quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Missa reúne líderes de religiões africanas e do catolicismo em Macapá – Por Abinoan Santiago

Vários líderes religiosos usaram o mesmo palco para celebrar a tradicional Missa dos Quilombos, considerada o momento mais religioso dentro da programação da:

Semana da Consciência Negra

iniciada em 16 de novembro no AmapáA missa aconteceu na noite desta quarta-feira (20), na sede da União dos Negros do Amapá (UNA), em Macapá, após a caminhada Zumbi dos Palmares.

A tradicional celebração teve representantes da umbanda, candomblé, tambor de mina e catolicismo. No entorno do palco, fiéis acompanharam em pé a missa, conduzida pelo padre Paulo Roberto, que vestia um manto com estampa afro e por pais e mães de santo. As religiões uniram seus respectivos rituais durante o evento em comemoração ao Dia da Consciência Negra.

Com bandeiras representando santos e comunidades quilombolas, era possível identificar a mistura de crenças na plateia. A tradicional roupa branca das religiões africanas se misturava ao colorido das saias rodadas das mulheres do marabaixo e batuque, danças tradicionais do Amapá.

A Missa dos Quilombos foi aberta com orações e canções das religiões representadas na festa. Ao longo de toda a missa, um grupo de bailarinos vestidos com trajes típicos da raiz africana, dançava em frente ao palco. Os cânticos sob ritmo africano tiveram acompanhamentos de uma banda base.

No evento, um dos momentos mais importantes, o ofertório, que é diferente das missas tradicionais. Ao invés de o fiel fazer a oferta, são eles que recebem frutas como oferendas na Missa dos Quilombos.

Outro momento marcante na Missa dos Quilombos foi o tradicional banho de cheiro. Os líderes religiosos jogaram na plateia baldes com água a base de ervas e perfumes.

O encerramento foi com o abraço entre os presentes na missa para representar a comunhão entre as religiões e comunidades afro-descentes do estado. Nesse momento, o padre Paulo Roberto pediu paz e união entre as raças.

"Somos iguais perante o pai porque todos são irmãos, por isso estamos clamando o fim da desigualdade entre as raças", disse.

Após a Missa dos Quilombos, houve apresentação de grupos de marabaixo e batuque, que serviu de preparativo para Encontro dos Tambores, previsto para iniciar nesta quinta-feira (21).





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