terça-feira, 6 de outubro de 2015

Cidadania e Direitos Humanos – Por Luiz Osellame



A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos realizou na manhã da segunda-feira (05/10), no Teatro Dante Barone, o debate proposto pelo seu presidente, deputado Catarina Paladini (PSB), sobre Liberdade e Diversidade Religiosa.

Curtas-metragens sobre o tema foram apresentados e premiados no encontro. Catarina agradeceu a presença e participação de autoridades, escolas, professores, alunos e avaliou positivamente o encontro e disse ter ficado impressionado com a riqueza das contribuições dadas pelos estudantes, principalmente pela visão de mundo que possuem sobre a liberdade religiosa.

“Isto nos devolve um sentimento bom de futuro, tranquilidade e bem-estar. O mais belo disto é que, entre as liberdades religiosas, o que deve imperar é o sentimento maior do amor ao próximo e o respeito”, sublinhou.

O secretário de Educação do Rio Grande do Sul, Vieira da Cunha, destacou a importância do debate de um tema tão importante como o da liberdade e diversidade religiosa. Destacou ainda a relevância das discussões propostas anualmente por meio da Campanha da Fraternidade, com a proposição de temas que interessam a toda a sociedade, como é a questão tratada no evento.

“É imprescindível que tenhamos em nossas escolas um ambiente de tolerância, liberdade e boa convivência, voltada para uma cultura da paz”, salientou Vieira da Cunha ao parabenizar a CCDH e as escolas pelo trabalho que desenvolvem.

A professora Maria Regina Laner, representante da Associação Nacional das Escolas Católicas (ANEC), agradeceu à CCDH por novamente viabilizar a realização da audiência pública e ressaltou que a educação escolar busca o pleno desenvolvimento da cidadania, onde se insere a questão da liberdade religiosa e o convívio e respeito fraterno entre todos. Ela agradeceu às instituições escolares que participaram da produção de 28 curtas, que trataram justamente do tema: “Liberdade e Diversidade Religiosa”, proposto para este ano.

O coordenador do Conselho do Povo do Terreiro do Rio Grande do Sul, Baba Diba, sublinhou a importância do debate sobre liberdade e diversidade religiosa e defendeu a necessidade do aprofundamento que cada um deve buscar para afastar o perigo do preconceito existente com relação às religiões de matriz africana.

“O Brasil não pode permitir a violência causada pela intolerância religiosa”, alertou, ao defender que o debate sobre a questão seja feito desde os bancos escolares. O representante da Igreja Luterana do Brasil, Jean Marques Regina, advertiu acerca do perigo do aumento da intolerância religiosa que vem ocorrendo no Brasil. 

Ele sublinhou que a Igreja Luterana é fruto da luta pela liberdade, elogiou o trabalho desenvolvido pelas escolas ao destacar que religião, política e futebol podem ser discutidos, mas sempre com respeito e na busca de um mundo melhor para todos.

Cynthia Bonner, representante da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, parabenizou a CCDH pelo debate sobre liberdade e diversidade religiosa. Enfatizou a necessidade de se passar da tolerância ao respeito, como forma de estabelecer o respeito à própria dignidade da pessoa.

O desembargador Jaime W. Neto, representante do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, salientou que o tema da liberdade religiosa ocupa a pauta internacional, ao mesmo tempo em que se apresenta quotidianamente para cada um de nós.

“Este projeto materializa a colaboração que deve existir entre todos, pois todos somos iguais em liberdade e dignidade”, apontou, ao parabenizar pelo projeto desenvolvido pelas escolas na produção de curtas sobre a liberdade e a diversidade religiosa.

O rabino Guershon Kwasniewski, coordenador do Grupo de Diálogo Inter-Religioso de Porto Alegre, igualmente parabenizou pela iniciativa da CCDH em promover o debate. “Igualdade religiosa se faz com educação”, destacou o religioso, ao propor que as pessoas se coloquem no lugar do outro como forma de entender a necessidade do respeito ao outro, ao diferente na sociedade.

Distinção

Durante a audiência pública desta manhã, três dos Curtas na Educação, edição 2015, receberam um certificado por terem sido os mais votados entre as 28 produções inscritas. Receberam a distinção os seguintes curtas:

O Diário de Clara, produzido por alunos do 1º Ano do Ensino Médio – Turma 101, do Colégio Luterano da Paz, de Porto Alegre.

O Recomeço, produzido por alunos do 1ª Ano do Ensino Médio – Turma 101, da Escola Fátima, de Sapucaia do Sul.

O Ato, produzido por alunos do 1º Ano do Ensino Médio – Turma 213, do Colégio Romano Senhor Bom Jesus, de Porto Alegre.

Instituições participantes

Participaram do Concurso Cultural de Curtas da Edição Temática 2015 do Projeto Curta na Educação trabalhos produzidos por alunos das seguintes Instituições: Colégio Coração de Maria; Colégio Luterano da Paz; Colégio Marista Pio XII; Colégio Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; Colégio Romano Senhor Bom Jesus; Colégio Sagrado Coração de Jesus; Escola de Ensino Fundamental São Francisco – Menino Deus; Escola Estadual de Ensino Fundamental Dinah Néri Pereira; Escola Fátima; Escola São Luis Guanella e Instituto de Educação São Francisco.


Quer conhecer mais do projeto Curta, assistir os vídeos entre em: www.curtanaeducacao.org.br



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