sexta-feira, 27 de março de 2015

“A verdadeira solução do problema do terrorismo é ideológica. O fator chave é participação dos líderes religiosos, e eu apoio isso plenamente…


"O problema que enfrentam hoje todos os países, onde há grande diáspora muçulmana, é a atividade de canais por satélite extremistas, baseados na ideologia wahhabita e financiados pela Arábia Saudita. O mesmo se aplica às redes sociais. Este é um problema muito grande”, disse Assad.

Ele lembrou que o radicalismo não é uma característica do Islã e o terrorismo sempre é terrorismo onde quer que seja praticado. 

“O Islã é uma religião de paz, bem como outras religiões abraâmicas. Infelizmente, depois de estudar muitos casos dos terroristas na Síria, podemos dizer que a transição da moderação ao extremismo foi rápida. Razão disso é a fraca posição do Islã moderado em família e na sociedade”, disse o presidente.

Ele afirma que a guerra na Síria não é civil porque para isto é necessária a separação religiosa e étnica. Na Síria, não há estes fatores, mas o país enfrenta uma constante interferência externa nos seus assuntos internos.

“Afirmamos constantemente e acreditamos que qualquer problema deve chegar a uma decisão por meios políticos. Em nosso caso, a forma é o diálogo intersírio. Para isto ser bem sucedido, deve permanecer livre da influência externa sobre os participantes no diálogo. O problema é que algumas das pessoas que tomam parte no diálogo são apoiadas por Estados ocidentais e regionais e têm um impacto sobre suas decisões … Para ter êxito, o diálogo intersírio precisa neutralizar a intervenção estrangeira e interromper o fornecimento de armas aos terroristas de Turquia, Arábia Saudita, Qatar e vários países europeus”, disse Assad.

Ele avalia positivamente as consultas intersírias que serão realizadas em Moscou em abril: “A iniciativa da Rússia é importante porque reafirmou o compromisso de uma solução política para a Síria, e, assim, frustrou os planos daqueles no Ocidente que chamam para a guerra, especialmente os EUA, a França e a Grã-Bretanha”.

Assad acredita que as crises na Síria e na Ucrânia foram provocadas para enfraquecer a Rússia e criar Estados fantoches. 

“Isso é uma visão ocidental e colonialista… Se eles não gostam de qualquer Estado, eles tentam mudar o governo ou o presidente… Vemos a mesma coisa hoje na Ucrânia. E é o seu propósito na Rússia. Eles não gostam do Presidente Vladimir Putin, e eles o demonizam-no. É assim em todos os lugares. Mas eu gostaria de enfatizar que o povo sírio vai mesmo decidir o seu destino”, disse Assad.


O presidente sublinhou que a Rússia desempenha o papel muito importante no reforço da estabilidade no mundo. 

“Neste sentido, posso dizer que saudamos a expansão da presença da Rússia no Mediterrâneo oriental, especialmente em nossas costas e nos nossos portos”, disse.



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