segunda-feira, 27 de abril de 2015

Mais de 100 mil fiéis aguardados na peregrinação a São José de Calumbo/Angola



Mais de 100 mil fiéis católicos devem participar entre os dias 30 de Abril e 01 de Maio do corrente, na peregrinação ao santuário de São José de Calumbo, em Viana, disse hoje, segunda-feira, em Luanda, o reitor desta instituição, padre Nuno de Almeida.

Em declarações à imprensa, em Calumbo, o líder religioso adiantou que a edição 2015 da peregrinação vai decorrer sob lema: “ São José Reaviva a Nossa Fé em Cristo”, ou seja, a fé de São José, um modelo de pai, vai ajudar a levar os fiéis a Cristo.

Numa altura em que decorrem os últimos preparativos do evento, a fonte avançou que no passado tiveram que adiar a peregrinação devido a chuva e aos estragos que a água fez. Este ano, frisou, construiu-se um muro à volta do santuário, valas de drenagem, três palcos para o cumprimento do programa litúrgico e se está a reparar, com a ajuda do governo, o monumento histórico nacional.

“O telhado estava todo degradado, os muros de sustentação também estão a ser intervencionados. Urge a requalificação do santuário e de todo o espaço envolvente, em função do número de fiéis provenientes de várias zonas do país e do estrangeiro que acorrem ao local”, advogou. 

Na mesma senda, disse que se está a melhorar todo o espaço de terreno no interior do santuário, num espaço de cerca de oito hectares, para as pessoas dormirem nas suas tendas e viver uma peregrinação que há de ser um momento de graça para todos. “Teremos também três parques de estacionamentos e sítio para as pessoas venderem, fora do santuário. Dentro do santuário é para os fiéis rezarem, para encontrarem a paz e levarem uma mensagem para as suas casas”, afirmou.

Considerou um santuário como espaço de meditação de pessoas de todas as religiões que deve ser preservado, sem discotecas ou cantinas, pois é um espaço onde as pessoas vão se encontrar consigo próprias e com Deus. Por outro lado, referiu que há alguns anos haviam pessoas que se instalavam no santuário por meses, ano ou semanas, sem levar os filhos à escola.

“Hoje não admitimos que de segunda a sexta-feira esteja aqui alguma criança em idade escolar, pois elas devem estar na escola. Temos trabalhado com a administração comunal no sentido de sensibilizarmos as pessoas a não abandonarem as suas casas e se fixarem aqui”, concluiu.






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