domingo, 10 de maio de 2015

Marcha Para Jesus reúne multidão de fiéis em Rio Branco – Por Yuri Marcel e Janine Brasil


Ao menos 15 mil pessoas participaram do evento, segundo a Polícia Militar. 'Evento é aberto para cristãos de todos as religiões', diz organizador.

Cristãos de diferentes denominações religiosas foram às ruas de Rio Branco, em um ato de demonstração da fé, neste sábado (09/05), para participar da 12ª Marcha Para Jesus. 

O evento teve início às 16 horas, no Calçadão da Gameleira, localizado no Segundo Distrito da capital, e seguiu até o estacionamento do Estádio Arena da Floresta, onde houve o show do cantor gospel André Valadão. A organização do evento, a estimativa era que 50 mil pessoas participassem da marcha. Segundo Polícia Militar do Acre, 15 mil pessoas estão participando.

De acordo com o pastor Agostinho Ribeiro, um dos organizadores do evento, a Marcha Para Jesus é promovida por um grupo de líderes religiosos de diversas denominações evangélicas. "É uma marcha profética, vamos profetizando sobre a cidade, sobre as necessidades dos cristãos", explica.

O pastor diz que embora a maior parte do público seja evangélico, o evento é aberto para cristãos de todos as religiões, incluindo o catolicismo. "É uma marcha voltada para as famílias, não importa qual seja a religião", salienta.

Esse é o caso da aposentada Maria Moura, de 72 anos. Ela diz que mesmo sendo católica, fez questão de participar do evento com a filha. "Sou católica, mas não tenho preconceito com religião, o mais importante é estarmos todos aqui com um propósito que é Deus. É muito bom estar perto de Jesus Cristo, o nosso salvador. Com a presença dele tudo fica maravilhoso na nossa vida, e por isso eu não deixo de vir", disse.

A filha de dona Maria, a empregada doméstica Ana Maria Moura bastos, de 41 anos, conta que também fez questão de acompanhar a mãe na marcha mesmo estando cansada do trabalho. "Saí do trabalho e vim direto para a marcha, vim com minha mãe e meu marido estou gostando muito, estava cansada, mas quando cheguei aqui me renovei", falou.

A jovem Elizandra Alencar, de 27 anos, que congrega na Igreja Quadrangular, disse que foi participar da marcha com os dois filhos, um de três anos e o outro de cinco meses, e o marido. Segundo ela, mesmo com os meninos pequenos vale a pena participar do evento. "Vim hoje porque quero receber a minha benção, quando nós queremos buscar a Deus nada atrapalha, basta querer e acreditar", falou.

Fé e velocidade

Um grupo de cristãos chamou atenção durante a Marcha Para Jesus em Rio Branco. Aos Quinze membros do Motogrupo de Cristãos do Acre estavam participando do evento. Bênys Nasck é um dos participantos do grupo e, segundo ele, os amigos fizeram questão de participar para louvar a Deus.

"Como somos um grupo cristão, e esse é um evento feito para cristãos e simpatizantes, nós resolvemos vir. Apesar de sermos um motogrupo, nós também estamos aqui para levantarmos a bandeira de Jesus Cristo através do motociclismo. Quando nós começamos, achamos que não íamos ser aceitos, mas Deus é mais".

Nasck disse ainda que a maioria dos 15 componentes se converteu depois que entrou no grupo. "Somos todos da Igreja do Evangelho quadrangular do bairro Areal, fizemos questão de participar estamos acompanhando no fim da carreata, pois como estamos de moto, preferimos ficar atrás para não ocorrer nenhum tipo de acidente", falou.

Bíblia queimada

O pastor Ribeiro comentou ainda sobre a polêmica em torno da Bíblia queimada pelo vocalista da banda Violação Anal, durante o 4° Encontro Nacional de Ateus, ocorrido no último dia 30 de abril, na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco. Segundo ele, não se sentiu surpreso com o ocorrido.

"A universidade é um local que sempre foi de mudanças, de grandes debates, de democracia, grandes descobertas e formação de líderes, então, qualquer coisa que aconteça lá, a gente espera algo nesse sentido", disse.


O pastor falou ainda que considera ainda a atitude retrógrada. "O que aconteceu lá tem a ver com homem energúmeno, que vem antes do homem das cavernas. Isso é coisa do século IV. Em nenhuma universidade do Brasil se queima uma Bíblia, pois o Brasil é um país cristão. Além de ser uma coisa inesperada, é uma agressão contra as pessoas que têm fé, imagina se alguém queimasse o Alcorão hoje, essa pessoa seria morta", salientou.




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