segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Seminário discute assistência religiosa e política sobre drogas em unidades prisionais

A Superintendência de Atendimento ao Preso (Sape), por meio da Coordenadoria de Assistência Religiosa e Políticas sobre Drogas, realizou nesta segunda-feira (25/11) o 
1º Seminário sobre a:

importância da Assistência Religiosa e Políticas sobre Drogas na execução da pena

O seminário contou com a presença de representantes de unidades prisionais de todo o Estado e de instituições que trabalham com a religião como meio de ressocialização e no combate às drogas, para discutir os trabalhos desenvolvidos com os presos do sistema prisional de Minas Gerais.

Um bom exemplo desse trabalho é a banda Talentos Além dos Muros, formada por detentos do Complexo Penitenciário Nelson Hungria e que participou da abertura do evento. Formada por 13 detentos, a banda tem cerca de dois anos de existência e compõe suas próprias músicas, de caráter religioso. 

O evento também teve o lançamento da cartilha sobre o trabalho da Assistência Religiosa e Políticas sobre Drogas como meio de ressocialização dos detentos no cumprimento da pena.

O coordenador de Assistência Religiosa, Reinaldo Domingos, afirma que, atualmente, o sistema prisional mineiro possui cerca de 500 parceiros no trabalho dentro das unidades. “Faz parte do trabalho da coordenadoria buscar parcerias em nossa comunidade que possam cooperar para a ressocialização dos presos”, completa.

Para Paula Simone dos Santos, participante do seminário e integrante da Missão Mundo Novo, que presta assistência social em todo o Estado, a assistência religiosa promove a restauração da pessoa, resgatando sua dignidade, seu valor e amor próprio.


O superintendente de Atendimento ao Preso, Helil Bruzadelli, acredita que o trabalho coletivo deve ser valorizado para que se tenham bons resultados. Além da assistência religiosa e das políticas sobre drogas, Minas Gerais realiza um trabalho de ressocialização dos detentos, buscando universalizar oportunidades de trabalho e estudo. 

Atualmente, o Estado possui aproximadamente 12 mil detentos empregados e mais de 6,5 mil estudando. A cada três dias de trabalho ou 12 horas de estudo, um dia é diminuído da pena do detento.




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