terça-feira, 4 de março de 2014

Humanizar para quê? – Por José Cláudio Romero

Para algumas pessoas, os hospitais são verdadeiros lares, já que, enfermas, elas precisam passar boa parte de suas vidas nestes locais. 

Neste sentido, a principal missão das unidades de saúde é prestar o melhor atendimento a seus pacientes tanto em consultas, exames, quanto em cirurgias e demais procedimentos. Para que isso seja possível, os hospitais precisam estar em constante aperfeiçoamento de seus serviços e promovendo, cada vez mais, inovações que beneficiem seus usuários, acompanhantes, visitantes e colaboradores.

A humanização dos serviços prestados e da estrutura das unidades de saúde é a peça principal para que essa constante melhoria aconteça. Humanizar a assistência significa agregar valores éticos, respeitosos e solidários ao ser humano. A humanização deve ser pautada no contato humano, na forma acolhedora de receber os usuários, sem preconceito e moldes de juízos de valores. 

A Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde traz que a humanização é a valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde e enfatiza a autonomia e o protagonismo desses sujeitos, a co-responsabilidade entre eles, o estabelecimento de vínculos solidários e a participação coletiva no processo de gestão, que envolve administradores, trabalhadores e usuários.

Um hospital humanizado é aquele que possui uma estrutura tecnológica, física e administrativa que caminhem na linha tênue do respeito à dignidade de cada pessoa. 

Um profissional humanizado é aquele que possui como características imprescindíveis a competência, a maturidade emocional, a ética profissional, a atenção em se atualizar constantemente sobre os assuntos técnicos tratados e que entende, sobretudo, a importância de ser atencioso, cuidadoso e harmonioso com aqueles que precisam de seus serviços e cuidados. 

O Hospital Alberto Rassi, HGG é um exemplo de hospital humanizado, que se preocupa com a qualidade do atendimento oferecido e com o bem estar de seus pacientes e demais usuários.

O grande marco da humanização aconteceu com o Centro de Terapia Intensiva (CTI). Vista por muitos como um lugar sombrio, silencioso e o último estágio antes da morte, a UTI do HGG foi completamente transformada, rompendo pensamentos arcaicos e sendo modelo de implantação. 

A administração do hospital, feita pelo Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), se preocupou em oferecer ao paciente em estado grave, um local agradável para sua recuperação. Detalhes aparentemente simples fazem a diferença.

O HGG também realiza projetos que tem por objetivo fazer da estadia do paciente um pouco mais agradável. Para isso, há o Sarau do HGG, realizado toda semana – seja no hall de entrada ou itinerante, que leva a alegria, mensagens de paz e de recuperação em forma de música. 

Já o serviço de capelania hospitalar, inserido no Programa de Assistência de Apoio Espiritual conta com representantes dos segmentos religiosos católicos, evangélicos e espíritas, para levar a fé a quem precisa de esperança. E ainda está previsto para março, o lançamento do projeto Arte no HGG, que deverá levar mais inclusão cultural na unidade, por meio de exposições de artes plásticas.

E ainda há quem se pergunte: Humanizar para quê? A resposta, agora, se torna simples e de fácil diálogo: Humanizar para dar qualidade e esperança de vida a quem luta para a sua recuperação.

(José Cláudio Romero, coordenador executivo/Idtech, organização social responsável pelo Hospital Alberto Rassi/HGG)





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