terça-feira, 15 de setembro de 2015

Selo homenageia 90 anos da mãe de santo Stella de Oxóssi


Lançamento do selo e do carimbo faz parte de conjunto de ações governamentais contra intolerância religiosa.

A Fundação Cultural Palmares (FCP) lança hoje, terça-feira (15/09), às 15h30, selo personalizado e carimbo em homenagem aos 90 anos da ialorixá Mãe Stella de Oxóssi, uma das mais importantes referências nacionais em relação às religiões de matriz africana.


O lançamento do carimbo e do selo faz parte de um conjunto de ações governamentais contra a intolerância religiosa, em virtude de vários atos de crimes que vêm sendo praticados contra os adeptos de religiões de matriz africana no Brasil. Iniciativa conta com a parceria dos Correios.

Na ocasião, serão anunciados ainda os nomes dos membros do Conselho Curador da Palmares, do qual Mãe Stella fará parte. A solenidade será no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, em Salvador (BA). O evento terá a presença da presidente da FCP, Cida Abreu, e de outras autoridades.

"Esta homenagem representa o reconhecimento da personalidade pública não apenas como líder espiritual, mas também no campo intelectual, no qual desempenha importante papel pela promoção da igualdade racial, do combate ao racismo, do respeito mútuo entre as religiões e da preservação e valorização da cultura afro-brasileira" enfatizou a presidenta da Fundação Cultural Palmares, Cida Abreu.

Sobre a homenageada

Nascida Maria Stella de Azevedo Santos, no dia 2 de maio de 1925, em Salvador, foi iniciada na religião dos orixás aos 14 anos por Mãe Senhora, tornando se ialorixá aos 49 anos de idade.  

É responsável pelo terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, fundado em 1910, em São Gonçalo do Retiro, na periferia de Salvador, e tombado em 2000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

É uma importante personagem da luta pela liberdade do culto afro-brasileiro. Não chegou a ter filhos biológicos, mas, como líder espiritual, é mãe de mais de mil filhas e filhos de santo. Inspiração ao povo de santo de todo o Brasil, sempre defendeu o diálogo e a educação como possibilidades ao combate às diferenças. "A sabedoria não tem cor e não pertence a nenhuma raça específica", acredita.






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