sábado, 28 de novembro de 2015

Comissão de Direitos Humanos realiza debate sobre Intolerância Religiosa pós-atentados em Paris


As denúncias de intolerância religiosa na capital paulista aumentaram após os atentados de Paris ocorridos na sexta-feira 13/11, cuja autoria foi reivindicada pelo grupo Estado Islâmico. 

Para discutir essas denúncias, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo, cujo presidente é o vereador Laércio Benko, realizou na quinta-feira (26/11) um debate sobre a intolerância religiosa. 

Representantes das mais diversas matrizes religiosas, como catolicismo, judaísmo, budismo, protestantismo, islamismo e religiões de matriz africana estiveram presentes no evento.

O Padre Tarcísio, representante da igreja católica no debate, lembrou que no Brasil o povo é pacífico e que essa é uma característica que deve ser estimulada na sociedade. Para o xeque Abdul Hamid, líder da Mesquita Brasil, viver em terras brasileiras é muito bom, pois existe uma aceitação da religião islâmica muito maior do que em outros países. 

“Nós repudiamos todos os atos cometidos em Paris. O islã não aceita de forma nenhuma tudo isso. O islã prega a paz. Muçulmano não é terrorista e terrorista não é muçulmano”, afirmou.

O monge budista Jean Algieri, que mora parte do tempo em Paris e parte em São Paulo, disse que o brasileiro não conhece o terrorismo vivido em outros países e que somos um povo de sorte. Damaris Moura, presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB São Paulo, disse que foi uma iniciativa extraordinária realizar uma reunião como essa, na Câmara Municipal. 

“Quanto mais espaços institucionais nós conseguirmos aglutinar para essa luta com ideal pacifista, que é promover e defender os direitos de todos os grupos religiosos, melhor”, disse.

Laércio Benko, vereador e presidente da Comissão, contou que as denúncias de casos de intolerância, especialmente aos muçulmanos têm aumentado e que o terrorismo praticado em Paris não pode contaminar a nossa nação. O Brasil é um país pacífico. 

“Tratamos especificamente do caso de Paris para mostrar que o que foi feito lá não é fruto de nenhuma religião, mas de quem não tem Deus no coração. A soma de todas as religiões é igual a Deus”, complementou o vereador Laércio Benko.





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