quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Evangélicos são maioria no Brasil em relação ao número de praticantes da religião – diz pesquisador

O Censo do IBGE/2010 mostrou 123 milhões que se declaram católicos, mas os praticantes são apenas 5% em torno de 7 milhões que frequentam a Igreja e participam dos sacramentos. 

Com estes dados o pesquisador Johnny Bernardo afirma que com relação a praticantes os evangélicos são maioria. 

A conta é do pesquisador do Núcleo Apologético de Pesquisas e Ensino Cristão, Johnny Bernardo, em entrevista concedida ao jornal Nosso Tempo, do Rio de Janeiro, comentando o crescimento evangélico nacional. 

Essa conta também aponta riscos. Ele alertou que a discussão sobre uma futura hegemonia evangélica no Brasil passa pela questão da manutenção do laicismo.

O Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 apontou 123 milhões de cidadãos e cidadãs que se declararam católicas, mas apenas 5% vão às missas. 

“Portanto, poderíamos adiantar e dizer que o Brasil não é mais o maior país católico do mundo, pelo menos não em número de praticantes”, calculou.

Mesmo que os evangélicos passam a assumir uma nova postura na sociedade, marcando presença e maior representatividade nos meios de comunicação, Bernardo apontou para uma discrepância e diferenciação contínua no movimento evangélico brasileiro, “que o torna um movimento independente, competitivo, superficial”.

Se o Censo de 2010 levantou a existência de 42,5 milhões de brasileiros e brasileiras que se declararam evangélicos, ele não levou em conta, porém, a falta de uma concepção clara e definida, pelo menos no maior segmento dos evangélicos, o neopentecostalismo, do que seja Igreja. 

É comum evangélicos orbitarem também em terreiros de Umbanda, no espiritismo e em outras formatações religiosas.

“A própria herança religiosa começa a perder sentido no Brasil. Os novos brasileiros veem ao mundo em um período em que a diversidade religiosa oferece múltiplas opções de escolha”, afirmou.






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