quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Federação das Associações Muçulmanas no Brasil condena atentados na França – Por Geórgia Cristhine



A Federação das Associações Muçulmanas no Brasil não concorda com a onda de violência e terror praticada por grupos radicais em nome do Islamismo. 

O vice-presidente da FAMBRAS, professor e jornalista, Ali Hussein El Zoghbi, em entrevista à rádio Sputink, disse que lamenta as notícias de mortes de civis na França em atos terroristas cometidos em nome da religião.

O vice-presidente da FAMBRAS, professor e jornalista, Ali Hussein El Zoghbi, em entrevista ao jornalista Arnaldo Risemberg, da rádio Sputink, disse que lamenta as notícias de mortes de civis na França em atos terroristas cometidos em nome da religião. 

“Recebemos com pesar e indignação todos os atos de barbárie que têm acontecido e que têm sido de uma maneira equivocada rotulados como islâmicos”, lamentou.

Ali Hussein fez questão de explicar que não existe nenhuma passagem do Alcorão, que é o livro sagrado com a palavra de Deus do Islã, que autorize ou permita a violência em prol de qualquer finalidade.

“Nada no Alcorão sagrado ou na tradição do profeta ou de outros mensageiros evoca violência, muito pelo contrário, é uma religião que evoca a paz, a preservação da vida, e preza o direito à liberdade de expressão”, afirmou o jornalista.

O professor ainda alerta para o uso também indevido que está sendo dado para a expressão Jihad, Guerra Santa. 

“Jihad é uma expressão islâmica que significa um esforço de transformação interna, para que a pessoa se harmonize com o que Deus preconiza para a humanidade, porém, foi interpretada e utilizada de forma pejorativa em interesses políticos”. 

Para Ali Hussein é preciso buscar a ideia de que os muçulmanos hoje no Brasil e no resto do mundo são cidadãos comuns, profissionais em diversas áreas, e precisam ter a oportunidade de participar de uma maneira mais efetiva da sociedade sem preconceito. 

“O nosso papel hoje é ressaltar para a opinião pública que as organizações extremistas com conotação religiosa e que pregam a violência não representam os quase 2 bilhões de pessoas que seguem atualmente o Islamismo no mundo.”

Diante da situação marginalizada da religião, a FAMBRAS recebe com muita preocupação o crescimento da chamada onda de islamofobia pelo mundo.

Segundo o vice-presidente da Federação, o movimento não chegou ainda a afetar o Brasil, onde existe um convívio pacífico, mas em países da Europa, principalmente Inglaterra, Alemanha e França, onde residem muitos muçulmanos, a islamofobia se faz presente. 

“Na Europa a visão bélica e de rivalidade preocupa e não corresponde aos interesses de nenhuma religião”.

De acordo com a FAMBRAS, a saída para o problema é pedir cada vez mais às autoridades religiosas que preguem sempre o bom convívio entre as diferenças, além de se investir em mais ações e encontros entre os fiéis e as comunidades, a fim de conseguir transmitir uma percepção cada vez melhor sobre a real proposta do Islamismo, que não se baseia em atos de terrorismo como os ocorridos na semana passada na França.






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