quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Vaticano organiza Jornada Internacional contra o Tráfico de Seres Humanos


A Igreja Católica, sob a liderança do Papa Francisco, realizará no domingo sua primeira: 

Jornada Internacional de Reflexão e Oração contra o Tráfico de Seres Humanos

Especialmente de meninas, anunciou na terça-feira (03/02) o VaticanoDe acordo com dados da ONU, 21 milhões de pessoas, a maioria jovens, são vítimas de diversas formas de tráfico, exploração sexual, trabalho forçado, tráfico ilegal de órgãos, servidão doméstica, casamentos forçados, adoções ilegais...

"A situação geral de violência e injustiça afeta muitas pessoas que não têm voz e são escravas", resumiu as Uniões Internacionais de Religiosos e Religiosas (UISG e USG), organizadores da Jornada.

Os 1,2 bilhão de católicos são chamados a participar neste dia, por ocasião da festa de Josefina Bakhita, uma ex-escrava sudanesa que se tornou freira e que foi canonizada em 2000.

A luta contra a escravidão moderna é uma prioridade do Papa argentino. Ele tratou deste tema em sua mensagem internacional para a paz em 2015, considerando que a violência e a guerra também nascem do tráfico.

No ano passado, ele reuniu no Vaticano líderes de diferentes religiões para fortalecer a cooperação sobre o assunto, e promoveu um simpósio entre os líderes da Igreja e da polícia, com o apoio da Interpol.

Em todo o mundo, milhares de religiosas têm se engajado na luta contra diferentes formas de tráfico, em especial para tirar meninas e jovens mulheres da prostituição, com a abertura de centros de acolhimento e reabilitação.

Durante a apresentação da Jornada Internacional, a irmã Gabriella Bottani, coordenadora da rede católica contra a prostituição Talitha Kum, testemunhou seu trabalho na recepção de imigrantes ilegais que desembarcam na Sicília.

"O número de meninas nas rua têm aumentado e elas são cada vez mais jovens. Elas não pedem ajuda, vivem com medo e vergonha em silêncio, um silêncio ensurdecedor", denunciou.


"Precisamos conscientizar as jovens sobre os perigos de grupos que as levam a acreditar que vão encontrar trabalho e riqueza", observou a irmã Carmen Sammut, presidente da União Internacional das Ordens Religiosas Femininas (IUGS).



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