieis. De acordo com a entidade, 40 milhões de pessoas se tornarão cristãs, mas 106 milhões de pessoas deixarão de seguir esta fé.

O grupo de não filiados ganhará 96 milhões de pessoas, enquanto que 36 milhões de indivíduos passarão a se designar como fiel de alguma religião; Cinco países (França, Macedônia, Nova Zelândia, Bósnia-Herzegovina e Holanda) deixarão de ter os cristãos como maioria.

A maioria das pessoas na França não terão uma religião específica e o mesmo acontecerá na Nova Zelândia e na Holanda. Já na Bósnia-Herzegovina e na Macedônia, a maior parte das pessoas será muçulmana. 

O país com o maior número de cristãos será os Estados Unidos, seguido do Brasil e da Nigéria. Islamismo e cristianismo vão empatar: 32% da população do mundo será muçulmana e 32% será cristã.

Em 2100

Os muçulmanos desbancarão os cristãos e se tornarão a maior religião do planeta. O islamismo estará presente na vida de 35% das pessoas.





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