terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Bispos pedofilia na igreja: um problema comum com soluções diferentes


A Igreja Católica tem ao longo dos tempos sido assolada por uma onda de escândalos de abuso de menores. 

De acordo com o noticiado pelo jornal i, há regras rígidas para este tipo de incidentes, mas na realidade cada bispo português tem tomado uma decisão diferente apesar dos factos reportados serem semelhantes.

Braga, Guarda, Funchal ou Santarém, são alguns dos casos de suspeita de crimes de pedofilia cometidos por responsáveis da Igreja Católica. Se a acusação é semelhante, porém, diverge o tratamento. Cada diocese tem lidado com os factos de forma diferente.

Em Braga, o caso das suspeitas sobre Abel Maria foram noticiadas pelo jornal Correio da Manhã. Após a publicação do sucedido, o Arcebispo de Braga emite um comunicado a suspender a atividade do pároco. As razões? “Prudência, serenidade na investigação”, conta o jornal i.

Neste caso, determinam os regulamentos da Igreja que sempre que um padre é investigado na justiça civil ou alvo de uma denúncia, também seja aberto um processo canónico, que implica o seu afastamento da paróquia. Após esta fase devem ser ouvidos o acusado e o autor da denúncia, algo que não aconteceu neste caso.

Na Guarda, depois da condenação nos tribunais civis de Luís Mendes, a Igreja apoiou a defesa do acusado. Através de comunicado, o bispo local disse que seria “usado o direito de recurso para tribunal de instância superior”, algo que terá caído mal junto do clero da Guarda, obrigando mesmo D. Manuel Clemente, então presidente da Conferência Episcopal a ser confrontado com perguntas dos jornais.

No Funchal, depois de uma investigação da Polícia Judiciária ao cónego Carlos Nunes, por suspeitas de alegados abusos sexuais, o bispo assegurou a colaboração com a investigação civil, mas criticou “o modo como se faz na comunicação social a divulgação dessas suspeitas”.


Por fim, em Santarém, foi acusado em julho um padre da Golegã de dois crimes de pedofilia. Depois da detenção do padre António Júlio a posição do bispo tem sido uma única: o silêncio. A diocese, porém, instaurou um processo canónico para averiguações.



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