quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Jihad mundial: religião, política ou business? - Por Igor Siletsky

A jihad vem penetrando na Europa. Os centros de instrução de islamitas radicais estão ativos em vários países europeus e em todo o mundo. 

As autoridades locais estão fazendo vista grossa a esse fenômeno ou silencionam propositadamente os fatos.

Um inquérito, realizado pela emissora Voz da Rússia, veio demonstrar que a jihad está batendo à porta de capitais europeias.

Uma cidadã francesa de 20 anos tentou estabelecer contato com terroristas através da Internet. É verdade que, nesse caso, a polícia reagiu rápida e oportunamente: a moça foi detida para esclarecer motivos de seu desejo de entrar em contato com a Al-Qaeda.

Claro que as medidas profiláticas são indispensáveis. Todavia, os fatos vêm demonstrando que os islamitas radicais na França se tornam cada vez mais ativos. Sob este pano de fundo, os poderes como se não vissem este problema global e, após cada investida de terroristas, dizem que se trata de um "caso particular". Tal abordagem é partilhada pelo perito do Centro Estratégico Europeu de Inteligência e Segurança, Alain Chouet.

"É um simples caso da crônica criminal, dado existirem jovens que, navegando na Internet, se interessem pela Al-Qaeda. Ao mesmo tempo, não se deve exagerar a escala deste fenômeno: perante a comunidade muçulmana de cinco milhões de residentes na França, tais casos não são frequentes. No entanto, tomamos medidas policiais e jurídicas que pressupõem a intervenção rápida e eficiente. Contamos com a rede de agentes de segurança internos que nos dão uma idéia sobre a situação que se vive em "comunidades de risco". A combinação de possibilidades jurídicas e policiais nos permite seguir de perto a atividade dos que podem vir a apresentar perigo nessa área. Não se trata de terroristas, mas daqueles elementos que, influenciados pela doutrina extremista, pudessem aderir aos adeptos da jihad".

Enquanto isso, a situação na França tem sido vista sob um prisma diferente por peritos da Bélgica vizinha. Veja-se a opinião da presidente honorifica do Senado belga, Anne-Marie Lizin:

"Em ambos os países estamos assistindo ao recrutamento de jovens para envolvê-los em operações em prol da "guerra santa", ou seja, jihad. Assim, as pessoas se transformam em mercenários pagos por certos países interessados. As operações de recrutamento são realizadas por sunitas e indivíduos de ânimos extremistas. Pensamos que as potências empenhadas em tais ações, devem suspendê-las imediatamente. Por exemplo, a Arábia Saudita. Nesse país, há quem diga ser possível prosseguir a recrutamento sem o apoio dos EUA. Acho que estão enganados".

Os dados mais chocantes foram citados pelo jornalista francês Jean-Michel Vernochet no seu livro: Les Égarés. Segundo ele, nos últimos anos foram preparados na França cerca de 400 combatentes que depois teriam partido para a Síria a fim de apoiar a oposição. Cedo ou tarde, regressarão para a casa, sendo pouco provável que prefiram depois a vida de cidadãos pacatos.

Por isso, a jihad, na visão de Vernochet, já se encontra à porta de cidades europeias, enquanto as autoridades fazem de conta que nada acontece. No caso de França, já não se trata de alguns atos ou episódios de terror. Conforme o jornalista, o Qatar, bem como a Arábia Saudita, vem "comprando" a França.

Este pequeno país, com um rendimento per capita mais alto no mundo, já adquiriu o clube de futebol Paris Saint-Germain (PSG), uma parte das ações do gigante financeiro Vinci e os títulos de valor da empresa petrolífera Total.

As previsões feitas por Vernochet fazem lembrar cenas de um romance anti-utópico: os franceses não deverão estranhar muito se, digamos, dentro de 10 anos, eles tiverem de fazer salá sob o cano de metralhadora, verão a Catedral de Notre-Dame de Paris demolida, as vinhas destruídas e as suas mulheres e filhas vestidas de xador. Tal será uma França nova sob o domínio de wahhabitas.






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