quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Estudo diz que intolerância religiosa aumentou no mundo

A intolerância religiosa aumentou globalmente durante o ano de 2012, em todos os continentes excepto as Américas. 

A conclusão é do Pew Research Center, uma organização não-confessional, sedeada nos Estados Unidos, que se especializa em sondagens e análises de dados sobre a religião no espaço público. Os dados dizem respeito a 2012 e foram tratados ao longo de 2013. 


Segundo a Pew, que não analisa as causas, mas apenas os casos de intolerância ou violência contra as religiões, um terço dos 198 estados analisados apresentavam casos de violência ou pressão contra minorias religiosas. 

Esses incidentes assumiram a forma de violência sectária ou actos terroristas num quinto desses países e 30% dos estados impõem limites à prática religiosa, incluindo vestuário ou liberdade de expressão. 


As principais religiões monoteístas, Cristianismo, Islão e Judaísmo, foram mais perseguidas, bem como algumas outras religiões minoritárias, como os baha’í e os sikhs. Os ateus também foram analisados pelo estudo e também sofreram mais perseguição. 

Apenas os budistas e os hindus assistiram a menos casos de perseguição comparativamente com estudos anteriores. 


A França foi o país que mais contribuiu para o aumento dos índices de intolerância religiosa na Europa, não só por causa das proibições em vigor contra vestuário religioso em espaços públicos, mas também devido ao assassinato, em 2012, de um rabino e de três crianças judias. 


Proporcionalmente a situação dos judeus é a mais preocupante. A Pew encontrou casos de perseguição contra membros desta religião em 71 dos países analisados, apesar de os judeus comporem apenas 0,2% da população mundial, com uma maioria a viver em Israel e nos Estados Unidos. 

A Coreia do Norte, vista como um dos países mais hostis à religião do mundo, não foi incluída no estudo por falta de dados de análise.







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